segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Novas regras para celulares com TV digital também desagradam a indústria

Lúcia Berbert – Tele.Síntese

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior alterou o PPB (Processo Produtivo Básico) para terminal portátil de telefonia celular. O prazo para que 5% da produção total de aparelhos celulares incentivados, por empresa, tenham capacidade de recepção de sinais de TV digital compatíveis com as especificações e normas do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre foi prorrogado de 1º de janeiro de 2010 para 1º de julho de 2011, mas mantendo o mesmo percentual.
Outra mudança é a redução da importação de placas de circuitos impressos com componentes dos atuais 15% para 10%, a partir de 1 de janeiro de 2010. Mas, para cada 1% de modelos com TV Digital fabricados pela empresa, em termos de quantidade de aparelhos celulares, o fabricante poderá utilizar o percentual adicional de dispensa de montagem de placas de circuito impresso em 1%, limitado a 5%. Ou seja, a importação de placa ficará limitada a, no máximo, a 15%.
Por fim, exclui a obrigatoriedade de utilização do middleware GINGA-NCL. A consulta pública da nova proposta receberá sugestões durante 10 dias, a contar de hoje, data da publicação no Diário Oficial da União.
As alterações no PPB da telefonia celular foram feitas a pedido da indústria, que insistiu na impossibilidade de cumprir a proposta anterior. Porém, a avaliação inicial é de que a nova redação está aquém do que foi pedido. A indústria defendia 1% da produção total de aparelhos celulares com recepção para TV digital. E considera que a fórmula do cálculo do percentual de importação de placas como uma punição.

Fonte: http://www.direitoacomunicacao.org.br

Vale-Cultura deve ser votado em 45 dias

Carina Teixeira – Cultura e Mercado
Na ultima quarta-feira, dia 26 de agosto, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou uma mensagem ao Congresso Nacional solicitando que o Projeto de Lei que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o Vale-Cultura (PL 5.798/2009) tramite em regime de urgência urgentíssima. Isso significa que os deputados federais deverão votar a matéria em, no máximo, 45 dias.
Nessa forma de tramitação, o PL poderá receber Emendas Parlamentares em cinco sessões ordinárias. O PL 5.798/2009 será enviado, simultaneamente, para análise das Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Educação e Cultura; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.
O andamento da proposta pode ser acompanhado na página eletrônica www.camara.gov.br,no link Projetos de Lei e outras proposições. Após a votação na Casa do Legislativo, o projeto segue para o Senado Federal, com mais 45 dias de tramitação.
O Vale-Cultura é a primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural. Os trabalhadores poderão adquirir ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs, entre outros produtos culturais. O vale será similar ao conhecido tíquete-alimentação. Trata-se de um cartão magnético, com saldo de até R$ 50,00 por mês, por trabalhador, a ser utilizado no consumo de bens e serviços culturais. As empresas que declaram Imposto de Renda com base no lucro real poderão aderir ao Vale-Cultura e posteriormente deduzir até 1% do imposto devido.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Gilmar Mendes não comparece à audiência sobre diploma de Jornalismo

Redação - Comunique-se
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, não compareceu à audiência pública que discute a regulamentação de profissão de jornalista. Apesar de convidado para o debate, a agenda do ministro indica um encontro com o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão.
Na audiência, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, defendeu a regulamentação da profissão para garantir a qualidade técnica e ética na profissão. Em seu entendimento, a liberdade de expressão é um princípio da Constituição, mas ela mesma cria restrições para aperfeiçoar o exercício dessa liberdade, como a proibição do anonimato, a preservação da imagem e o direito de resposta. Congresso deve legislar sobre o tema, diz deputada A presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, deputada Maria do Rosário (PT-RS), também se mostrou favorável à exigência do diploma. Em sua opinião, a decisão do STF deve ser questionada e cabe ao Congresso legislar sobre o tema. O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, defendeu que o decreto que instituiu a obrigatoriedade do diploma não “foi feito por causa da ditadura, mas apesar da ditadura”. Ele lembrou ainda que, mesmo com a exigência da graduação, os veículos de comunicação não estão restritos aos formados. "Não pode ser feita confusão entre opinião e o exercício do jornalismo", afirmou, lembrando que cerca de 40% dos profissionais das redações não são jornalistas. Deputados defendem aprovação de propostas Vários deputados também estiveram presentes à audiência e defenderam o retorno da obrigatoriedade do diploma. Jô Moraes (PCdoB-MG) defendeu a aprovação pelo Congresso das propostas que tratam sobre o tema. Fernando Ferro (PT-PE), afirmou que o tema é sensível porque parte dos parlamentares é comprometida por possuírem vínculos de propriedade com veículos de comunicação. A audiência foi convocada pelas comissões de Ciência e Tecnologia e de Educação e Cultura da Câmara. A iniciativa é da deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO). Para o debate foram convidadas entidades representativas do setor. Ontem, o Senado aprovou a realização de uma outra audiência sobre o tema, ainda sem data definida.
Com informações da Agência Câmara.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Europa contesta projeto do Google de digitalizar publicações

Redação - Portal Imprensa
A intenção do Google de digitalizar milhões de livros e colocá-los na internet - atualmente em análise pela justiça norte-americana - encontra resistência por parte do setor editorial europeu. Associações de editores da Alemanha, Áustria e Espanha planejam enviar ao judiciário dos EUA argumentos contrários ao projeto da empresa de buscas. A Justiça norte-americana deve conceder o parecer final sobre o caso em 07/09.
Na mesma linha das associações, a editora francesa Editis também se opõe ao projeto do Google. Na avaliação do diretor-executivo da companhia europeia, Alain Kouck, não é viável o acordo entre a multinacional de buscas e a associação de escritores das editoras dos EUA, parceria esta que permite ao Google digitalizar milhões de livros para a internet.
Até o momento, o Google já digitalizou mais de 1,5 milhão de livros nos Estados Unidos. Na mesma linha, Amazon, Microsoft e Yahoo! também se opõem publicamente ao projeto de digitalização de livros.
O Google já é alvo de um processo movido em 2006 na França, em que a editora La Martiniére alega que o projeto da empresa multinacional infringe as leis de direitos autorais. O resultado da ação deve sair em 24 de setembro deste ano.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Gol usa Twitter para comunicação com a imprensa

A companhia aérea Gol lançou um perfil no Twiter voltado especificamente para o contato com jornalistas. A postagem de informações ficará sob responsabilidade da equipe da Diretoria de Comunicação Corporativa, que publicará novidades da empresa, notícias sobre o setor de aviação e outros assuntos de interesse.
“A internet é o principal canal de vendas da GOL e um dos principais meios de contato da Companhia com seus clientes. Com o Twitter, que já se mostrou uma poderosa ferramenta de relacionamento, queremos nos aproximar ainda mais dos nossos colegas jornalistas", afirma Hélio Muniz, diretor de Comunicação Corporativa da Gol.
Na última semana, a empresa lançou um perfil no microblog voltado para analistas de mercado, acionistas e investidores.
FONTE: Comunique-se

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Recortes de jornal podem, sim, mudar a história

Elza Oliveira Filha
Ao determinar o arquivamento de 11 representações contra o presidente do Senado Federal, José Sarney, o presidente do Conselho de Ética da Casa, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), alegou na semana passada que suas decisões foram motivadas pelo fato das acusações serem baseadas em “recortes de jornais”. O sistema judiciário brasileiro efetivamente não permite a condenação em processo no qual o conjunto probatório se limite a informações publicadas na imprensa. E é correto que assim decida a Justiça, visto que a tarefa investigatória desenvolvida por jornalistas tem contornos diferenciados do inquérito policial ou da produção de provas na esfera judicial.
A finalidade da profissão, como bem definem Bill Kovach e Tom Rosenstiel, no livro Os Elementos do Jornalismo, “é oferecer in­­for­­­mações às pessoas para estas sejam livres e capazes de se au­­togovernar”. Mas a alegação de que chegaram ao Conselho de Ética apenas “recortes de jornais” e, portanto, as denúncias eram vazias, é um argumento capenga e a história está repleta de exemplos demonstrando o contrário – no Brasil e no exterior. Muitas vezes é a partir de denúncias da imprensa que os órgãos competentes aprofundam investigações e alcançam a punição de ilícitos.
Só para ficar em dois casos emblemáticos, vale citar o episódio Watergate, que levou à renúncia do presidente norte-americano Richard Nixon, e o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo – envolvido nas tristes imagens de bate-bocas do Senado na semana passada. No exemplo ‘collorido’ há que se registrar o papel duplo da mídia: em primeiro lugar ao inflar a candidatura do então governador de Alagoas, a quem foi atribuída a alcunha de “caçador de marajás” e, depois, colaborando na sua queda. Embora o espaço deste texto seja pequeno para aprofundar o debate, o caso Collor serve para demonstrar que nem sempre a imprensa defende os interesses coletivos, sobretudo no Brasil onde a propriedade dos veículos de comunicação muitas vezes se cruza com interesses políticos de variados matizes.
O ideal da atividade jornalística, no entanto, é que a lealdade primeira dos profissionais seja com os cidadãos e a essência da sua prática seja a disciplina da verificação. É isso que procuramos incutir nos acadêmicos de Jornalismo e por isso a maior parte da categoria defende a necessidade de formação específica para o exercício profissional
O papel do jornalismo nas sociedades democráticas é essencial para a garantia das liberdades de informação e expressão. Justamente por sua importância no exercício da cidadania é que uma das primeiras atitudes dos regimes ditatoriais é impor censura à imprensa. “A comunicação é o cerne da modernidade, inseparável deste lento movimento de emancipação do indivíduo e do nascimento da democracia”, escreve Dominique Wolton no livro Internet, e depois? Assim como outros pesquisadores que procuram entender as mudanças do nosso tempo, ele enfatiza o protagonismo da comunicação e enaltece a responsabilidade social do jornalismo. Wolton fará a palestra de abertura do XXXII Congresso Brasileiro de Ciência da Comunicação, no dia 4 de setembro, na Universidade Positivo, abordando o tema “Comunicação política: a política, a mídia e a opinião pública”.
Ao contrário do presidente do Conselho de Ética do Senado, que busca desqualificar o trabalho da imprensa, a comunidade científica e a população demonstram reconhecer a importância desta atividade. Uma comprovação é a pesquisa realizada em junho de 2008 pela Associação dos Magistrados Brasileiros para medir os índices de confiança da população nas diversas instituições. Forças Armadas (79%), Igreja Católica (72%) e Polícia Federal (71%) ficaram com as melhores avaliações. Logo abaixo vêm o Poder Judiciário, a Imprensa (com 58%) e o Ministério Público. As instituições político-partidárias têm o menor índice de confiança, 22% (disponível em http://www.amb.com.br/portal/docs/pesquisa/barometro.pdf).
A expectativa é que agora os demais integrantes do Conselho de Ética, ou mesmo o plenário do Senado Federal, reformem a decisão do senador Dutra e reconheçam que, sim, recortes de jornal podem mudar a história.
Elza Oliveira Filha, doutora em Ciências da Comunicação pela Unisinos, foi repórter da imprensa diária durante mais de 20 anos. É professora do curso de Jornalismo da Universidade Positivo.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Circulação dos grandes jornais cai 6% no 1º semestre

Maiores perdas foram de O Dia (-24%), Extra, Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo (todos com -17%)

Alexandre Zaghi Lemos
Caiu 6% a circulação somada dos 20 maiores jornais diários brasileiros no primeiro semestre, na comparação com igual período de 2008. As maiores quedas foram de O Dia (-24%), Extra, Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo (todos com -17%).
Também registraram perdas Diário de S. Paulo (-11%), Diário Gaúcho (-9%), Meia Hora (-9%), O Globo (-8%), Folha de S. Paulo (-7%) e Super Notícia (-4%).
Na ponta oposta, comemoram crescimento Daqui (37%), Expresso da Informação (14%), Lance (8%), Agora (4%), Zero Hora (3%) e A Tribuna (2%).
Mantiveram-se estáveis - o que no cenário atual é uma vitória - Correio Braziliense, Estado de Minas, Correio do Povo e Valor.
Não houve alterações significativas no ranking, liderado por Folha de S. Paulo (média diária de 296 mil exemplares), Super Notícia (288 mil), Extra (262 mil) e O Globo (260 mil). Em seguida, aparecem O Estado de S.Paulo (215 mil), Meia Hora (203 mil), Zero Hora (184 mil), Correio do Povo (154 mil), Diário Gaúcho (152 mil), Lance (133 mil), Agora São Paulo (88 mil), O Dia (82 mil), Estado de Minas (76 mil), Expresso da Informação (67 mil), Daqui (63 mil), A Tribuna (62 mil) e Diário de S.Paulo (61 mil).
A única novidade é a estreia do Dez Minutos, de Manaus, na 18ª posição, com média diária de 54 mil exemplares - não considerados na conta de queda de 6%, pois foi lançado no final do ano passado.
Fecham a lista: Valor Econômico (54 mil), Correio Braziliense (53 mil) e Jornal da Tarde (49 mil).
A informação é da coluna Em Pauta publicada na edição 1370 de Meio & Mensagem, que circula com data de 3 de agosto de 2009.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Comunicação 360º

É, antes de tudo, uma mudança corporativa.
A Comunicação 360º é um planejamento conjunto, onde todos os departamentos, divisões ou assessorias que realizam atividades de comunicação têm uma unidade na informação, tendo em vista objetivos, valores e uma missão comum. O processo de tomada de decisões, deve ser compartilhado, e validado por um agregador a que todos se reportam.Ainda podemos conceituá-la como o conjunto articulado de esforços, ações, estratégias e produtos de comunicação planejados e desenvolvidos por uma empresa ou entidade, com o objetivo de agregar valor à sua marca ou de consolidar a sua imagem junto a públicos específicos ou à sociedade como um todo.
Na prática, além da falta de um planejamento comum, os departamentos ou assessorias competem entre si, definindo instâncias particulares de decisãodentro das empresas ou entidades.
A Comunicação 360º praticada com competência remete para um novo paradigma: a comunicação de uma empresa ou entidade não pode ser o resultado de esforços individuais, ainda que bem intencionados, porque a imagem da organização deve ser única.

Cibele Carvalho.


terça-feira, 23 de junho de 2009

ISAE/FGV oferece curso de mídias para colaboradores e mercado

Nos dias 25 e 26 de junho, o ISAE/FGV – Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas realiza, em Curitiba, o curso de curta duração "Comunicação Empresarial: Mídias para Colaboradores e Mercado". Com 16 horas/aula, o programa propõe uma análise crítica das ferramentas atuais de comunicação, apresenta novas alternativas de relacionamento com os colaboradores e o mercado, e reflete sobre casos práticos de comunicação de empresas paranaenses e brasileiras. O curso será ministrado pelo jornalista José Nascimento, gerente de produção da RPC TV, com 20 anos de experiência na área. Mais informações pelo telefone (41) 3388-7800, ou no site http://www.fgvpr.br/.

Twitter - O que é isso?

Em algum momento, em algum lugar você ouviu alguém pronunciar a palavra Twitter. E, certamente se perguntou: - O que é isso?
Eu, particularmente, quando ouvi pela primeira vez , imediatamente pensei em um terremoto, uma catástrofe...sei lá, foi o que me passou pela cabeça.
Era um domingo e estava dentro da FNAC. Fiquei curiosa e olhei para ver quem conversava. Eram três ou quatro adolescentes e um deles falava:
- Twitta aí, vai. Anda cara. Manda pelo Twitter!
E o outro ligeiramente passava seu dedo indicador sobre seu Iphone, dizendo:
- Já twittei, já twittei. Pronto cara. Foi pra todos nossos seguidores.
Olharam alguns livros e foram embora. Fiquei ali parada pensando na cena que acabara de ver e ouvir. Minha primeira atitude foi a de tirar meu celular da bolsa, olhá-lo e pensar: "E você? Não vai twittar, não?"
Cheguei em casa, corri para meu computador, entrei na página do Google (o Google é meu Pastor e nada me faltará) e digitei: Twitter.
Twitter: é uma rede social e servidor para microblogging que permite aos usuários enviar e ler atualizações de outros contatos, através da própria web ou por SMS.
Confesso que a princípio fiquei um pouco confusa em relação ao meu mais novo "amigo". Na manhã seguinte, o caderno de Tecnologia do jornal trazia uma matéria sobre o Twitter. Fiquei feliz, pois na noite anterior já conheci "a modernidade".
Na semana seguinte, durante o 12º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa em São Paulo, qual era um dos temas principais?
A era do Twitter, redes sociais, hiperconectividade, enfim, a comunicação entra numa nova onda da sua história.
O que aconteceu? Me rendi. Entrei no site do Twitter, montei meu profile, e lá estou: http://twitter.com/SorayaBischoff
Twitter: a melhor maneira de propagar uma notícia em tempo real, use essa ferramenta a seu favor.

Soraya Bischoff

Correio Braziliense apresenta novo pacote gráfico

Jornal lança novidades com intuito de facilitar e tornar a leitura mais agradável, apostando também na internet como principal canal de interatividade com os leitores

O jornal Correio Braziliense apresentou aos seus leitores no último domingo, 21, seu novo projeto gráfico e editorial. As novidades ficam por conta do conteúdo inovador, grandes espaços para imagens e infografias, ênfase nas informações exclusivas e abordagem diferenciada das notícias, que tem como finalidade dar maior dinamismo a leitura e proporcionar interatividade com o leitor.
O principal diferencial da publicação é a produção de três jornais em um, pois o conteúdo foi dividido em três blocos: Primeiro Caderno - abordará notícias nas áreas de Ciência, Saúde, Tecnologia, Gastronomia e Terceira Idade, esse último dentro da seção Saber Viver; Caderno de Cidades - destaque para o noticiário político e econômico local, com objetivo de abranger todas as cidades do Distrito Federal e do seu entorno; Super Esportes - a principal novidade desse setor é o formato: o caderno será editado em berliner, um tamanho entre o tablóide e o standard, tradicionalmente adotado pelo jornal.
As novidades mudaram também outro suplemente diário, o Caderno C, que agora passa a se chamar Diversão & Arte. A seção privilegiará a utilização de uma linguagem mais pop, realçando o entretenimento e a prestação de serviços ligado ao universo das artes e espetáculos, com grande participação do leitor.
Todos os demais suplementos semanais da publicação não foram esquecidos e também ganharam um visual mais moderno, com imagens destacadas e estão muito mais dinâmicos.
Outra mudança importante foi na parte visual do jornal. O novo projeto gráfico garante maior fluidez na leitura com o fim dos fios e tarjas, e a maior oferta e pontos de entrada para os textos. A fonte também mudou, agora é Sans Serif. A arte é a peça fundamental dentro deste pacote visual do Correio, que se caracterizará pelo grande uso de peças gráficas e de infografias.
O mundo digital não foi esquecido na reformulação do periódico. Agora, o leitor passar a ter papel ativo na escolha dos conteúdos, explicitando suas vontades e gostos por meio de enquetes, fóruns, blogs e outras ferramentas interativas da internet.
O celular também será um meio de informação, quem quiser pode cadastrar seu celular para receber as últimas notícias do seu time de coração e as fofocas do mundo das celebridades. Outra facilidade do acesso mobile é o acesso ao conteúdo do jornal disponível no site do mesmo, por meio do navegador do celular. Aqueles usuários que instalarem o software de reconhecimento do recurso QR Code e tirarem uma foto com a câmara do aparelho, terão complemento do conteúdo encontrado na publicação.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Locação: inquilino tem que devolver imóvel vazio



Daphnis Citti de Lauro


É comum, por ocasião do término do contrato de locação, o inquilino entregar o imóvel ao locador, com vários objetos dentro dele. Em geral, além de lixo, móveis que o locatário não tem interesse e, ao invés de dar ou jogar fora, larga no prédio que lhe estava alugado, por ser mais cômodo e mais barato.
A lei que regula a locação prevê, na cláusula que trata das obrigações do locatário, a de "restituir o imóvel, finda a locação, no estado em que o recebeu, salvo as deteriorações decorrentes do seu uso normal".
Assim, se por ocasião do início da locação, o imóvel foi entregue ao inquilino, sem bens no seu interior, deve assim ser devolvido. Se foi entregue com bens, deve ser feita uma relação (constante da vistoria), e, por ocasião da devolução do imóvel, esses bens devem ser devolvidos no estado em que foram recebidos (salvo as deteriorações decorrentes do seu uso normal, como reza o artigo 23, inciso 3.º da Lei 8.245 de 1991).
O proprietário não está obrigado a receber as chaves do imóvel de sua propriedade, se não estiver completamente livre de pessoas e bens. Pode recusá-las e, enquanto o inquilino não retirar tudo que deixou, a locação prossegue, permanecendo a obrigação de pagar aluguéis e encargos até a efetiva entrega das chaves, do imóvel absolutamente vazio.
O Clipping Eletrônico da Associação dos Advogados de São Paulo publicou interessante decisão, acerca de uma ação em que a inquilina de um imóvel pretendeu entregar as chaves às proprietárias e estas se recusam a recebê-las, tendo em vista que ainda havia bens dentro dele. Como elas se recusaram a recebê-las, porque ainda havia bens dentro dele, a inquilina propôs ação judicial para fazer a entrega das chaves em Juízo (consignação de chaves).
Ocorre que a inquilina perdeu a ação. O juiz de Primeira Instância julgou a ação improcedente, entendendo que o bem não estava efetivamente desocupado. No caso específico, a inquilina deixou um cofre pesadíssimo, televisores, equipamentos e diversos armários de metal.
O Superior Tribunal de Justiça manteve a decisão do juiz. O relator do recurso especial, ministro Hamilton Carvalhido, da Sexta Turma, justificou que "a transmissão da posse do imóvel ao locador, contudo, somente se opera com o restabelecimento do seu poder de uso e gozo do bem restituído, induvidosamente inocorrente quando se tem a embaraçá-lo a existência de bens do locatário do seu interior". Desta forma, se o inquilino não devolver o imóvel vazio, tal como o recebeu, a recusa no recebimento das chaves é justa.
Daphnis Citti de Lauro é advogado, é autor do livro "Condomínio: Conheça Seus Problemas". dclauro@aasp.org.br www.dclauro.com.br

segunda-feira, 11 de maio de 2009

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Não é possível dar google em tudo"

Por Sylvia Colombo em 5/5/2009

Vida de escritor, de Gay Talese, 509 pp.,
tradução de Donaldson M. Garschagen, Companhia das Letras,
São Paulo, 2009; R$ 59; reproduzido da
Folha de S.Paulo, 2/5/2009

Gay Talese está otimista. Apesar das ameaças ao jornalismo impresso, por conta da expansão do alcance da internet e da perspectiva dos efeitos da crise internacional, o veterano autor, 77, acha que periódicos e revistas têm sobrevivência garantida caso continuem apostando em boas histórias. "Sei que falo como um velho da profissão", disse, em entrevista à Folha, por telefone, de Nova York, onde vive. "Mas o mundo está cheio de coisas interessantes. Basta ser criativo para encontrá-las e disseminá-las de modo original."
Para Talese, porém, vive-se um momento de incerteza por conta da fragilidade de alguns veículos. E destaca o exemplo do New York Times, que se encontra em uma situação econômica alarmante. "Vários erros foram cometidos ali. O principal deles foi terem aberto seu conteúdo on-line."
Em sua opinião, o equívoco estaria em tornar gratuito algo que custa caro, a informação. "Há mentiras em todos os lados, na política, no esporte, na cultura. Buscar a verdade é a essência do jornalismo. Só que essa busca custa caro. É preciso pagar o repórter, suas contas, suas viagens, seus telefonemas e até a imensa quantidade de tempo que se perde atrás de pistas faltas."
Se isso não for feito, conclui, não haverá diferença entre uma informação obtida pelo Guardian ou por um blog anônimo. "É preciso cobrar pelo que se publica. Porque se trata de uma tentativa de encontrar a verdade, uma verdade que é necessária para a sociedade e que tem um preço." E arremata: "Não é possível dar um google em tudo e achar que assim se está informado. A internet está cheia de lixo".
Qual seria a saída, então, para evitar a queda da circulação de jornais e o desinteresse de anunciantes tanto nos meios impressos quanto nos eletrônicos? "Não sei", admite. "A economia e os governos têm de dar conta disso. Não sou pessimista. Sei que é um momento trágico, mas o que fazemos é muito importante e não acredito que deixará de ser."

terça-feira, 21 de abril de 2009

Web força jornais a rever modelos digitais

Grandes jornais brasileiros entram no debate sobre a cobrança ou gratuidade do acesso aos seus conteúdos na internet

Jonas Furtado
Uma adaptação capitalista para a mais filosófica dúvida da
dramaturgia universal assola donos de jornais do mundo todo.
Cobrar ou não cobrar pelo acesso ao conteúdo de suas versões
digitais é a questão que insiste em não calar para grandes grupos
de mídia impressa. No epicentro do debate está a imprensa norteamericana,
cujos prejuízos vêm se intensificando com o
agravamento da crise econômica. Grandes companhias, como a
Time Inc. e o New York Times Co., estudam formas de serem
remuneradas pelo acesso a seus conteúdos na web.
Paralelamente, a Associated Press tem disparado verbalmente
contra os agregadores e buscadores de notícia, a quem acusa de
obter lucros à custa da apropriação indevida de conteúdo
produzido pelas empresas jornalísticas.
No Brasil, a discussão também já foi estabelecida, mas em
temperaturas mais amenas ? ao menos por enquanto. Desde o final
da década de 90 sobressaía a tendência, entre os jornais, de
apostar no livre acesso ao conteúdo digital para incrementar a
audiência online, gerando interesse dos anunciantes e ótimas
receitas publicitárias. "Como a publicidade no meio internet não
está consolidada, está acontecendo uma correção de rumo. A
grande maioria das empresas de agora entende que é importante
cobrar pelo conteúdo", diz Ricardo Pedreira, diretor executivo da
Associação Nacional de Jornais (ANJ).
O Grupo Estado, que publica o Estado de S. Paulo, já
experimentou praticamente todos os modelos, e hoje adota um
sistema misto ? há notícias exclusivas para assinantes, enquanto
parte do conteúdo é de acesso livre. O diretor de conteúdo do
grupo, Ricardo Gandour, acredita que o advento dos buscadores e
agregadores de notícias subverteu o modelo idealizado
anteriormente. "O agregador mudou essa dinâmica. Hoje, há
terceiros pegando conteúdo alheio e montando um negócio
próprio. Mas não se pode ignorar que esse conteúdo teve um custo
para ser produzido", diz.
Gandour defende que os meios geradores de informação estudem
urgentemente um modelo de negócio pago para a plataforma
digital, como condição essencial para a existência do jornalismo
de qualidade. "Eu vejo a sociedade valorizando a informação com
credibilidade, assim como assinam uma TV a cabo e pagam até por
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assinatura de água hoje em dia. O consumidor paga por
conveniência e confiabilidade", compara. "Mudar esse cenário
atual é um desafio importante porque, no fundo, estamos falando
de perpetuar marcas. E marcas se perpetuam com a sociedade
reconhecendo o valor do serviço oferecido."
Para o superintendente do Grupo Folha, Antonio Manuel Teixeira
Mendes, o modelo online vigente corre risco de um "travamento"
caso os provedores de conteúdo não sejam acomodados em um
sistema economicamente viável também para eles. "Há muitos
players ganhando dinheiro no universo digital, como as empresas
de telecom, tecnologia e plataformas", afirma. "Mas as pessoas
acessam a internet motivadas pelo que aparece na tela, e não
pelo que está por trás dela. Portanto, o que aparece na tela tem
de estar monetizado e ser devidamente remunerado."
Enquanto boa parte do conteúdo da Folha Online tem acesso livre,
as versões digitais das edições impressas da Folha de S. Paulo são
exclusivas para assinantes do jornal ou do provedor UOL. Esse
modelo é o mais interessante para os provedores de acesso,
segundo Guilherme Ribenboim, presidente do Internet Advertising
Bureau Brasil, entidade que regulamenta o uso dos meios
interativos de comunicação e marketing no País. "Cria um
conteúdo premium, fechado para assinantes, que agrega valor ao
negócio dos provedores. É um diferencial para conquistar
assinaturas", justifica. Ele não acredita, porém, em sistemas de
cobranças como o micropagamento, inspirado no comércio de
músicas online. O modelo, pelo qual o usuário pagaria
determinada quantia por notícia lida, é um dos mais aventados nos
debates do assunto. "Pela minha experiência com internet, não
vejo o mesmo modelo funcionando com notícias. São coisas muito
diferentes. Uma música é por definição um arquivo."
Cultura estabelecida
A opinião de Ribenboim é compartilhada por Marcelo Rech, diretor
de produto do Grupo RBS, que publica o Zero Hora e mais sete
jornais nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. "Acho
pouco provável que um sistema de micropagamento funcione. Meu
feeling é que as pessoas não estão dispostas a pagar por nada na
internet. É uma cultura que se estabeleceu", analisa. A exceção
que faria o internauta mexer no bolso, para Rech, seria o acesso a
um conteúdo muito diferenciado. Essa é a fórmula do The Wall
Street Journal, que por muito tempo foi voz destoante no meio ao
cobrar pela leitura de suas notícias quando a tendência apontava
para o acesso gratuito.
Atualmente, o conteúdo dos jornais do Grupo RBS é oferecido
integralmente e com acesso livre na web, mas diferentes modelos
vêm sendo discutidos. A aposta para o futuro segue o pensamento
do presidente da empresa, Nelson Sirotsky, para quem a
informação será gratuita, e o jornalismo, pago. Rech explica. "A
informação hoje é uma commodity. Todo mundo tem ao mesmo
tempo. Se ofereço no jornal a mesma notícia 24 horas depois de
ver as fotos nos sites e as imagens na televisão, estou
desvalorizando meu produto. Alguns jornais ainda acham que
estão em 1970", critica. "O modelo de jornal impresso com que
trabalhamos é cada vez mais interpretativo, analítico, com visões
exclusivas e antecipando o que será relevante nos próximos dias.
Isso poderá ser cobrado, até mesmo na internet", completa.
AP VS Google
Últimas Notícias Página 2 de 3
O debate "conteúdo pago versus conteúdo grátis" esquentou de vez
nos últimos dias, quando o presidente do conselho da agência de
notícias Associated Press, Dean Singleton, elevou o tom de suas
declarações contra os agregadores de notícias, como o Google
News. Por meio de um release, a AP informou que irá ampliar a
proteção ao conteúdo produzido por seus jornais associados,
limitando e fiscalizando o seu uso em páginas online não
autorizadas. "Não podemos mais ficar parados assistindo a
terceiros se apropriarem do nosso trabalho sob pretextos legais
equivocados", disse Singleton no encontro anual da entidade. O
Google emitiu comunicado refutando ser o alvo direto da
declaração, "uma vez que dispõe dos artigos por meio de uma
parceria acertada com a AP", e esclarecendo que uma simples
solicitação basta para os jornais não terem seus textos publicados
no Google News.
No Brasil, com exceção da Folha de S. Paulo, os grandes jornais
permitem que o Google Notícias agregue seus conteúdos. Para
Ricardo Vezo, diretor de negócios da unidade O Globo, da
Infoglobo, é preciso analisar o caso sobre diferentes prismas. "Se,
por um lado, o Google captura parte importante da receita
publicitária dos sites produtores de conteúdo, por outro, responde
por parcela considerável do tráfego gerado para estes através de
suas ferramentas de buscas", pondera. "Nós optamos pelo caminho
da parceria", conclui. O acesso às notícias do site de O Globo é
gratuito, mas a versão em PDF

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O Google pode lucrar com conteúdo de jornais?

Maureen Dowd*
Eric Schmidt tem um jeito inocente, com seus olhos azul aquarela, seu minúsculo escritório repleto de brinquedos no campus do Google, quadras de vôlei, bicicletas que não precisam de cadeado, máquinas automáticas de cereais, balas de goma, assentos de toalete aquecidos, gramados e estacionamentos com tomadas para recarregar baterias de carros elétricos.
O presidente do Google não tem nada a ver com um tipo à la Dick Cheney do jogo Domínio do Mundo, com o qual deveríamos nos preocupar enquanto o Google fica espionando nossas casas, nossos oceanos, nossas fraquezas, nossos movimentos e nossos gostos.
No entanto, no lobby da sede, há uma parede vagamente sinistra, do gênero Grande Irmão, na qual é possível acompanhar em tempo real as buscas feitas no Google - as solicitações pornográficas são cortadas - por pessoas do mundo inteiro. Se ficar ali por algum tempo, talvez você chegue a ver o seu nome. Observando por um minuto, vi a associação de Washington onde minha irmã trabalha, a cidade de praia de Delaware onde meu irmão passa as férias, algumas letras de Dave Matthews, as calorias do pão da marca Panera, pés femininos, por dentro dos sabonetes.
Schmidt, 53, tem uma fala suave, que emana a calma sabedoria do terapeuta quando explica por que a privacidade é algo ultrapassado e por que os jornais ultrapassados não tirarão mais dinheiro do Google para se salvarem do colapso.
O tom funciona comigo porque minha profissão está em perigo. Empresas como Google e Craiglist sequestraram o jornalismo, fazendo-nos sentir tão modernos quanto uma réplica de Tyrannosaurus rex sentado no campus do Google.
Neste momento, o Google trava uma grande batalha para saber se tem o direito de lucrar de maneira tão escancarada com o conteúdo dos jornais enquanto o jornalismo corre um grave perigo.
Robert Thomson, diretor responsável do The Wall Street Journal, denunciou sites da internet como o Google chamando-os de verdadeiros "parasitas". Seu patrão, Rupert Murdoch, disse que os grandes jornais não devem permitir que o Google "roube nossos direitos autorais". A Associated Press ameaçou processar a companhia e outras que usam o trabalho dos jornais sem ter permissão para isso e sem distribuir uma porcentagem "justa" de suas receitas. Mas é preciso provar o que vem a ser "justo".
Então, pergunto a Schmidt em uma salinha reservada para as coletivas, que tem um assento ejetável, o que não deixa de me preocupar. "Amigos ou inimigos?" "Nós nos consideramos amigos", responde, mantendo sua serenidade mesmo quando uma boneca de papelão que está sobre uma mesa atrás dele cai sobre sua cabeça.
Por que é que o Google, que gosta de se considerar uma força benigna da sociedade (seu slogan informal é "não seja maldoso"), não nos envia um cheque polpudo por usar nossos artigos, para que possamos manter vivo o equilíbrio dos poderes e continuar fornecendo material para o motor de busca? Afinal, Schmidt reconhece que grande parte do que está na internet é "um lixo". Mas, segundo ele, as pessoas não procuram "porcaria" no Google, apenas coisas "úteis".
Schmidt se recusa a desembolsar dinheiro e observa que os jornais poderiam ceder seu conteúdo ao Google gratuitamente, porque, "na realidade, gostamos de ganhar nosso dinheiro por razões capitalistas obviamente boas".
E prossegue: "a melhor maneira de resolver isso é inventar um novo produto. É o que o Google acha. Os que só cuidam da obrigação raramente inventam o futuro".
E admite que é mais difícil para os jornais dirigirem seus anúncios para o público de modo tão preciso quanto o Google. Se você está lendo a respeito de um crime praticado com uma faca, ele diz, não pode mostrar um anúncio de facas. Schmidt está debatendo com os jornais sobre um novo modelo de anúncio que "compreende sua história" e seus interesses.
"Eles conhecem sua situação demográfica a ponto de saber se você é um homem ou uma mulher, sua faixa etária, etc. O segredo aqui está no fato de que os anúncios valem mais quando são mais dirigidos, mais precisos, mais pessoais".
Será que, para salvar o jornalismo, o Google precisa saber quais são os meus segredos mais íntimos? "Johnny Carson (apresentador de TV, comediante e escritor americano) fumava, e durante 30 anos ele nunca foi retratado fumando um cigarro", diz Schmidt. "Hoje isso seria impossível".
É claro que o Google é líder em acabar com toda privacidade, embora Schmidt afirme que, se alguém se queixa de ter sido flagrado em uma foto embaraçosa pelas câmeras Street View do Google, será possível inventar um recurso para tornar a imagem menos nítida, para tornar um rosto "anônimo".
"Podemos afirmar que não haverá mais heróis", diz Schmidt. "O heroísmo exige que a pessoa seja vista em sua luz melhor, absoluta. Não sei se isso é bom. Como era Barack Obama no primário? Ah, sim, há uma foto dele com o dedo no nariz. Pronto, deixou de ser herói?".
Quando pergunto se o julgamento humano em matéria editorial ainda é importante, ele procura me tranquilizar: "Trabalhando no mundo da comunicação aprendemos que esse equilíbrio entre os redatores de jornal e seus editores é mais sutil do que imaginávamos. Não pode ser facilmente reproduzido pelo computador".
Por um instante sinto-me melhor, até me dar conta de que, para ele, a única razão pela qual eu não posso ser tão facilmente substituível é que o Google já tentou encontrar uma maneira de me substituir.
* Colunista do "The New York Times"

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A importância de monitorar redes sociais


Artigo da AdAge atesta que a Amazon foi acusada no últimofinal de semana de censurar livros de temática gay ; a resposta teriavindo muito mais tarde do que o necessário, graças à falta de monitoramentode sites como o Twitter


“Amazon: a empresa de internet que não entende a internet” foi o meu favorito dentre milhares de tweets sobre um caso recente em que a loja virtual Amazon teria censurado livros de temática gay e lésbica. O episódio prova que mesmo uma empresa querida pode pagar um alto preço por não monitorar sua marca nas redes sociais.
Durante o final de semana, milhares de pessoas no Twitter, em blogs, fóruns e no Facebook observaram e que os livros de temática gay escritos por gente como James Baldwin, Gore Vidal e Jeanette Winterson foram removidos de súbito das listas da Amazon e de seu mecanismo de busca. A Amazon acabou respondendo somente na noite deste segunda-feira, 13, afirmando que se tratava de algo “embaraçoso”.
Mas já foi tarde. A Amazon aprendeu uma lição amarga sobre as tags utilizadas para restrear as conversas no Twitter, tais como a #amazonfail, que se tornou o tópico líder na rede de microblogging com seus 9 milhões de membros.
No começo, a Amazon disse que o incidente havia sido uma falha técnica, mas sites reportaram que a falha havia sido causada por um hacker que explorou a vulnerabilidade das ferramentas de notas para os produtos. E logo a tag #glitchmyass (falha técnica o caramba!) ganhou a rede.
Durante o final de semana, a Amazon manteve o silêncio. Inclusive seu chefe de tecnologia Werner Volgels, que está no Twitter não escreveu nada sobre isso. Finalmente, nesta segunda-feira, 13, veio a justificativa “falha técnica”.Se o incidente é uma falha ou ataque hacker, não é o que de discute.
A Amazon deveria monitorar sua marca nas redes sociais 24 horas por dia e 7 dias na semana. Assim, poderia responder mais cedo e de maneira mais clara. Mesmo que não conhecesse a causa do problema, deveria ter dito isso e explicado que iria atrás para descobrir.
Neste era de comunicação instantânea, nenhuma empresa pode parar de prestar atenção ao que estão falando sobre ela na internet. Uma piada de blogueiros diz que eles podem causar diversos problemas nas finais de semana, já que as grandes empresas não monitoram suas marcas neste período. Não deixe sua marca ser a próxima.
Por B.L. Ochman, estrategista de marketing e blogueira, na AdAge.


terça-feira, 7 de abril de 2009

Deputados divulgarão gastos em dois meses

Pacote da transparência, aprovado pela Assembleia, exige a publicação das despesas em 60 dias. Mas dados poderão demorar até outubro para estar na internet

Kátia Chagas
A prestação de contas detalhada dos gastos dos 54 deputados estaduais do Paraná poderá ser consultada por qualquer cidadão em 60 dias na Assembleia Legislativa, quando entra em vigor o chamado “pacote da transparência”, aprovado ontem na Assembleia Legislativa.
O primeiro passo para tornar públicas informações jamais divulgadas pelo Legislativo foi dado ontem com a aprovação, em primeira votação, de três projetos de resolução que criam o Portal da Transparência Pública, mudam as regras para uso da verba mensal de indenização dos parlamentares e tornam mais rigorosa a contratação de assessores. Hoje, os três projetos devem ser votados em segunda votação. Como se trata de um pacote de resoluções legislativas, para entrar em vigor não há a necessidade de sanção do governador Roberto Requião.
Embora as leis entrem em vigor em 60 dias, quando já será possível requerer à Mesa Executiva informações sobre como os parlamentares usam a verba indenizatória de R$ 27,5 mil mensais, não há um prazo exato para que os dados estejam disponíveis na internet. As prestações de contas serão disponibilizadas de forma gradativa no Portal da Transparência, que será criado no site da Assembleia Legislativa (http://www.alep.gov.br/). O portal também vai reproduzir a lista de funcionários comissionados e efetivos do Legislativo que foi divulgada na quarta-feira passada.
De acordo com o projeto, o site deverá estar totalmente pronto em outubro – seis meses após a lei entrar em vigência. Apesar disso, a previsão da comissão especial de deputados que elaborou os projetos é de que em dois meses boa parte das informações, como as despesas da verba de indenização, já estejam publicadas.
“Precisamos desse prazo para adequar a parte técnica (do site)”, disse o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Durval Amaral (DEM). Ele integrou a comissão especial criada para elaborar as propostas junto com o presidente da Assembleia, Nelson Justus, o primeiro-secretário, Alexandre Curi (PMDB), e o diretor-geral da Casa, Abib Miguel.
No site, a população poderá ainda acessar o nome do deputado e consultar as despesas pessoais e de gabinete que são reembolsadas pela Assembleia. Os gastos deverão ser comprovados por meio de notas fiscais, com a inscrição do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) dos prestadores dos serviços.
Além de tornar pública pela primeira vez na história a prestação de contas dos deputados, os projetos criam novas regras para o uso da verba de indenização. De um total de R$ 27,5 mil, os gastos com combustível e transporte aéreo não podem ultrapassar R$ 9 mil e as despesas com telefone e correio foram limitadas em R$ 3 mil. O restante – R$ 15,5 mil – poderá ser usada em despesas gerais. Atualmente, não há limites de gastos para o deputado receber o reembolso. Também não havia divulgação de como essas despesas eram feitas.
O projeto prevê ainda que os dados do Portal da Transparência serão atualizados mensalmente. As despesas com viagens nacionais e internacionais dos deputados em missões oficiais também deverão ser publicadas no Portal da Transparência.
Uma deficiência do projeto, segundo o deputado Tadeu Veneri (PT), é que ele não obriga que a lista de servidores que será divulgada na internet indique em qual gabinete cada funcionário trabalha. Apesar disso, Veneri diz acreditar que esse detalhamento deve ocorrer no futuro. “Estamos só começando. Ao menos agora se acende uma luz, um aviso que o servidor que não trabalha pode ser pego.”

Deputado propõe regra menos rígida
O deputado Élton Wélter (PT) vai apresentar na sessão de hoje uma emenda ao pacote da transparência. Ele quer deixar menos rigorosa a regra para contratações de funcionários e defende que os deputados possam nomear pessoas que já tenham emprego na iniciativa privada para prestar serviço “parcial” nos gabinetes. Apesar disso, o petista propõe algo que já está previsto no projeto original. Assessores podem trabalhar na iniciativa privada desde que não haja “incompatibilidade de horário” e que não sejam servidores públicos.

Novas Regras
O pacote de projetos da transparência aprovado ontem pela Assembleia do Paraná detalha quais são as despesas dos gabinetes dos deputados que podem ser reembolsadas pelo Legislativo e quais são as informações que terão de ser publicadas na internet, além de estabelecer novos critérios de contratação de servidores para a Casa.

Despesas reembolsáveis
• Passagens aéreas e de ônibus.
• Telefone.
• Correspondência.
• Refeições.
• Combustível.
• Aluguel e manutenção de escritório.
• Aluguel de veículos.
• Contratação de consultorias, assessorias, pesquisas e trabalhos técnicos executados por pessoas físicas ou jurídicas.
• Divulgação da atividade parlamentar, desde que não caracterize gastos em campanha eleitoral.
• Aquisição e locação de softwares e hardwares.
• Assinatura de provedor de acesso à internet e de sistema com banco de dados informatizado, bem como hospedagem de sites na internet.
• Assinatura de jornais, revistas e outras publicações, bem como o serviço de “clipping” (relatórios de notícias publicadas).
• Assinatura do serviço de TV a cabo ou similares.
• Aluguel de móveis e equipamentos.
• Serviços de segurança, prestados por empresa especializada.
• Trabalhos relativos à promoção de eventos .
Dados que deverão ser divulgados na internet
• Despesa total com pessoal, inativos e pensionistas.
• Dívidas consolidada e imobiliária.
• Operações de crédito (empréstimos e financiamentos).
• Demonstrativos das despesas de cada quadrimestre.
Regras para contratações. O funcionário terá de comprovar que:
• Não exerce cargo, emprego ou função pública.
• Não tem incompatibilidade de horário com o exercício do cargo de agente político ou de assessor ou secretário parlamentar.
• Não recebe proventos de aposentadoria por invalidez ou auxílio-doença do INSS.
• Não tem impedimentos à investidura em cargo público e deve estar em pleno gozo de seus direitos políticos.
• Deverá comunicar ao Departamento de Pessoal da Assembleia Legislativa qualquer alteração que venha a ocorrer em sua vida funcional.
• Declarar ciência de que prestar declaração falsa é crime.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Consumo de mídia está mais disperso

Pesquisa da consultoria Deloitte indica que comerciais de TV ainda são os mais impactantes, mas o computador ganha espaço no dia-a-dia dos brasileiros
A TV ainda é o principal veículo de comunicação publicitária no Brasil, mas o nível de dispersão do consumidor é alto. Esta é uma das conclusões a que se pode chegar ao analisar a pesquisa O Futuro da Mídia, realizada pela primeira vez no País pela consultoria Deloitte. Foram entrevistadas 1.022 pessoas, entre 14 e 75 anos, divididas segundo a seguinte classificação: Geração Y (de 14 a 25 anos); Geração X (26 a 42); Geração Boomers (43 a 61); e Geração Matures (62 a 75).
"A tendência, inclusive da TV, é ir cada vez mais para a internet", afirma Marco Brandão, sócio da Deloitte na área de tecnologia, mídia e telecom. De acordo com o levantamento, os consumidores gastam, atualmente, 82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia e entretenimento tecnológico, como videogame. Quando perguntados sobre quais os três tipos de inserções publicitárias de maior impacto, 75% dos entrevistados citam as de TV. Esse número é alto inclusive entre a Geração Y (69%), mas cresce nas gerações X e Matures (77%) e especialmente na Boomers (79%).
Considerando-se todos os entrevistados, os anúncios em revistas aparecem em segundo lugar em influência (57%), seguidos daqueles veiculados online (45%) e em jornais (30%). Os celulares aparecem na quinta posição, com 19% das respostas. Entre os jovens de 14 a 25 anos, porém, a publicidade em celular é considerada mais influente (23%) do que nos jornais (15%). Eles são também os que dão mais importância à publicidade online (51%), enquanto quem tem de 62 a 75 anos dá menos valor (30%).
Apesar do poder confirmado da televisão, é importante notar que apenas 37% das pessoas consultadas não fazem mais nada enquanto assistem aos programas, novelas e afins. Os outros 63% desenvolvem diversas atividades enquanto estão em frente à telinha: 44% disseram navegar em sites; 38% lêem, escrevem e mandam e-mails; 33% falam com outras pessoas pelo telefone celular e 30% pelo fixo.
Os números indicam que a internet é um canal publicitário fortíssimo, especialmente entre os mais jovens. "Essa pesquisa também é realizada nos Estados Unidos, no Japão, na Alemanha e na Grã-Bretanha e, somente no Brasil, a geração Y gasta mais tempo na internet do que na TV", frisa Brandão.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Novidades no "Revista RPC"

Gravação do "Revista RPC" no novo cenário

O programa dominical "Revista RPC", produzido e exibido pela RPC-TV, terá mudanças em 2009. Além de novo logotipo, vinheta e cenário, estreiam na noite deste domingo, 1º de março, novas atrações de dramaturgia no programa. Será lançado o programete "Coisas de Casal", que vai retratar, com bom-humor, o cotidiano da vida conjugal. O humorista Diogo Portugal manterá o "Louco de Bom" e passará a ancorar um novo quadro, no qual se apresentarão outros comediantes paranaenses.

O "Casos e Causos", que conta histórias que se passam no estado, terá novos episódios, produzidos por empresas e profissionais locais. Até o final do ano, a RPC–TV lançará dois novos quadros voltados a valorizar o povo paranaense, intitulados: "A sua vida passa aqui" e "Você conhece sua região". Na parte jornalística, pemanece a mesma proposta adotada desde a estreia do "Revista RPC", em 2007, que traz principalmente assuntos curiosos ou polêmicos, com abordagens diferentes das que são utilizadas no telejornalismo diário.