De acordo com dados do IVC, média dos quatro primeiros meses do ano é 1,5% maior do que a registrada em 2009
A circulação de jornais no Brasil aumentou nos primeiros meses de 2010. De acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC), os jornais filiados a ele obtiveram um crescimento de 1,5% em sua circulação em comparação com os primeiros quatro meses de 2009.
De acordo com os levantamentos do IVC, o melhor mês para o meio jornal foi março, quando a média do volume de circulação diária dos periódicos foi de 4.375.803 exemplares por dia. Tal número é o maior já registrado em um mês desde quando o Instituto deu início às mensurações.
Se forem consideradas a média de circulação diária dos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2010, o número fica em 4.279.482 exemplares. O estudo é feito com baase nos números dos 97 jornais filiados ao IVC.
Fonte: M&M Online
quarta-feira, 26 de maio de 2010
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Cartão transporte não terá carga de créditos
Bloqueio acontece das 22h desta sexta-feira (14) a meia noite de domingo (16)
A Urbs, Urbanização de Curitiba S/A informa que as operações de bloqueio de cartão transporte, compra e carga de créditos ficarão indisponíveis neste fim de semana, das 22h desta sexta-feira (14) a meia noite de domingo (16).
O uso do cartão transporte para acesso a estações-tubo, terminais e ônibus será normal sem qualquer alteração. A medida deve-se a serviços de manutenção e modernização do sistema.
Fonte: Jornal do Estado
A Urbs, Urbanização de Curitiba S/A informa que as operações de bloqueio de cartão transporte, compra e carga de créditos ficarão indisponíveis neste fim de semana, das 22h desta sexta-feira (14) a meia noite de domingo (16).
O uso do cartão transporte para acesso a estações-tubo, terminais e ônibus será normal sem qualquer alteração. A medida deve-se a serviços de manutenção e modernização do sistema.
Fonte: Jornal do Estado
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Feirão da Caixa oferece 15 mil imóveis em Curitiba
Cliente pode conhecer o imóvel, dar entrada no financiamento e até fechar o negócio
Será aberta hoje, a partir das 10 horas, com a presença da presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, a sexta edição do Feirão Caixa da Casa Própria de Curitiba. Durante o período do evento, que vai até o domingo, no Marumby ExpoCenter (Avenida Wenceslau Braz, 1.046, Vila Guaíra), serão oferecidos mais de 15 mil imóveis, entre novos, usados e na planta. O horário de funcionamento para o público é das 10h às 21h na sexta-feira e no sábado, e das 10h às 18h no domingo.
Em Curitiba, cerca 400 empregados da Caixa, incluindo especialistas em habitação, estarão prestando atendimento ao público visitante. No Feirão, o cliente pode conhecer o imóvel, dar entrada nos papéis do financiamento e até fechar o negócio. A carta de crédito pode ser obtida na hora, mediante entrevista. Para quem quer sair do evento com imóvel próprio, basta levar documentos como RG, CPF e comprovantes de renda (três últimos contracheques ou seis últimos extratos bancários, para o caso de renda informal), além do comprovante de residência atualizado.
Todas as unidades à venda têm a garantia de financiamento, que pode chegar a até 100% do valor do imóvel. As linhas de financiamento para a casa própria da Caixa atendem a todas as faixas de renda familiar e possuem prazo de pagamento de até 30 anos. Os juros são a partir de 4,5% ano mais TR, para imóveis do PMCMV e variam de 4,5% a 13% ao ano mais TR, nos casos de utilização de recursos FGTS e SBPE.
Durante o evento do ano passado, mais de 34 mil pessoas visitaram o feirão, onde foram assinados aproximadamente 2.400 contratos – o equivalente a mais de R$ 184 milhões. Segundo o superintendente regional Luciano Valério Bello Machado, “as expectativas da Caixa e dos expositores são as melhores no sentido de repetir o sucesso dos anos anteriores e superar o volume de negócios. Destaque para o Programa Minha Casa Minha Vida, que vai oferecer 9 mil imóveis para famílias com renda superior a três salários mínimos, cerca de 60% do total de unidades habitacionais disponíveis para o evento”.
A Caixa vai disponibilizar uma linha de crédito pré-aprovada para mais de 295 mil clientes em todo o Brasil para contratação de financiamentos habitacionais na aquisição de imóvel novo, usado e na planta e material de construção. Para contratar o financiamento os clientes serão informados das condições e dos procedimentos necessários para utilização do dinheiro.
Construtoras — Edifícios residenciais situados na Região Metropolitana de Curitiba, ou em regiões mais afastadas do centro da capital paranaense, com apartamentos com área privativa entre 40 e 65 metros quadrados e dois ou três dormitórios. Segundo o diretor-geral da Galvão Vendas, Gerson Carlos da Silva, estas são as principais características dos imóveis, enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, lançados por construtoras e incorporadoras na região. Segundo Silva, a formatação dos empreendimentos, segundo estas características, é justificada pelo valor de venda do imóvel, predeterminado em até R$ 130 mil.
Fonte: Bem Paraná
Será aberta hoje, a partir das 10 horas, com a presença da presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, a sexta edição do Feirão Caixa da Casa Própria de Curitiba. Durante o período do evento, que vai até o domingo, no Marumby ExpoCenter (Avenida Wenceslau Braz, 1.046, Vila Guaíra), serão oferecidos mais de 15 mil imóveis, entre novos, usados e na planta. O horário de funcionamento para o público é das 10h às 21h na sexta-feira e no sábado, e das 10h às 18h no domingo.
Em Curitiba, cerca 400 empregados da Caixa, incluindo especialistas em habitação, estarão prestando atendimento ao público visitante. No Feirão, o cliente pode conhecer o imóvel, dar entrada nos papéis do financiamento e até fechar o negócio. A carta de crédito pode ser obtida na hora, mediante entrevista. Para quem quer sair do evento com imóvel próprio, basta levar documentos como RG, CPF e comprovantes de renda (três últimos contracheques ou seis últimos extratos bancários, para o caso de renda informal), além do comprovante de residência atualizado.
Todas as unidades à venda têm a garantia de financiamento, que pode chegar a até 100% do valor do imóvel. As linhas de financiamento para a casa própria da Caixa atendem a todas as faixas de renda familiar e possuem prazo de pagamento de até 30 anos. Os juros são a partir de 4,5% ano mais TR, para imóveis do PMCMV e variam de 4,5% a 13% ao ano mais TR, nos casos de utilização de recursos FGTS e SBPE.
Durante o evento do ano passado, mais de 34 mil pessoas visitaram o feirão, onde foram assinados aproximadamente 2.400 contratos – o equivalente a mais de R$ 184 milhões. Segundo o superintendente regional Luciano Valério Bello Machado, “as expectativas da Caixa e dos expositores são as melhores no sentido de repetir o sucesso dos anos anteriores e superar o volume de negócios. Destaque para o Programa Minha Casa Minha Vida, que vai oferecer 9 mil imóveis para famílias com renda superior a três salários mínimos, cerca de 60% do total de unidades habitacionais disponíveis para o evento”.
A Caixa vai disponibilizar uma linha de crédito pré-aprovada para mais de 295 mil clientes em todo o Brasil para contratação de financiamentos habitacionais na aquisição de imóvel novo, usado e na planta e material de construção. Para contratar o financiamento os clientes serão informados das condições e dos procedimentos necessários para utilização do dinheiro.
Construtoras — Edifícios residenciais situados na Região Metropolitana de Curitiba, ou em regiões mais afastadas do centro da capital paranaense, com apartamentos com área privativa entre 40 e 65 metros quadrados e dois ou três dormitórios. Segundo o diretor-geral da Galvão Vendas, Gerson Carlos da Silva, estas são as principais características dos imóveis, enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, lançados por construtoras e incorporadoras na região. Segundo Silva, a formatação dos empreendimentos, segundo estas características, é justificada pelo valor de venda do imóvel, predeterminado em até R$ 130 mil.
Fonte: Bem Paraná
Feira de franquias mostra negócios
Começou ontem, e segue até amanhã, em Curitiba, a 9ª Franchising Fair - Feira Nacional de Franquias
Começou ontem, e segue até amanhã, em Curitiba, a 9ª Franchising Fair - Feira Nacional de Franquias. O evento deverá reunir cerca de 5 mil pessoas e apresentará dezenas de opções de investimentos nos segmentos de alimentação, cosméticos, ensino profissionalizante, cursos de informática, idiomas, prestação de serviços, vestuário, decoração, esportes, lazer, medicamentos, máquinas, acessórios, equipamentos, dentre outros.
Oferecendo oportunidades de negócios a partir de R$ 18 mil, a Franchising Fair mostrará que o mercado de franquias não é exclusivo para quem tem muito dinheiro. "Há opções para todos os tipos de bolso e de perfil", garante o diretor da feira, Ademar Pahl. "A região sul é considerada a segunda maior concentradora de franquias do país, o que despertou o interesse das redes franqueadoras que pretendem expandir seus negócios na região", explica. "O Paraná reúne 6% das unidades franqueadas no Brasil, estando em quarto lugar no ranking nacional, além de ser a sede de 8% das matrizes das marcas franqueadoras, ficando em terceiro lugar entre os estados brasileiros", pontua. "A Franchising Fair é na verdade uma vitrine de oportunidades de negócio para investidores, empreendedores, empresários e pessoas interessadas em ter o próprio negócio", complementa.
Além da feira, o evento também oferecerá palestras gratuitas, ministradas por especialistas em franchising. Dentre os temas estão: "O desafio de ser um franqueado", "Como tornar-se um franqueador de sucesso", "Como escolher a franquia certa" e "Como tornar sua empresa uma franqueadora".
O evento é realizado no Centro de Eventos da FIEP e os ingressos custam R$ 10,00. Mais informações no site www.franchisingfair. com.br.
Feiarte reúne artesanato de 20 países e 15 estados do Brasil
Hoje, começa também uma das feiras mais tradicionais de Curitiba — a 24ª Feiarte —Feira Internacional de Artesanato, que acontecerá no Centro de Exposições do Parque Barigüi. Os visitantes poderão conferir produtos de 20 países e 15 estados brasileiros, conhecer danças folclóricas e aprender a fazer peças artesanais em oficinas. O tema desse ano é "O mundo em suas mãos” e serão montados cenários com peças gigantes, para lembrar as mais variadas culturas. “Procuramos reunir pessoas criativas com habilidades manuais, que desenvolvem variados produtos artesanais e incentivamos o intercâmbio cultural entre os artesãos e visitantes”, afirma a gerente de Marketing da Diretriz, Fernanda Skraba.
Os organizadores esperam receber mais de 60 mil visitantes. “A Feiarte chama a atenção das pessoas, pois se tornou a mais tradicional feira do segmento e é o principal canal de venda de artesanato no sul do país”, conta Fernanda Skraba. A feira acontecerá até o dia 23 de maio, das 14h às 22h, de segunda a sábado, e das 14h às 21h aos domingos. O preço do ingresso é R$ 8,00, sendo que menores de 12 anos não pagam e pessoas acima de 60 anos pagam somente R$ 4,00.
Fonte: Jornal do Estado
Começou ontem, e segue até amanhã, em Curitiba, a 9ª Franchising Fair - Feira Nacional de Franquias. O evento deverá reunir cerca de 5 mil pessoas e apresentará dezenas de opções de investimentos nos segmentos de alimentação, cosméticos, ensino profissionalizante, cursos de informática, idiomas, prestação de serviços, vestuário, decoração, esportes, lazer, medicamentos, máquinas, acessórios, equipamentos, dentre outros.
Oferecendo oportunidades de negócios a partir de R$ 18 mil, a Franchising Fair mostrará que o mercado de franquias não é exclusivo para quem tem muito dinheiro. "Há opções para todos os tipos de bolso e de perfil", garante o diretor da feira, Ademar Pahl. "A região sul é considerada a segunda maior concentradora de franquias do país, o que despertou o interesse das redes franqueadoras que pretendem expandir seus negócios na região", explica. "O Paraná reúne 6% das unidades franqueadas no Brasil, estando em quarto lugar no ranking nacional, além de ser a sede de 8% das matrizes das marcas franqueadoras, ficando em terceiro lugar entre os estados brasileiros", pontua. "A Franchising Fair é na verdade uma vitrine de oportunidades de negócio para investidores, empreendedores, empresários e pessoas interessadas em ter o próprio negócio", complementa.
Além da feira, o evento também oferecerá palestras gratuitas, ministradas por especialistas em franchising. Dentre os temas estão: "O desafio de ser um franqueado", "Como tornar-se um franqueador de sucesso", "Como escolher a franquia certa" e "Como tornar sua empresa uma franqueadora".
O evento é realizado no Centro de Eventos da FIEP e os ingressos custam R$ 10,00. Mais informações no site www.franchisingfair. com.br.
Feiarte reúne artesanato de 20 países e 15 estados do Brasil
Hoje, começa também uma das feiras mais tradicionais de Curitiba — a 24ª Feiarte —Feira Internacional de Artesanato, que acontecerá no Centro de Exposições do Parque Barigüi. Os visitantes poderão conferir produtos de 20 países e 15 estados brasileiros, conhecer danças folclóricas e aprender a fazer peças artesanais em oficinas. O tema desse ano é "O mundo em suas mãos” e serão montados cenários com peças gigantes, para lembrar as mais variadas culturas. “Procuramos reunir pessoas criativas com habilidades manuais, que desenvolvem variados produtos artesanais e incentivamos o intercâmbio cultural entre os artesãos e visitantes”, afirma a gerente de Marketing da Diretriz, Fernanda Skraba.
Os organizadores esperam receber mais de 60 mil visitantes. “A Feiarte chama a atenção das pessoas, pois se tornou a mais tradicional feira do segmento e é o principal canal de venda de artesanato no sul do país”, conta Fernanda Skraba. A feira acontecerá até o dia 23 de maio, das 14h às 22h, de segunda a sábado, e das 14h às 21h aos domingos. O preço do ingresso é R$ 8,00, sendo que menores de 12 anos não pagam e pessoas acima de 60 anos pagam somente R$ 4,00.
Fonte: Jornal do Estado
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Rede de cinemas vende ingressos antecipados para "Eclipse"
Filme tem estreia prevista para 30 de junho
A partir desta sexta-feira (14), os fãs da saga “Crepúsculo” já poderão garantir a entrada para a continuação da série, a aventura “Eclipse”, de Chris Weitz. Na compra do ingresso antecipado nas bilheterias do Cinemark Mueller, os fãs ganham um mini pôster exclusivo e autografado pelo protagonista do longa, Robert Pattinson. A estreia do filme está prevista para o dia 30 de junho. O espectador poderá efetuar a compra pela Internet, no site www.cinemark.com.br, ou na bilheteria.
Em Eclipse, a terceira parte da saga Crepúsculo, Bella (Kristen Stewart) mais uma vez encontra-se rodeada pelo perigo, já que Seattle está sendo devastada por uma sequência de misteriosos assassinatos e um malicioso vampiro continua em sua busca por vingança. Em meio a tudo isso, ela é forçada a escolher entre Edward (Robert Pattinson) e Jacob (Taylor Lautner), sabendo que sua decisão tem o poder de incendiar a luta entre os vampiros e os lobisomens.
Fonte: Jornal do Estado
A partir desta sexta-feira (14), os fãs da saga “Crepúsculo” já poderão garantir a entrada para a continuação da série, a aventura “Eclipse”, de Chris Weitz. Na compra do ingresso antecipado nas bilheterias do Cinemark Mueller, os fãs ganham um mini pôster exclusivo e autografado pelo protagonista do longa, Robert Pattinson. A estreia do filme está prevista para o dia 30 de junho. O espectador poderá efetuar a compra pela Internet, no site www.cinemark.com.br, ou na bilheteria.
Em Eclipse, a terceira parte da saga Crepúsculo, Bella (Kristen Stewart) mais uma vez encontra-se rodeada pelo perigo, já que Seattle está sendo devastada por uma sequência de misteriosos assassinatos e um malicioso vampiro continua em sua busca por vingança. Em meio a tudo isso, ela é forçada a escolher entre Edward (Robert Pattinson) e Jacob (Taylor Lautner), sabendo que sua decisão tem o poder de incendiar a luta entre os vampiros e os lobisomens.
Fonte: Jornal do Estado
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Nós encontramos o inimigo. É o PowerPoint
Exército americano luta contra a simplificação promovida pelas apresentações de slides, que tomam horas de trabalho dos oficiais
O general Stanley A. McChrystal, líder das forças americanas e da Otan no Afeganistão, apresentou no ano passado em Kabul um slide de PowerPoint que deveria demonstrar a complexidade da estratégia militar no país, mas parecia mais uma tigela de espaguete. “Quando alguém entender essa apresentação, vencemos a guerra”, disse McChrystal, secamente – e a sala explodiu em gargalhadas.
O slide correu a internet desde então, como um exemplo de ferramenta militar que fugiu ao controle. Como se fosse um guerrilheiro, o PowerPoint infiltrou-se no dia a dia dos comandantes militares e alcançou o nível de uma obsessão. A quantidade de tempo gasta preparando apresentações no programa da Microsoft fez com que ele gerasse piadas internas no Pentágono e também no Iraque e no Afeganistão.
“O PowerPoint nos torna estúpidos”, disse o general James N. Mattis, dos fuzileiros navais, em uma conferência militar na Carolina do Norte (ele falou sem fazer uso do programa). O general de brigada H.R. McMaster, que proibiu o PowerPoint quando comandou o bem-sucedido esforço para guardar a cidade iraquiana de Tal Afar, em 2005, prosseguiu, no mesmo evento, comparando o programa a uma ameaça interna. “É perigoso porque ele pode criar a ilusão de entender tudo, a ilusão do controlar tudo”, disse McMaster, mais tarde, em uma entrevista por telefone. “Alguns problemas não podem ser reduzidos a uma linha de uma apresentação.” De acordo com McMaster, o maior problema não é o gráfico-espaguete, mas o rígido formato das apresentações, que transforma tudo em uma lista de pontos, sem levar em conta forças políticas, econômicas e étnicas interconectadas (ao analisar, digamos, as causas de um conflito).
Oficiais dizem que, por trás das piadas sobre o PowerPoint, estão preocupações sérias que o programa possa sufocar a discussão, o raciocínio crítico e o pensamento necessário para as tomadas de decisão. E não é só isso: ele amarra oficiais jovens – apelidados de “PowerPoint Rangers – à preparação diária de slides, seja para reuniões do Estado Maior, em Washington, ou para reuniões de instrução que antecedem missões de combate em bolsões longínquos do Afeganistão.
No ano passado, um site dedicado a assuntos militares, o Company Command, perguntou ao tenente Sam Nuxoll, líder de um pelotão no Iraque, que atividade tomava mais de seu tempo. A resposta: “Montar apresentações no PowerPoint”. Quando pressionado pelo entrevistador, ele disse que era isso mesmo. “Tenho de fazer um storyboard completo com fotos digitais, diagramas e textos a respeito de tudo o que acontece”, contou Nuxoll. “Vai preparar o grupo para um ataque importante? Faça um storyboard. Vai entregar uma medalhinha? Faça um storyboard.”
Hierarquia
Apesar dessas histórias, a “morte por PowerPoint” – expressão usada pelos militares para descrever o tédio de acompanhar uma apresentação de 30 telas ou mais todos os dias – parece ter chegado para ficar. O programa, que foi lançado em 1987 e adquirido pela Microsoft pouco tempo depois, está profundamente arraigado na cultura militar, que se apoiou na ordenação hierárquica de itens para pôr ordem em um mundo confuso.
“Há muito antagonismo em relação ao PowerPoint, mas eu não vejo uma mudança para o curto prazo”, disse o capitão Crispin Burke, oficial de operações em Fort Drum, Nova Iorque. Foi ele, sob o pseudônimo de Starbuck, quem citou o comentário de Nuxoll, num artigo que escreveu para o website Small Wars Journal.
Ao responder um pedido de entrevista, por e-mail, Burke escreveu que pensava estar disponível naquela noite, mas, infelizmente, surgiu muito trabalho adicional no fim do expediente – “o que é pior: montar PPTs”. Mais tarde, por telefone, ele estimou que passa pelo menos uma hora por dia montando apresentações.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert M. Gates, revisa versões impressas de apresentações em suas reuniões matinais com a equipe, embora insista em recebê-las na noite anterior. Sua ideia é ler tudo antecipadamente para deduzir o tempo dos encontros.
Nem Obama escapa
O general David H. Petraeus, que supervisiona as guerras no Irã e no Afeganistão, diz que assistir a essas reuniões recheadas de slides é “desesperador”. Apesar disso, gosta do programa por sua capacidade de apresentar mapas e tendências. Ele também usa o PowerPoint em suas próprias palestras.
Já McChrystal tem duas reuniões movidas a PowerPoint por dia em Kabul, além de outras três, de periodicidade semanal. Mattis (aquele que falou da “estupidização” provocada pelo programa), diz que um terço de suas reuniões inclui o software.
Richard C. Holbrooke, representante especial da Casa Branca para o Afeganistão e o Paquistão, assistiu a palestras do gênero em sua viagem ao Afeganistão, no ano passado. Isso em cada uma de suas três paradas, em Kandahar, Mazar-i-Sharif e na base aérea de Bagram. Numa quarta escala, em Herat, as forças italianas não só o presentearam com uma apresentação em PowerPoint como também a acompanharam com música orquestrada. Mesmo Barack Obama teve de ver slides, a maioria com mapas e gráficos, nos encontros que antecederam a revisão das estratégias para o Afeganistão, em setembro e outubro.
Os comandantes criticam os slides, observando que eles comportam menos informação do que um documento de cinco páginas, e que eles livram o autor de lapidar seu texto de forma a propor argumentos persuasivos. Imagine advogados apresentando seus argumentos diante do Supremo usando slides de PowerPoint em vez de petições.
“Hipnotizar galinhas”
O artigo de Burke no Small Wars Journal também citou um ataque ao PowerPoint feito por Thomas X. Hammes, um coronel aposentado dos fuzileiros. Bastante lido entre militares, o artigo de Hammes – intitulado “Dumb-Dumb Bullets”, um trocadilho que compara os itens de uma apresentação às balas dum-dum (munição que se estilhaça para produzir maior estrago no alvo) – destaca o potenciar do PowerPoint para criar incoerências. Um item de apresentação que fale em “Acelerar a introdução de novas armas”, por exemplo, não diz realmente quem deveria fazer isso.
Ninguém está sugerindo que o PowerPoint seja culpado por erros cometidos nas guerras, mas o programa pegou má fama durante o prelúdio à invasão do Iraque. Segundo conta o livro Fiasco, de Thomas E. Ricks (sem tradução para o português), o general David D. McKiernan, que liderou as tropas de terra, ficou frustrado quando não obteve ordens explícitas de seu superior – Tommy R. Franks, comandante das forças americanas no Golfo Pérsico. Em vez de um plano detalhado de invasão, Franks passou a McKiernan uma apresentação de PowerPoint, extremamente vaga. A mesma que Franks havia submetido a Donald H. Rumsfeld, então secretário de Defesa.
Oficiais experientes dizem que o programa é útil quando o objetivo é não entregar informação – como nas conferências para a imprensa. As sessões com os veículos de comunicação duram frequentemente 25 minutos, com apenas 5 minutos, no fim, para perguntas dos jornalistas que ainda estiverem acordados. Segundo Hammes, esse tipo de ação é conhecido internamente como “hipnotizar galinhas”.
É guerra!
Algumas das críticas que os militares americanos fazem ao PowerPoint.
Simplifica demaisHá detalhes que não podem ser expressos em uma pequena lista de itens, especialmente em situações de confronto.
Toma tempoOficiais jovens – apelidados de “PowerPoint Rangers” – passam pelo menos uma hora por dia preparando apresentações.
Domina tudoCada evento nas guarnições militares exige a montagem de uma apresentação. De soldados ao presidente Barack Obama, ninguém escapa do PowerPoint.
É chato
“Morte por PowerPoint” é como os militares denominam as reuniões diárias, muitas delas com mais de 30 telas, que toda uma guarnição é obrigada a assistir.
Fonte: Gazeta do Povo
O general Stanley A. McChrystal, líder das forças americanas e da Otan no Afeganistão, apresentou no ano passado em Kabul um slide de PowerPoint que deveria demonstrar a complexidade da estratégia militar no país, mas parecia mais uma tigela de espaguete. “Quando alguém entender essa apresentação, vencemos a guerra”, disse McChrystal, secamente – e a sala explodiu em gargalhadas.
O slide correu a internet desde então, como um exemplo de ferramenta militar que fugiu ao controle. Como se fosse um guerrilheiro, o PowerPoint infiltrou-se no dia a dia dos comandantes militares e alcançou o nível de uma obsessão. A quantidade de tempo gasta preparando apresentações no programa da Microsoft fez com que ele gerasse piadas internas no Pentágono e também no Iraque e no Afeganistão.
“O PowerPoint nos torna estúpidos”, disse o general James N. Mattis, dos fuzileiros navais, em uma conferência militar na Carolina do Norte (ele falou sem fazer uso do programa). O general de brigada H.R. McMaster, que proibiu o PowerPoint quando comandou o bem-sucedido esforço para guardar a cidade iraquiana de Tal Afar, em 2005, prosseguiu, no mesmo evento, comparando o programa a uma ameaça interna. “É perigoso porque ele pode criar a ilusão de entender tudo, a ilusão do controlar tudo”, disse McMaster, mais tarde, em uma entrevista por telefone. “Alguns problemas não podem ser reduzidos a uma linha de uma apresentação.” De acordo com McMaster, o maior problema não é o gráfico-espaguete, mas o rígido formato das apresentações, que transforma tudo em uma lista de pontos, sem levar em conta forças políticas, econômicas e étnicas interconectadas (ao analisar, digamos, as causas de um conflito).
Oficiais dizem que, por trás das piadas sobre o PowerPoint, estão preocupações sérias que o programa possa sufocar a discussão, o raciocínio crítico e o pensamento necessário para as tomadas de decisão. E não é só isso: ele amarra oficiais jovens – apelidados de “PowerPoint Rangers – à preparação diária de slides, seja para reuniões do Estado Maior, em Washington, ou para reuniões de instrução que antecedem missões de combate em bolsões longínquos do Afeganistão.
No ano passado, um site dedicado a assuntos militares, o Company Command, perguntou ao tenente Sam Nuxoll, líder de um pelotão no Iraque, que atividade tomava mais de seu tempo. A resposta: “Montar apresentações no PowerPoint”. Quando pressionado pelo entrevistador, ele disse que era isso mesmo. “Tenho de fazer um storyboard completo com fotos digitais, diagramas e textos a respeito de tudo o que acontece”, contou Nuxoll. “Vai preparar o grupo para um ataque importante? Faça um storyboard. Vai entregar uma medalhinha? Faça um storyboard.”
Hierarquia
Apesar dessas histórias, a “morte por PowerPoint” – expressão usada pelos militares para descrever o tédio de acompanhar uma apresentação de 30 telas ou mais todos os dias – parece ter chegado para ficar. O programa, que foi lançado em 1987 e adquirido pela Microsoft pouco tempo depois, está profundamente arraigado na cultura militar, que se apoiou na ordenação hierárquica de itens para pôr ordem em um mundo confuso.
“Há muito antagonismo em relação ao PowerPoint, mas eu não vejo uma mudança para o curto prazo”, disse o capitão Crispin Burke, oficial de operações em Fort Drum, Nova Iorque. Foi ele, sob o pseudônimo de Starbuck, quem citou o comentário de Nuxoll, num artigo que escreveu para o website Small Wars Journal.
Ao responder um pedido de entrevista, por e-mail, Burke escreveu que pensava estar disponível naquela noite, mas, infelizmente, surgiu muito trabalho adicional no fim do expediente – “o que é pior: montar PPTs”. Mais tarde, por telefone, ele estimou que passa pelo menos uma hora por dia montando apresentações.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert M. Gates, revisa versões impressas de apresentações em suas reuniões matinais com a equipe, embora insista em recebê-las na noite anterior. Sua ideia é ler tudo antecipadamente para deduzir o tempo dos encontros.
Nem Obama escapa
O general David H. Petraeus, que supervisiona as guerras no Irã e no Afeganistão, diz que assistir a essas reuniões recheadas de slides é “desesperador”. Apesar disso, gosta do programa por sua capacidade de apresentar mapas e tendências. Ele também usa o PowerPoint em suas próprias palestras.
Já McChrystal tem duas reuniões movidas a PowerPoint por dia em Kabul, além de outras três, de periodicidade semanal. Mattis (aquele que falou da “estupidização” provocada pelo programa), diz que um terço de suas reuniões inclui o software.
Richard C. Holbrooke, representante especial da Casa Branca para o Afeganistão e o Paquistão, assistiu a palestras do gênero em sua viagem ao Afeganistão, no ano passado. Isso em cada uma de suas três paradas, em Kandahar, Mazar-i-Sharif e na base aérea de Bagram. Numa quarta escala, em Herat, as forças italianas não só o presentearam com uma apresentação em PowerPoint como também a acompanharam com música orquestrada. Mesmo Barack Obama teve de ver slides, a maioria com mapas e gráficos, nos encontros que antecederam a revisão das estratégias para o Afeganistão, em setembro e outubro.
Os comandantes criticam os slides, observando que eles comportam menos informação do que um documento de cinco páginas, e que eles livram o autor de lapidar seu texto de forma a propor argumentos persuasivos. Imagine advogados apresentando seus argumentos diante do Supremo usando slides de PowerPoint em vez de petições.
“Hipnotizar galinhas”
O artigo de Burke no Small Wars Journal também citou um ataque ao PowerPoint feito por Thomas X. Hammes, um coronel aposentado dos fuzileiros. Bastante lido entre militares, o artigo de Hammes – intitulado “Dumb-Dumb Bullets”, um trocadilho que compara os itens de uma apresentação às balas dum-dum (munição que se estilhaça para produzir maior estrago no alvo) – destaca o potenciar do PowerPoint para criar incoerências. Um item de apresentação que fale em “Acelerar a introdução de novas armas”, por exemplo, não diz realmente quem deveria fazer isso.
Ninguém está sugerindo que o PowerPoint seja culpado por erros cometidos nas guerras, mas o programa pegou má fama durante o prelúdio à invasão do Iraque. Segundo conta o livro Fiasco, de Thomas E. Ricks (sem tradução para o português), o general David D. McKiernan, que liderou as tropas de terra, ficou frustrado quando não obteve ordens explícitas de seu superior – Tommy R. Franks, comandante das forças americanas no Golfo Pérsico. Em vez de um plano detalhado de invasão, Franks passou a McKiernan uma apresentação de PowerPoint, extremamente vaga. A mesma que Franks havia submetido a Donald H. Rumsfeld, então secretário de Defesa.
Oficiais experientes dizem que o programa é útil quando o objetivo é não entregar informação – como nas conferências para a imprensa. As sessões com os veículos de comunicação duram frequentemente 25 minutos, com apenas 5 minutos, no fim, para perguntas dos jornalistas que ainda estiverem acordados. Segundo Hammes, esse tipo de ação é conhecido internamente como “hipnotizar galinhas”.
É guerra!
Algumas das críticas que os militares americanos fazem ao PowerPoint.
Simplifica demaisHá detalhes que não podem ser expressos em uma pequena lista de itens, especialmente em situações de confronto.
Toma tempoOficiais jovens – apelidados de “PowerPoint Rangers” – passam pelo menos uma hora por dia preparando apresentações.
Domina tudoCada evento nas guarnições militares exige a montagem de uma apresentação. De soldados ao presidente Barack Obama, ninguém escapa do PowerPoint.
É chato
“Morte por PowerPoint” é como os militares denominam as reuniões diárias, muitas delas com mais de 30 telas, que toda uma guarnição é obrigada a assistir.
Fonte: Gazeta do Povo
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Provedor deverá guardar dados
O texto, chamado marco civil, entrou ontem na fase final de consulta pública
Último ponto a ser fechado na proposta do governo de regular a internet, a guarda dos logs de conexão (dados que permitem identificar o usuário) deverá ser feita pelos provedores de conexão por até seis meses. O texto, chamado marco civil, entrou ontem na fase final de consulta pública. O prazo é considerado muito curto por quem trabalha com denúncias de ilícitos na rede.
“Quem escreveu não conhece a realidade do país”, disse Thiago Tavares, da Safernet (que recebe denúncias de violação de direitos humanos na internet). A procuradora Priscila Costa Schreiner, do grupo de combate aos crimes cibernéticos em São Paulo, defende um prazo de, no mínimo, um ano.O texto cria ainda um mecanismo extrajudicial de notificação e contranotificação de ilícitos na rede.
Fonte: Bem Paraná
Último ponto a ser fechado na proposta do governo de regular a internet, a guarda dos logs de conexão (dados que permitem identificar o usuário) deverá ser feita pelos provedores de conexão por até seis meses. O texto, chamado marco civil, entrou ontem na fase final de consulta pública. O prazo é considerado muito curto por quem trabalha com denúncias de ilícitos na rede.
“Quem escreveu não conhece a realidade do país”, disse Thiago Tavares, da Safernet (que recebe denúncias de violação de direitos humanos na internet). A procuradora Priscila Costa Schreiner, do grupo de combate aos crimes cibernéticos em São Paulo, defende um prazo de, no mínimo, um ano.O texto cria ainda um mecanismo extrajudicial de notificação e contranotificação de ilícitos na rede.
Fonte: Bem Paraná
domingo, 11 de abril de 2010
As várias contribuições sindicais
Pelo que arrecadam, os sindicatos pouco fazem por seus associados, e menos ainda pelos que os sustentam através do imposto sindical, cujo nome foi disfarçado de Contribuição Sindical, aquela que Lula prometeu várias vezes exterminar. Diga-se o mesmo dos patronais.
Os sindicatos impõem três diferentes contribuições aos trabalhadores, duas delas cobradas várias vezes ao ano, das quais há como escapar.
Há três tipos de contribuição, mas a única inescapável, descontada em folha nos meses de março, no valor de um dia de trabalho por ano, é a “contribuição sindical”, dos artigos 578 a 610 da CLT, devida apenas uma vez ao ano por trabalhadores de todas as categorias econômicas ou profissionais, mesmo os não associados a um sindicato.
A "contribuição confederativa", é aprovada em assembléia geral da categoria, mas devida somente por filiados a sindicato.
A terceira, "contribuição assistencial," sem base legal, é definida em convenção, aprovada em assembléia geral, também só pode ser cobrada dos associados.
Segundo o Ministério do Trabalho, só é possível a cobrança da “contribuição assistencial” de todos os trabalhadores se instituída em assembléia geral e prevista em convenção ou acordo coletivo de trabalho,e, ainda, se garantido ao empregado não sindicalizado o direito de oposição ao desconto no salário. Isto é: Você precisa comunicar ao sindicato, por escrito e com protocolo, que não quer ser associado a ele, e não autoriza os descontos das contribuições de seu salário.
O sindicato deverá comunicar ao empregador e aos empregados o valor ou a forma de cálculo da contribuição, encaminhando-lhes uma carta informando sobre este desconto, e dando um prazo mínimo de dez dias para o empregado apresentar carta de oposição, que pode ser à mão, e até enviada pelo correio, com aviso de recebimento. Raramente os sindicatos prestam essa informação nas cartas de cobrança, o que é ilegal.
Qualquer filiado pode se desligar de um sindicato quando quiser, cessando a cobrança das contribuições "mensais" confederativa e assistencial , mas o aviso de oposição é uma obrigatoriedade injusta, incômoda, que dificulta essa manifestação. Mesmo que a carta ou boleto de cobrança do sindicato não mencionem esse direito, o que é comuníssimo - e solerte - o direito existe, e você deve exercê-lo, a menos que realmente queira ser ou permanecer associado.
A mesma coisa faz o poderoso Secovi, representa os condomínios, cobrando contribuições patronais todo mês de janeiro dos cerca de 40.000 prédios, considerando-se apenas os de São Paulo, além de shoppings e tudo o que seja considerado condomínio, sem informar, nas cartas de cobrança, que o síndico não-remunerado nem dispensado do pagamento de sua cota livra o condomínio dessa despesa, desde que comunique por carta essa condição.O mesmo esquema dos sindicatos de trabalhadores: quem não está obrigado a pagar ainda tem de enviar carta para se livrar da despesa, todo ano, até o último dia útil de janeiro, por carta simples, sem firma reconhecida, com "AR", ou por e-mail, digitalizada , pedindo-se, sempre, uma resposta atestando o seu recebimento.
Chega de sustentar sindicatos, feudos de poder. Para negociar o dissídio anual, eles recebem a chamada contribuição sindical (imposto). E basta!
Os empregadores têm obrigação moral, humanitária, até, de saber disso e informar aos funcionários, que pagam, sem saber que não são obrigados a fazê-lo, se não quiserem.
Luiz Leitão é jornalista
luizmleitao@gmail.com
Fonte: SEGS
Os sindicatos impõem três diferentes contribuições aos trabalhadores, duas delas cobradas várias vezes ao ano, das quais há como escapar.
Há três tipos de contribuição, mas a única inescapável, descontada em folha nos meses de março, no valor de um dia de trabalho por ano, é a “contribuição sindical”, dos artigos 578 a 610 da CLT, devida apenas uma vez ao ano por trabalhadores de todas as categorias econômicas ou profissionais, mesmo os não associados a um sindicato.
A "contribuição confederativa", é aprovada em assembléia geral da categoria, mas devida somente por filiados a sindicato.
A terceira, "contribuição assistencial," sem base legal, é definida em convenção, aprovada em assembléia geral, também só pode ser cobrada dos associados.
Segundo o Ministério do Trabalho, só é possível a cobrança da “contribuição assistencial” de todos os trabalhadores se instituída em assembléia geral e prevista em convenção ou acordo coletivo de trabalho,e, ainda, se garantido ao empregado não sindicalizado o direito de oposição ao desconto no salário. Isto é: Você precisa comunicar ao sindicato, por escrito e com protocolo, que não quer ser associado a ele, e não autoriza os descontos das contribuições de seu salário.
O sindicato deverá comunicar ao empregador e aos empregados o valor ou a forma de cálculo da contribuição, encaminhando-lhes uma carta informando sobre este desconto, e dando um prazo mínimo de dez dias para o empregado apresentar carta de oposição, que pode ser à mão, e até enviada pelo correio, com aviso de recebimento. Raramente os sindicatos prestam essa informação nas cartas de cobrança, o que é ilegal.
Qualquer filiado pode se desligar de um sindicato quando quiser, cessando a cobrança das contribuições "mensais" confederativa e assistencial , mas o aviso de oposição é uma obrigatoriedade injusta, incômoda, que dificulta essa manifestação. Mesmo que a carta ou boleto de cobrança do sindicato não mencionem esse direito, o que é comuníssimo - e solerte - o direito existe, e você deve exercê-lo, a menos que realmente queira ser ou permanecer associado.
A mesma coisa faz o poderoso Secovi, representa os condomínios, cobrando contribuições patronais todo mês de janeiro dos cerca de 40.000 prédios, considerando-se apenas os de São Paulo, além de shoppings e tudo o que seja considerado condomínio, sem informar, nas cartas de cobrança, que o síndico não-remunerado nem dispensado do pagamento de sua cota livra o condomínio dessa despesa, desde que comunique por carta essa condição.O mesmo esquema dos sindicatos de trabalhadores: quem não está obrigado a pagar ainda tem de enviar carta para se livrar da despesa, todo ano, até o último dia útil de janeiro, por carta simples, sem firma reconhecida, com "AR", ou por e-mail, digitalizada , pedindo-se, sempre, uma resposta atestando o seu recebimento.
Chega de sustentar sindicatos, feudos de poder. Para negociar o dissídio anual, eles recebem a chamada contribuição sindical (imposto). E basta!
Os empregadores têm obrigação moral, humanitária, até, de saber disso e informar aos funcionários, que pagam, sem saber que não são obrigados a fazê-lo, se não quiserem.
Luiz Leitão é jornalista
luizmleitao@gmail.com
Fonte: SEGS
terça-feira, 6 de abril de 2010
Passageiros rendem assaltante de transporte coletivo em Curitiba
Jovem foi interceptado quando tentava fugir após roubar ônibus. Outro assaltante, que estava armado, conseguiu fugir
Por: Felippe Aníbal
Um rapaz de 19 anos foi preso, depois de ter sido rendido pelo motorista, pelo cobrador e por passageiros de um ônibus que fazia a linha Caiuá, na madrugada desta terça-feira, em Curitiba. Acompanhado de um outro jovem, ele chegou a roubar o dinheiro que estava com o cobrador do veículo e um relógio do motorista.
De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 2h30, dois jovens que estavam no veículo anunciaram um assalto, quando o ônibus trafegava pela Rua Dom Orine, no bairro Santa Quitéria. Após terem efetuado o roubo, eles tentaram fugir, mas o motorista, o cobrador e passageiros conseguiram interceptar um dos assaltantes. O outro jovem, que estava armado com um revólver calibre 38, conseguiu fugir. Parte do dinheiro e o relógio foram recuperados.
Após terem rendido o assaltante, os passageiros acionaram a Polícia Militar. O soldado Nilton, que atendeu a ocorrência, contou que quando chegou ao local, encontrou um rapaz sentado no chão, cercado pelos passageiros. Rodrigo da Silva Soares foi preso e encaminhado ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul) e responderá por roubo.
O delegado da Delegacia de Furtos e Roubos, Luiz Carlos de Oliveira, no entanto, aconselha que, em caso de assaltos, as vítimas não reajam em quaisquer situações, ainda que estejam em aparente vantagem sobre os ladrões. “As estatísticas da Polícia Civil comprovam que quando a pessoa reage a um assalto, as probabilidades de o fim ser trágico são de 90%. Isso porque o assaltante armado já está predisposto a praticar o ato, independentemente de qualquer coisa”, disse o delegado.
Fonte: Gazeta do Povo
Por: Felippe Aníbal
Um rapaz de 19 anos foi preso, depois de ter sido rendido pelo motorista, pelo cobrador e por passageiros de um ônibus que fazia a linha Caiuá, na madrugada desta terça-feira, em Curitiba. Acompanhado de um outro jovem, ele chegou a roubar o dinheiro que estava com o cobrador do veículo e um relógio do motorista.
De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 2h30, dois jovens que estavam no veículo anunciaram um assalto, quando o ônibus trafegava pela Rua Dom Orine, no bairro Santa Quitéria. Após terem efetuado o roubo, eles tentaram fugir, mas o motorista, o cobrador e passageiros conseguiram interceptar um dos assaltantes. O outro jovem, que estava armado com um revólver calibre 38, conseguiu fugir. Parte do dinheiro e o relógio foram recuperados.
Após terem rendido o assaltante, os passageiros acionaram a Polícia Militar. O soldado Nilton, que atendeu a ocorrência, contou que quando chegou ao local, encontrou um rapaz sentado no chão, cercado pelos passageiros. Rodrigo da Silva Soares foi preso e encaminhado ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac-Sul) e responderá por roubo.
O delegado da Delegacia de Furtos e Roubos, Luiz Carlos de Oliveira, no entanto, aconselha que, em caso de assaltos, as vítimas não reajam em quaisquer situações, ainda que estejam em aparente vantagem sobre os ladrões. “As estatísticas da Polícia Civil comprovam que quando a pessoa reage a um assalto, as probabilidades de o fim ser trágico são de 90%. Isso porque o assaltante armado já está predisposto a praticar o ato, independentemente de qualquer coisa”, disse o delegado.
Fonte: Gazeta do Povo
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Como será a nova lei da internet
Projeto de um marco legal para a rede foi enviado ao Ministério da Justiça três dias antes da troca de comando na pasta. E agora?
Agência Estado
Fábio Zelenski, 24 anos, trabalha com novas mídias, tem blog e usa a internet para divulgar sua banda. Frederico Pandolfo, de 25, é administrador de redes e está terminando a pós-graduação em segurança de sistemas computacionais. Além do interesse em web, os dois têm outra coisa em comum: podem ter ajudado a criar o Marco Civil da Internet, a lei brasileira que definirá os direitos e deveres dos cidadãos, provedores e do governo na web.
Zelenski e Pandolfo estão entre as pessoas que mais discutiram e enviaram contribuições nos 45 dias de consulta pública. O Marco Civil foi apresentado em outubro pelo Ministério da Justiça para ser um marco regulatório da internet, criado na própria internet e discutido pelos maiores interessados no assunto – os cidadãos. Na pauta da futura legislação estão temas espinhosos como a garantia de anonimato e a privacidade.
“Resolvi comentar porque é um assunto que envolve o que eu faço. Eu uso a internet para divulgar música e bandas, para conseguir livros, quadrinhos, softwares, para compartilhamento. E o marco vai interferir diretamente nisso”, diz Fábio Zelenski. A consulta pública criada pelo governo em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ recebeu 822 contribuições na forma de comentários, e-mails, tweets e citações em blogs. Tudo foi condensado e transformado em um anteprojeto apresentado ao ministro da Justiça, Tarso Genro, na sexta – três dias antes de ele deixar o cargo para candidatar-se a governador do Rio Grande do Sul.
“O ministro está empolgado com a ideia”, disse à reportagem o gestor do projeto, Paulo Rená, antes que Genro deixasse o cargo. “A diferença dessa para as consultas públicas tradicionais é que as pessoas, ao entrar em contato com um órgão público, não sabem o que as outras estão falando. O ministro achou interessante o fato de os atores sociais conversarem entre si.” A dúvida, agora, é se o novo ministro, Luiz Paulo Barreto, dará andamento ao projeto com o mesmo entusiasmo.
Para transformar um calhamaço de 580 páginas de opiniões e comentários em um projeto de lei, o Ministério da Justiça diz que privilegiou a argumentação. “A decisão não levou em conta o quantitativo, mas o argumento que consideramos melhor dado o interesse inicial do marco, que é preservar as liberdades.”
Se a rede é um ambiente de liberdade, porque criar um marco regulatório? Porque hoje no Brasil não há legislação específica sobre o tema. Essa brecha abre espaço para projetos como a Lei Azeredo (projeto que tornava crime o compartilhamento de arquivo) e outros mais esdrúxulos.
Os internautas tiveram interesse particular nos tópicos sobre privacidade, guarda de logs, liberdade de expressão e anonimato. Esses tópicos consumiram mais tempo do administrador de redes Frederico Pandolfo. Quando ouviu falar do marco civil, ele nem pensava em colaborar – mas achou “alguns itens absurdos”. Ele foi a pessoa que mais enviou colaborações para o Marco Civil. “Resolvi fazer meu papel de cidadão e lutar para manter o sagrado direito de pensar, me expressar e navegar livremente”, disse. Pandolfo é defensor do anonimato e não fugiu das brigas. Sim, como em todo fórum, não faltaram debates acalorados.
Essa foi uma das intenções do Ministério da Justiça, diz Paulo Rená. “Se não há polêmica, a pessoa só lê o texto e pensa ‘ok, concordo’”. Nas discussões, não houve moderação prévia – embora houvesse demanda para isso. No tópico sobre liberdade de expressão, um comentário tinha um palavrão. Outro reclamou: ‘não há moderação aqui, não?’. E um terceiro interveio, lembrando que o tema do tópico era a liberdade e, portanto, não fazia sentido manifestações de repressão.
O advogado Alexandre Atheniense conta que trabalhou com o tema com seus alunos na pós-graduação de Direito de Informática, mas reclama do prazo de consulta. “Foi complicado chegar às conclusões”, diz. Para ele, a iniciativa foi válida, mas ainda não é o ideal. “Teve o lado bom que motivou parte da sociedade a debater um tema que até então não havia sido amplamente discutido. O nível foi bom”, diz ele, que assinou a contribuição enviada pelo Conselho Federal da OAB.
Fonte: Gazeta do Povo
Agência Estado
Fábio Zelenski, 24 anos, trabalha com novas mídias, tem blog e usa a internet para divulgar sua banda. Frederico Pandolfo, de 25, é administrador de redes e está terminando a pós-graduação em segurança de sistemas computacionais. Além do interesse em web, os dois têm outra coisa em comum: podem ter ajudado a criar o Marco Civil da Internet, a lei brasileira que definirá os direitos e deveres dos cidadãos, provedores e do governo na web.
Zelenski e Pandolfo estão entre as pessoas que mais discutiram e enviaram contribuições nos 45 dias de consulta pública. O Marco Civil foi apresentado em outubro pelo Ministério da Justiça para ser um marco regulatório da internet, criado na própria internet e discutido pelos maiores interessados no assunto – os cidadãos. Na pauta da futura legislação estão temas espinhosos como a garantia de anonimato e a privacidade.
“Resolvi comentar porque é um assunto que envolve o que eu faço. Eu uso a internet para divulgar música e bandas, para conseguir livros, quadrinhos, softwares, para compartilhamento. E o marco vai interferir diretamente nisso”, diz Fábio Zelenski. A consulta pública criada pelo governo em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-RJ recebeu 822 contribuições na forma de comentários, e-mails, tweets e citações em blogs. Tudo foi condensado e transformado em um anteprojeto apresentado ao ministro da Justiça, Tarso Genro, na sexta – três dias antes de ele deixar o cargo para candidatar-se a governador do Rio Grande do Sul.
“O ministro está empolgado com a ideia”, disse à reportagem o gestor do projeto, Paulo Rená, antes que Genro deixasse o cargo. “A diferença dessa para as consultas públicas tradicionais é que as pessoas, ao entrar em contato com um órgão público, não sabem o que as outras estão falando. O ministro achou interessante o fato de os atores sociais conversarem entre si.” A dúvida, agora, é se o novo ministro, Luiz Paulo Barreto, dará andamento ao projeto com o mesmo entusiasmo.
Para transformar um calhamaço de 580 páginas de opiniões e comentários em um projeto de lei, o Ministério da Justiça diz que privilegiou a argumentação. “A decisão não levou em conta o quantitativo, mas o argumento que consideramos melhor dado o interesse inicial do marco, que é preservar as liberdades.”
Se a rede é um ambiente de liberdade, porque criar um marco regulatório? Porque hoje no Brasil não há legislação específica sobre o tema. Essa brecha abre espaço para projetos como a Lei Azeredo (projeto que tornava crime o compartilhamento de arquivo) e outros mais esdrúxulos.
Os internautas tiveram interesse particular nos tópicos sobre privacidade, guarda de logs, liberdade de expressão e anonimato. Esses tópicos consumiram mais tempo do administrador de redes Frederico Pandolfo. Quando ouviu falar do marco civil, ele nem pensava em colaborar – mas achou “alguns itens absurdos”. Ele foi a pessoa que mais enviou colaborações para o Marco Civil. “Resolvi fazer meu papel de cidadão e lutar para manter o sagrado direito de pensar, me expressar e navegar livremente”, disse. Pandolfo é defensor do anonimato e não fugiu das brigas. Sim, como em todo fórum, não faltaram debates acalorados.
Essa foi uma das intenções do Ministério da Justiça, diz Paulo Rená. “Se não há polêmica, a pessoa só lê o texto e pensa ‘ok, concordo’”. Nas discussões, não houve moderação prévia – embora houvesse demanda para isso. No tópico sobre liberdade de expressão, um comentário tinha um palavrão. Outro reclamou: ‘não há moderação aqui, não?’. E um terceiro interveio, lembrando que o tema do tópico era a liberdade e, portanto, não fazia sentido manifestações de repressão.
O advogado Alexandre Atheniense conta que trabalhou com o tema com seus alunos na pós-graduação de Direito de Informática, mas reclama do prazo de consulta. “Foi complicado chegar às conclusões”, diz. Para ele, a iniciativa foi válida, mas ainda não é o ideal. “Teve o lado bom que motivou parte da sociedade a debater um tema que até então não havia sido amplamente discutido. O nível foi bom”, diz ele, que assinou a contribuição enviada pelo Conselho Federal da OAB.
Fonte: Gazeta do Povo
Conversor transforma monitor do PC em HDTV
Breno Baldrati
O TV Box Real Angel HD 1920, da Zogis, é a opção econômica para quem está querendo uma televisão com imagens em alta resolução, mas não está animado em gastar uma bolada na compra de uma HDTV (High-definition television, na sigla em inglês). Por R$ 299, o aparelho consegue fazer a mágica de transformar sua tevê de tubo ou sua tela LCD em uma HDTV, sem a necessidade de um computador.
O que mais impressiona no TV Box é a facilidade de usá-lo. Testamos o funcionamento num PlayStation 3 e numa tela de LCD. Bastou conectar o video-game no aparelho e este na tela e em menos de um minuto já estávamos jogando em alta definição. Além do PS3, o TV BOX também permite conexão com PlayStation 2, Wii e Xbox 360. Tudo sem precisar de um aparelho de televisão – basta a tela do computador.
É aí também que está outra grande vantagem do conversor da Zogis. Ele acaba com a necessidade de ter dois aparelhos em casa – um para televisão e outro para o computador. É possível inclusive navegar na web e assistir à televisão simultaneamaente, por meio da tecnologia Picture in Picture (PIP), que divide a tela em duas partes. Outra possibilidade é assistir a até 9 canais ao mesmo utilizando a função preview.
A definição do aparelho é de 1920x1200, comum para monitores de PCs com 24 polegadas e um pouco diferente da resolução padrão para as HDTVs, que são de 1920x1080.
O aparelho só não é muito útil para quem já possui uma tela de HDTV no computador, que já vem com muitas das funções do TV BOX, como PIP e entrada para videogames.
Fonte: Gazeta do Povo
O TV Box Real Angel HD 1920, da Zogis, é a opção econômica para quem está querendo uma televisão com imagens em alta resolução, mas não está animado em gastar uma bolada na compra de uma HDTV (High-definition television, na sigla em inglês). Por R$ 299, o aparelho consegue fazer a mágica de transformar sua tevê de tubo ou sua tela LCD em uma HDTV, sem a necessidade de um computador.
O que mais impressiona no TV Box é a facilidade de usá-lo. Testamos o funcionamento num PlayStation 3 e numa tela de LCD. Bastou conectar o video-game no aparelho e este na tela e em menos de um minuto já estávamos jogando em alta definição. Além do PS3, o TV BOX também permite conexão com PlayStation 2, Wii e Xbox 360. Tudo sem precisar de um aparelho de televisão – basta a tela do computador.
É aí também que está outra grande vantagem do conversor da Zogis. Ele acaba com a necessidade de ter dois aparelhos em casa – um para televisão e outro para o computador. É possível inclusive navegar na web e assistir à televisão simultaneamaente, por meio da tecnologia Picture in Picture (PIP), que divide a tela em duas partes. Outra possibilidade é assistir a até 9 canais ao mesmo utilizando a função preview.
A definição do aparelho é de 1920x1200, comum para monitores de PCs com 24 polegadas e um pouco diferente da resolução padrão para as HDTVs, que são de 1920x1080.
O aparelho só não é muito útil para quem já possui uma tela de HDTV no computador, que já vem com muitas das funções do TV BOX, como PIP e entrada para videogames.
Fonte: Gazeta do Povo
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
TV por assinatura atinge 7,6 milhões de lares
Em 2009, setor cresceu 18,24% no País; somente em janeiro, quase 150 mil novas assinaturas foram registradas
Mais de 7,6 milhões de lares brasileiros já dispõem de TV por assinatura. O balanço foi divulgado nessa última quarta-feira, 24, e faz parte do relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) referente ao desempenho do setor no último mês de janeiro.
No primeiro mês de 2010, 149.913 novas assinaturas foram habilitadas para o setor, o que fez com que a base de usuários da TV por assinatura crescesse 2,01% em relação ao mês de dezembro de 2009. A expansão é bem maior do que a obtida no primeiro mês do ano anterior, que contabilizou uma adesão 1,14% maior de assinantes do que o total registrado em dezembro de 2008.
Considerando todo o ano de 2009, o setor de TV por assinatura do Pais obteve um crescimento de 18,24%, o maior registrado desde o início desse sistema de mensuração da Anatel, em 2006. Se forem aplicados os critérios populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - que estima uma existência média de 3,3 pessoas para cada domicílio - chega-se a um total estimado de 25 milhões de brasileiros com acesso à programação da TV paga.
Crescimento regional
Entre todas as regiões brasileiras, a que mais colaborou para a expansão do setor foi a Norte, que encerrou o ano de 2009 com 33,94% a mais de usuários de TV por assinatura do que o obtido ao final de 2008. Na sequência do crescimento aparece a região Nordeste, que ampliou em 24,85% sua base de assinantes. Em terceiro lugar ficou o Sudeste, com crescimento de 20,08%, seguido do Centro-Oeste ( 15,56%) e do Sul (14,52%).
Fonte: Meio & Mensagem
Mais de 7,6 milhões de lares brasileiros já dispõem de TV por assinatura. O balanço foi divulgado nessa última quarta-feira, 24, e faz parte do relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) referente ao desempenho do setor no último mês de janeiro.
No primeiro mês de 2010, 149.913 novas assinaturas foram habilitadas para o setor, o que fez com que a base de usuários da TV por assinatura crescesse 2,01% em relação ao mês de dezembro de 2009. A expansão é bem maior do que a obtida no primeiro mês do ano anterior, que contabilizou uma adesão 1,14% maior de assinantes do que o total registrado em dezembro de 2008.
Considerando todo o ano de 2009, o setor de TV por assinatura do Pais obteve um crescimento de 18,24%, o maior registrado desde o início desse sistema de mensuração da Anatel, em 2006. Se forem aplicados os critérios populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - que estima uma existência média de 3,3 pessoas para cada domicílio - chega-se a um total estimado de 25 milhões de brasileiros com acesso à programação da TV paga.
Crescimento regional
Entre todas as regiões brasileiras, a que mais colaborou para a expansão do setor foi a Norte, que encerrou o ano de 2009 com 33,94% a mais de usuários de TV por assinatura do que o obtido ao final de 2008. Na sequência do crescimento aparece a região Nordeste, que ampliou em 24,85% sua base de assinantes. Em terceiro lugar ficou o Sudeste, com crescimento de 20,08%, seguido do Centro-Oeste ( 15,56%) e do Sul (14,52%).
Fonte: Meio & Mensagem
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Conar abre processos contra campanha da Devassa
Por Alexandre Zaghi Lemos, atualizada às 17:00
24 de Fevereiro de 2010 às 10:54
Órgão vai analisar se houve abuso no apelo sexual das peças protagonizadas por Paris Hilton
O Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu três processos contra a campanha de lançamento da Devassa Bem Loura, criada pela Mood para o Grupo Schincariol.
O primeiro deles teve origem em representação formal apresentada por consumidor, que reclama da abordagem sensual das peças, protagonizadas pela socialite americana Paris Hilton. A reclamação, envolvendo a veiculação da campanha em todas as mídias, foi analisada e acolhida pelos advogados do Conar, que já encaminharam o processo a um dos cerca de 180 conselheiros do órgão, escolhido para ser o relator da matéria.
Em seu Anexo P, que trata da publicidade de cervejas e vinhos, o código do Conar diz que "eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem", e acrescenta que "modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual".
O segundo processo contra a campanha foi aberto por iniciativa do próprio Conar, que questiona uma promoção realizada no site da Devassa Bem Loura. No entendimento do órgão, ações promocionais envolvendo bebidas alcoólicas não podem representar estímulo ao consumo excessivo.
Um grupo de funcionários do Conar tem a missão de monitorar a publicidade veiculada no País e abrir processos quando encontrar alguma irregularidade. É o que o órgão chama de "processos abertos de ofício" pelo próprio Conar, sem a necessidade de denúncias externas. Este tipo de processo representa cerca de 1/3 do total de casos analisados pelo órgão.
Na tarde desta quarta-feira, 24, um terceiro processo foi aberto por solicitação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, órgão que tem status de ministério no governo federal e já recorreu ao Conar em ocasiões anteriores. Desta vez, a alegação é a de que o site da Devassa tem conteúdo sexista e desrespeitoso à mulher.
De posse do ofício da secretaria, o Conar resolveu abriu um terceiro processo, especificamente para tratar do site da marca.
Após o anunciante e a agência responsáveis pela campanha da Devassa Bem Loura serem comunicados oficialmente sobre a abertura dos processos, haverá prazo de 10 dias para apresentação de defesa por escrito.
Veja o comercial:
Fonte: Meio & Mensagem
24 de Fevereiro de 2010 às 10:54
Órgão vai analisar se houve abuso no apelo sexual das peças protagonizadas por Paris Hilton
O Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu três processos contra a campanha de lançamento da Devassa Bem Loura, criada pela Mood para o Grupo Schincariol.
O primeiro deles teve origem em representação formal apresentada por consumidor, que reclama da abordagem sensual das peças, protagonizadas pela socialite americana Paris Hilton. A reclamação, envolvendo a veiculação da campanha em todas as mídias, foi analisada e acolhida pelos advogados do Conar, que já encaminharam o processo a um dos cerca de 180 conselheiros do órgão, escolhido para ser o relator da matéria.
Em seu Anexo P, que trata da publicidade de cervejas e vinhos, o código do Conar diz que "eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem", e acrescenta que "modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual".
O segundo processo contra a campanha foi aberto por iniciativa do próprio Conar, que questiona uma promoção realizada no site da Devassa Bem Loura. No entendimento do órgão, ações promocionais envolvendo bebidas alcoólicas não podem representar estímulo ao consumo excessivo.
Um grupo de funcionários do Conar tem a missão de monitorar a publicidade veiculada no País e abrir processos quando encontrar alguma irregularidade. É o que o órgão chama de "processos abertos de ofício" pelo próprio Conar, sem a necessidade de denúncias externas. Este tipo de processo representa cerca de 1/3 do total de casos analisados pelo órgão.
Na tarde desta quarta-feira, 24, um terceiro processo foi aberto por solicitação da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, órgão que tem status de ministério no governo federal e já recorreu ao Conar em ocasiões anteriores. Desta vez, a alegação é a de que o site da Devassa tem conteúdo sexista e desrespeitoso à mulher.
De posse do ofício da secretaria, o Conar resolveu abriu um terceiro processo, especificamente para tratar do site da marca.
Após o anunciante e a agência responsáveis pela campanha da Devassa Bem Loura serem comunicados oficialmente sobre a abertura dos processos, haverá prazo de 10 dias para apresentação de defesa por escrito.
Veja o comercial:
Fonte: Meio & Mensagem
Colaborador de jornal plagia textos de oito blogueiros
Izabela Vasconcelos, de São Paulo
Conhecido na web como Roberto Chalita, o internauta, que se identifica como contador, é acusado de plagiar textos de oito blogueiros, usar em sua página na internet e no blog hospedado pelo Jornal de Vinhedo, veículo em que foi afastado como colaborador. A acusação é feita por Eduardo Goldenberg, Arthur Tirone, Bruno Ribeiro, Fernando Szegeri, Luiz Antonio Simas, Leonor Macedo, Paulo Thiago e Felipe Quintans.
Além de copiar os textos para seus dois blogs, Boteclando e Boteco Pensante, todos já retirados do ar, Chalita usava fotos e histórias pessoais dos blogueiros como se fossem suas. Na maioria das vezes os textos eram publicados na íntegra, com alterações dos nomes dos personagens apenas. Em muitos casos, a publicação aconteceu um ou dois dias após a publicação do texto original. Os plágios aconteceram por quase um ano, desde março de 2009.
Além de usar uma foto do avô de um dos blogueiros como se fosse o seu, Chalita publicou a foto do cachorro de estimação do advogado Eduardo Goldenberg como se fosse uma foto tirada por ele, em uma de suas “coberturas” para o blog.
Goldenberg, autor do blog "Buteco do Edu", diz que o número de textos plagiados foi grande, além de um poema e de uma receita culinária de sua autoria. Até mesmo a frase de apresentação do blog era copiada de Felipe Quintans, amigo de Goldenberg.
“Durante mais de onze meses, quase um ano!, Roberto Chalita publicou, como se fossem seus, textos nossos na íntegra, valeu-se de fotografias (minhas, na grande maioria das vezes) que retratam nosso dia-a-dia, usurpou expressões que são marcas nossas, viveu nossa vida, frequentou nossos bares, foi amigo de nossos amigos...”, conta Goldenberg em seu blog.
O blogueiro chegou a mesclar textos, como o de Fausto Wolff e de Fernando Szegeri, publicados respectivamente na contra-capa e na orelhado livro de Goldenberg, “Meu lar é o botequim”, editado pela Casa Jorge Editorial.
Para encerrar a série de plágios, o blogueiro publicou o texto “Desfile de uma Escola de Samba”, no dia 06/02, horas depois de “Breve Introdução sobre o desfile de uma escola de samba – regras e objetivo, de Bruno Ribeiro.
A mais recente descoberta de plágio foi a do texto “As figas de papai e o tricampeão da copa do Brasil”, da jornalista Leonor Macedo, publicado no blog Eneaotil, hospedado pelo UOL na revista TPM. O mesmo texto foi copiado por Chalita, que mudou apenas o título para “As figas de meu avô”.
“Eu consultei alguns amigos, inclusive jornalistas, e ninguém nunca viu nada parecido”, diz Goldenberg, que, em uma ação conjunta com os outros blogueiros, pretende contratar um advogado na área cível e criminal para processar Chalita. Mesmo sendo advogado, Goldeberg explicou que não pretende atuar na própria causa por uma questão ética.
Cópia de comentários
Além do plágio de textos e fotos, o blogueiro também copiou dois comentários, alterou os nomes dos autores, e publicou abaixo do texto “Não quero lágrimas para o Haiti”, plagiado de Bruno Ribeiro.
Jornal afirma desconhecer plágios
O editor do Jornal de Vinhedo, Rafael Von Zuben, disse que não tinha conhecimento de que os textos de Roberto Chalita eram plagiados, e afirmou que o conteúdo da coluna publicada na versão impressa não deviam ter sido copiados, mas escritos por ele mesmo.
“Não sabia disso, mas assim que soubemos já tirei o blog do ar. Acredito que os textos dele na versão impressa não eram plagiados, porque tratavam somente dos bares da região de Vinhedo, mesmo assim ele sairá da coluna”, explicou.
Rafael diz que se sentiu muito prejudicado com a situação. “Eu fiquei muito chateado com isso, nunca copiamos nada. Ele nos prejudicou também”, afirmou.
O outro lado
Procurado pela reportagem, Chalita não quis comentar o assunto e afirmou que não tem interesse em levar o caso adiante, além do que já foi publicado sobre ele.
De acordo com Goldenberg, Chalita lhe enviou vários e-mails com explicações e pediu que conversassem sobre o assunto, mas o advogado se recusou. Goldenberg disse que o blogueiro tem culpado uma depressão ou transtorno bipolar, pela perda do emprego de contador, como motivo para os plágios. Segundo conta Goldenberg, Chalita disse viver a vida dos plagiados o "mantém vivo".
Fonte: Comunique-se
Conhecido na web como Roberto Chalita, o internauta, que se identifica como contador, é acusado de plagiar textos de oito blogueiros, usar em sua página na internet e no blog hospedado pelo Jornal de Vinhedo, veículo em que foi afastado como colaborador. A acusação é feita por Eduardo Goldenberg, Arthur Tirone, Bruno Ribeiro, Fernando Szegeri, Luiz Antonio Simas, Leonor Macedo, Paulo Thiago e Felipe Quintans.
Além de copiar os textos para seus dois blogs, Boteclando e Boteco Pensante, todos já retirados do ar, Chalita usava fotos e histórias pessoais dos blogueiros como se fossem suas. Na maioria das vezes os textos eram publicados na íntegra, com alterações dos nomes dos personagens apenas. Em muitos casos, a publicação aconteceu um ou dois dias após a publicação do texto original. Os plágios aconteceram por quase um ano, desde março de 2009.
Além de usar uma foto do avô de um dos blogueiros como se fosse o seu, Chalita publicou a foto do cachorro de estimação do advogado Eduardo Goldenberg como se fosse uma foto tirada por ele, em uma de suas “coberturas” para o blog.
Goldenberg, autor do blog "Buteco do Edu", diz que o número de textos plagiados foi grande, além de um poema e de uma receita culinária de sua autoria. Até mesmo a frase de apresentação do blog era copiada de Felipe Quintans, amigo de Goldenberg.
“Durante mais de onze meses, quase um ano!, Roberto Chalita publicou, como se fossem seus, textos nossos na íntegra, valeu-se de fotografias (minhas, na grande maioria das vezes) que retratam nosso dia-a-dia, usurpou expressões que são marcas nossas, viveu nossa vida, frequentou nossos bares, foi amigo de nossos amigos...”, conta Goldenberg em seu blog.
O blogueiro chegou a mesclar textos, como o de Fausto Wolff e de Fernando Szegeri, publicados respectivamente na contra-capa e na orelhado livro de Goldenberg, “Meu lar é o botequim”, editado pela Casa Jorge Editorial.
Para encerrar a série de plágios, o blogueiro publicou o texto “Desfile de uma Escola de Samba”, no dia 06/02, horas depois de “Breve Introdução sobre o desfile de uma escola de samba – regras e objetivo, de Bruno Ribeiro.
A mais recente descoberta de plágio foi a do texto “As figas de papai e o tricampeão da copa do Brasil”, da jornalista Leonor Macedo, publicado no blog Eneaotil, hospedado pelo UOL na revista TPM. O mesmo texto foi copiado por Chalita, que mudou apenas o título para “As figas de meu avô”.
“Eu consultei alguns amigos, inclusive jornalistas, e ninguém nunca viu nada parecido”, diz Goldenberg, que, em uma ação conjunta com os outros blogueiros, pretende contratar um advogado na área cível e criminal para processar Chalita. Mesmo sendo advogado, Goldeberg explicou que não pretende atuar na própria causa por uma questão ética.
Cópia de comentários
Além do plágio de textos e fotos, o blogueiro também copiou dois comentários, alterou os nomes dos autores, e publicou abaixo do texto “Não quero lágrimas para o Haiti”, plagiado de Bruno Ribeiro.
Jornal afirma desconhecer plágios
O editor do Jornal de Vinhedo, Rafael Von Zuben, disse que não tinha conhecimento de que os textos de Roberto Chalita eram plagiados, e afirmou que o conteúdo da coluna publicada na versão impressa não deviam ter sido copiados, mas escritos por ele mesmo.
“Não sabia disso, mas assim que soubemos já tirei o blog do ar. Acredito que os textos dele na versão impressa não eram plagiados, porque tratavam somente dos bares da região de Vinhedo, mesmo assim ele sairá da coluna”, explicou.
Rafael diz que se sentiu muito prejudicado com a situação. “Eu fiquei muito chateado com isso, nunca copiamos nada. Ele nos prejudicou também”, afirmou.
O outro lado
Procurado pela reportagem, Chalita não quis comentar o assunto e afirmou que não tem interesse em levar o caso adiante, além do que já foi publicado sobre ele.
De acordo com Goldenberg, Chalita lhe enviou vários e-mails com explicações e pediu que conversassem sobre o assunto, mas o advogado se recusou. Goldenberg disse que o blogueiro tem culpado uma depressão ou transtorno bipolar, pela perda do emprego de contador, como motivo para os plágios. Segundo conta Goldenberg, Chalita disse viver a vida dos plagiados o "mantém vivo".
Fonte: Comunique-se
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Com8s, misto de Google Wave com ensino à distância, estreia amanhã
Divulgação/Foresee - Tela do novo site: avaliações e tarefas em ambiente colaborativo
Publicado em 22/02/2010 | André Lückman
Uma nova versão de rede colaborativa, voltada para profissionais do meio acadêmico, será lançada amanhã em Curitiba. O Com8s – um trocadilho com o termo “comates”, que quer dizer “colegas” – é um sistema de código aberto que centraliza diversos aplicativos da web com o objetivo de facilitar e intensificar a relação de grupos de estudo. Em seis meses uma nova versão, com foco corporativo, deve ser lançada, de acordo com o sócio e desenvolvedor da Foresee Solutions, Alfredo Kugeratski Souza.
As funcionalidades do sistema, em princípio, não são desconhecidas para quem já trabalha com o Google Wave ou o Moodle – aquele programa também de código aberto utilizado por grupos de educação a distância. O Com8s organiza as discussões em grupo, realização de tarefas e avaliações, levantamento de pesquisas, compartilhamento de arquivos, gerenciamento de notícias e a comunicação em áudio e videoconferência.
O avanço do lançamento, no entanto, reside na simplicidade: enquanto o Moodle é contratado por instituições de ensino e demanda contratação de empresas certificadas, o Com8s é centralizado no professor – foi criado para ser gerenciado diretamente pelo próprio educador, dispensando a participação da instituição na criação de um ambiente colaborativo virtual.
“Estamos oferecendo novas alternativas de comunicação e de interatividade profissional com mais simplicidade. Não é necessário gastar com licenças, manutenção, instalação e atualização de softwares”, diz Souza.
De acordo com ele, o Com8s terá uma versão gratuita, e também outras versões pagas para usuários avançados, com mais limite de espaço em disco, taxas de transferência de arquivos e dados ou ampliação de usuários cadastrados na mesma rede.
Futuro
A segunda etapa do Com8s prevê a ampliação de ferramentas e geração de relatórios, para atender também empresas. “Grandes empresas poderão ter aplicativos específicos para seus setores. O Com8s pode centralizar todos os arquivos do departamento de marketing ou financeiro, por exemplo, e independentemente da região geográfica em que os colaboradores estiverem no momento pode ser realizada uma reunião em teleconferência para decidir determinado assunto”, diz Souza.
De acordo com ele, o único requisito para o Com8s é um bom link para a internet, dispensando a necessidade de computadores potentes. “O sistema de nuvem mantém todos os arquivos disponíveis online. Com um simples netbook você consegue estar conectado ao sistema e às suas funcionalidades”, diz.
O Com8s será lançado oficiamente amanhã, a partir de quando novas informações devem estar disponíveis no site http://com8s.com/.
Fonte: Gazeta do Povo
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Jornalista é ameaçado e acusado de crimes em ataque virtual
Izabela Vasconcelos, de São Paulo
O jornalista Rubens Coutinho, editor do tudorondonia.com, vem recebendo uma série de e-mails com ameaças de morte e agressão, além de ter sido acusado, em um blog que considera “pirata”, de pedofilia contra quatro crianças. Nesta sexta-feira (19/02), o jornalista deve se encontrar com a Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos, do Ministério Público de Rondônia, que irá investigar o ataque virtual.
Coutinho diz que passou a receber os e-mails com ameaças desde que publicou matérias criticando a gestão do senador Acir Gurgacz (PDT) e Cleomar Eustáquio, apontado como “marketeiro” do político. Antes disso, diz ter sido procurado por um suposto emissário do senador, que teria pedido, sutilmente, que o jornalista deixasse de publicar informações contra o parlamentar.
Jornalista descarta envolvimento de político
Coutinho, porém, ressalta que não desconfia de Gurgacz. “Não acuso ele, não tenho ele como suspeito. Ele não perderia o tempo com uma mesquinharia dessas. Deve ter sido alguém que tomou as dores por ele ou até alguém do meio jornalístico que queira me difamar”, afirmou.
Só na última quarta-feira (17/02), Coutinho recebeu seis e-mails com ameaças fortes, que falam de agressão física e morte. O blog, de um suposto Antonio Zacarias, acusa o jornalista de pedofilia e chega a citar a Polícia Federal como fonte, mas a página não possui e-mail ou fale conosco para contato.
“Estão tentando me desmoralizar, porque tenho um site independente e combativo. Temo pela minha vida, mas não vou deixar de trabalhar”, afirma o jornalista, que ressaltou que tem mais de 30 processos por seu trabalho jornalístico.
Senador nega participação no caso
Por meio de nota enviada ao jornalista, o senador negou que tenha qualquer envolvimento no caso e diz que preza pela imprensa livre. “As notícias veiculadas no seu site de web jornalismo não me desagradam. Sou totalmente a favor da imprensa livre. A população de Rondônia, de Brasil ou de qualquer canto do mundo, precisa ter acesso à informação, à verdade. A democracia depende da veiculação livre de informação produzida com consciência, compromisso, responsabilidade e transparência – elementos fundamentais para uma política mais honesta”, diz o texto.
A assessoria de imprensa de Gurgacz também negou que Cleomar Eustáquio seja “marketeiro” do senador e que algum emissário do político tenha procurado o jornalista para inibir a publicação de matérias sobre o parlamentar.
Fonte: Comunique-se
O jornalista Rubens Coutinho, editor do tudorondonia.com, vem recebendo uma série de e-mails com ameaças de morte e agressão, além de ter sido acusado, em um blog que considera “pirata”, de pedofilia contra quatro crianças. Nesta sexta-feira (19/02), o jornalista deve se encontrar com a Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos, do Ministério Público de Rondônia, que irá investigar o ataque virtual.
Coutinho diz que passou a receber os e-mails com ameaças desde que publicou matérias criticando a gestão do senador Acir Gurgacz (PDT) e Cleomar Eustáquio, apontado como “marketeiro” do político. Antes disso, diz ter sido procurado por um suposto emissário do senador, que teria pedido, sutilmente, que o jornalista deixasse de publicar informações contra o parlamentar.
Jornalista descarta envolvimento de político
Coutinho, porém, ressalta que não desconfia de Gurgacz. “Não acuso ele, não tenho ele como suspeito. Ele não perderia o tempo com uma mesquinharia dessas. Deve ter sido alguém que tomou as dores por ele ou até alguém do meio jornalístico que queira me difamar”, afirmou.
Só na última quarta-feira (17/02), Coutinho recebeu seis e-mails com ameaças fortes, que falam de agressão física e morte. O blog, de um suposto Antonio Zacarias, acusa o jornalista de pedofilia e chega a citar a Polícia Federal como fonte, mas a página não possui e-mail ou fale conosco para contato.
“Estão tentando me desmoralizar, porque tenho um site independente e combativo. Temo pela minha vida, mas não vou deixar de trabalhar”, afirma o jornalista, que ressaltou que tem mais de 30 processos por seu trabalho jornalístico.
Senador nega participação no caso
Por meio de nota enviada ao jornalista, o senador negou que tenha qualquer envolvimento no caso e diz que preza pela imprensa livre. “As notícias veiculadas no seu site de web jornalismo não me desagradam. Sou totalmente a favor da imprensa livre. A população de Rondônia, de Brasil ou de qualquer canto do mundo, precisa ter acesso à informação, à verdade. A democracia depende da veiculação livre de informação produzida com consciência, compromisso, responsabilidade e transparência – elementos fundamentais para uma política mais honesta”, diz o texto.
A assessoria de imprensa de Gurgacz também negou que Cleomar Eustáquio seja “marketeiro” do senador e que algum emissário do político tenha procurado o jornalista para inibir a publicação de matérias sobre o parlamentar.
Fonte: Comunique-se
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Circulação de jornais cai 3,5% em 2009, aponta IVC
Izabela Vasconcelos, de São Paulo
A crise econômica de 2009 também atingiu o mercado brasileiro de jornais. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) nesta quinta-feira (11/02), a queda foi de 3,5% no último ano, em relação a 2008. Em 2009, circularam em média 4.200.743 exemplares de jornais por dia, enquanto no ano de 2008 o volume era de 4.351.400. O instituto analisou os números de 101 títulos filiados à entidade.
Ao comparar apenas os veículos existentes em 2008 (94 jornais), a queda na circulação foi de 4,7%. Em dezembro, a redução ficou em 3%, um índice de recuperação no final do ano.
O presidente do IVC, Pedro Martins Silva, acredita que a queda é resultado da crise econômica mundial enfrentada em 2009."O movimento que abalou vários setores da economia também afetou o segmento de jornais e o impacto foi mais forte nos primeiros seis meses de 2009. Com o arrefecimento da crise, o setor começou a recuperar-se e, em dezembro, a retração era de 2%", explica.
Para o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), a queda já era esperada. “Sem dúvida foi decorrente da crise, basta ver o que aconteceu na indústria brasileira, com queda de 7%. Isso já era esperado”.
Pedreira acredita na recuperação do mercado e enfatizou o crescimento dos últimos anos no setor, que em 2008 chegou a 8%. “Vínhamos com um crescimento muito forte, decorrente de uma situação específica do Brasil, e pelo aumento dos jornais populares. Agora vamos nos recuperar dessa queda. É difícil imaginar que será nos mesmos níveis de antes da crise, mas vamos conseguir recuperar”, declarou.
Fonte: Comunique-se
A crise econômica de 2009 também atingiu o mercado brasileiro de jornais. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) nesta quinta-feira (11/02), a queda foi de 3,5% no último ano, em relação a 2008. Em 2009, circularam em média 4.200.743 exemplares de jornais por dia, enquanto no ano de 2008 o volume era de 4.351.400. O instituto analisou os números de 101 títulos filiados à entidade.
Ao comparar apenas os veículos existentes em 2008 (94 jornais), a queda na circulação foi de 4,7%. Em dezembro, a redução ficou em 3%, um índice de recuperação no final do ano.
O presidente do IVC, Pedro Martins Silva, acredita que a queda é resultado da crise econômica mundial enfrentada em 2009."O movimento que abalou vários setores da economia também afetou o segmento de jornais e o impacto foi mais forte nos primeiros seis meses de 2009. Com o arrefecimento da crise, o setor começou a recuperar-se e, em dezembro, a retração era de 2%", explica.
Para o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), a queda já era esperada. “Sem dúvida foi decorrente da crise, basta ver o que aconteceu na indústria brasileira, com queda de 7%. Isso já era esperado”.
Pedreira acredita na recuperação do mercado e enfatizou o crescimento dos últimos anos no setor, que em 2008 chegou a 8%. “Vínhamos com um crescimento muito forte, decorrente de uma situação específica do Brasil, e pelo aumento dos jornais populares. Agora vamos nos recuperar dessa queda. É difícil imaginar que será nos mesmos níveis de antes da crise, mas vamos conseguir recuperar”, declarou.
Fonte: Comunique-se
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Photoshop completa 20 anos; conheça a história
Um dos softwares mais famosos da história completa nesta quarta 20 anos de sucesso ininterrupto. Não é preciso explicar em minúcias o que é o Adobe Photoshop, pois ele está envolvido em todo tipo de produção visual impressa, em vídeo ou na internet. Computadores participam de todo o processo criativo; o Photoshop está sempre presente como caixa de ferramentas virtual para o designer, artista, fotógrafo, ilustrador ou engenheiro.
O Photoshop surgiu comercialmente como um software de retoque para fotografias digitalizadas em scanner. O próprio scanner digital era uma curiosidade rara em 1990. Mas as funções de retoque de imagem do primeiro e humilde Photoshop já eram poderosas e fascinantes - um vislumbre de infinito potencial artístico.
O talento do programa consolidou-se com a adição de recursos de design, composição e automação. Uma vantagem importante desde o início foi a possibilidade de acrescentar funções novas através de plug-ins; foi daí, aliás, que surgiu a ideia de extensões que temos hoje em navegadores da web.
Os primeiros filtros e funções de edição do Photoshop continuam disponíveis na versão mais atual, mas raramente encontram aplicação, pois foram suplantados por outros mais modernos e eficazes. A acumulação de funções ao longo de duas décadas explica porque partes do programa são arcaicas e obscuras enquanto outras parecem transplantadas de algum outro lugar.
A história do software
O Adobe Photoshop começou como projeto diletante de um par de irmãos norte-americanos, fãs de fotografia por influência paterna. John Knoll era então, e ainda é hoje, um supervisor de efeitos visuais para cinema da Industrial Light & Magic, a empresa pioneira fundada por George Lucas. Em 1987, ele estava investigando a possibilidade de usar sistemas computadorizados para gerar e manipular imagens de efeitos visuais para filmes. Além da computação gráfica em 3D, ele esperava também poder fazer retoques localizados e alterações tonais - um campo então pouco explorado da manipulação visual. Fotografia e design nem passavam por sua cabeça, inicialmente.
Thomas Knoll cursava Engenharia na Universidade de Michigan. Estava criando num Mac Plus um software de processamento de imagem para sua tese de doutorado. O nome do programinha era Display, porque sua função original era simular tons de cinza na tela do Mac, que só suportava pixels totalmente brancos ou pretos. John viu um potencial comercial no Display e incentivou o irmão a colocar mais funções no programa. Thomas trancou a faculdade e mergulhou no projeto junto com o irmão.
A primeira versão preliminar do aplicativo com uma aparência mais acabada, chamada ImagePro, rodou em setembro de 1988. Nessa altura, o software já era mais avançado que tudo que existia então no mercado. John foi procurar alguma empresa de software do Vale do Silício para fazer a comercialização.
O programa, renomeado para PhotoShop (inicialmente com S maiúsculo), foi distribuído por um fabricante de scanners chamado Barneyscan. Logo depois, porém, os irmãos fecharam um acordo com a Adobe, empresa que fizera fama e fortuna com o sistema PostScript de impressão computadorizada. A Adobe acolheu o produto, sem adquiri-lo completamente, pagando royalties aos irmãos. O Photoshop da Adobe foi oficialmente lançado, após dez meses de desenvolvimento adicional, em 10 de fevereiro de 1990, somente para Apple Macintosh.
A Adobe plantou o Photoshop no mercado sem pretensões exageradas, com uma confiança tranquila de que ele poderia dar frutos mais adiante. E efetivamente, o Photoshop estabeleceu-se como líder absoluto em seu segmento, obliterando muitos concorrentes que surgiram e cujos nomes hoje estão esquecidos. Alguns deles, como Altamira Composer e Macromedia XRes, chegaram a ser mais avançados que o Photoshop em sua época, mas não resistiram à concorrência.
O sucesso da Apple e da Adobe entre profissionais de imagem digital, bem como as infinitas ramificações desse sucesso em toda a indústria criativa do mundo, deve muito ao desenvolvimento inicial do Photoshop no Mac. Mas na versão 2.0 o Photoshop também foi lançado para Windows. A partir daí, as edições do programa sempre tiveram paridade de funções.
Fonte: Geek
Primeiro carro com conexão Wi-Fi do mundo chega às ruas do México
Alguns usuários terão a possibilidade de andar de carro nas ruas do México e navegar na internet por meio de conexão Wi-Fi e um iPod.
A Peugeot, em parceria com a América Movil e a Apple, vai colocar no mercado mexicano o primeiro carro com acesso à internet. O modelo escolhido foi o 207 e o serviço de banda larga 3G para o automóvel será feito pela Telcel.
Segundo reportagem do El Universal, o carro terá uma edição limitada de 500 unidades e deve custar cerca de US$ 14 mil dólares.
Fonte: GigaBlog
A Peugeot, em parceria com a América Movil e a Apple, vai colocar no mercado mexicano o primeiro carro com acesso à internet. O modelo escolhido foi o 207 e o serviço de banda larga 3G para o automóvel será feito pela Telcel.
Segundo reportagem do El Universal, o carro terá uma edição limitada de 500 unidades e deve custar cerca de US$ 14 mil dólares.
Fonte: GigaBlog
Pedágio virtual: cobrança por notícia divide jornais
Após o NYT anunciar a criação de um modelo de assinatura para seu conteúdo on-line, outros veículos também se perguntam: vale a pena?
Publicado em 29/01/2010
Cinthia Scheffer
O jornal americano The New York Times confirmou na semana passada os boatos que há algum tempo circulavam na mídia: a partir de 2011, vai cobrar pelo acesso ao seu conteúdo na internet. A mudança no NYTimes.com, um dos portais mais lidos do mundo, é um novo capítulo de uma discussão pela qual passam praticamente todos os grandes jornais do planeta – cobrar? Como e quanto? Perguntas recorrentes, mas que ainda têm pouquíssimas respostas definitivas.
Em comunicado, o The New York Times informa que está construindo um modelo de cobrança que será iniciado depois que o leitor já tiver acessado um certo número de artigos no mês – mas não define quanto. Os assinantes da versão impressa continuarão a ter acesso gratuito ao site.
Há poucos dias a revista The Economist também fechou seu conteúdo na internet. Outros grandes jornais, como o britânico Financial Times e o americano The Wall Street Journal já cobram por boa parte dos seus textos que estão na web – o último, US$ 1,99 por semana. No Brasil, O Globo e a Folha de S. Paulo têm matérias fechadas, com pacotes de leitura para não assinantes da versão impressa.
Mas há também quem tenha voltado atrás. O próprio NYT já cobrou, entre 2005 e 2007 pelo acesso a editoriais e colunas. O “TimesSelect” chegou a atrair 210 mil assinantes – que pagavam, na época, US$ 49,95 por ano. Mas, para garantir mais acesso ao endereço eletrônico, voltou atrás da decisão.
“Há uma certa tendência de que, de alguma maneira, os conteúdos, ou parte deles, sejam cobrados. Uma forma híbrida de cobrança me parece inevitável. Mas como e quando isso vai ser feito, não dá para saber ainda”, diz o diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira.
Pedreira lembra que quando a internet surgiu no Brasil havia a perspectiva de que seria possível distribuir de forma gratuita todo o conteúdo – considerando que o aumento de audiência, e consequentemente de publicidade, sustentaria a operação. “Mas o tempo tem mostrado que esta equação não fecha. É difícil imaginar que os jornais funcionarão como a tevê aberta no Brasil, custeados 100% por publicidade”, defende. “O conteúdo totalmente aberto passou a ser regra em um determinado momento. Mas o entendimento agora é de que o usuário está disposto a pagar por um bom conteúdo”, completa o diretor de jornalismo da Gazeta do Povo, Nelson Souza Filho. “Mas ainda não há definições de como e quanto cobrar.”
É preciso se questionar ainda que conteúdos serão estes na visão do consultor Julio Sampaio, da Resultado Consultoria, especializado no setor. “Será possível vender conteúdo que não seja exclusivo, em uma realidade em que a informação está tão disseminada que, de certa forma, se transformou em commodity?”, questiona.
Sampaio cita o The Wall Street Journal como um modelo bem sucedido, mas não acredita que os jornais brasileiros terão sucesso na cobrança de conteúdo. “A publicidade é, e vai continuar sendo, a principal fonte de receita dos jornais. E na internet não é diferente”, diz. “Mas, em dúvida, a grande questão dos jornais hoje é a revisão do seu modelo de negócio.”
Negócios
Nesta análise do futuro, diz o diretor executivo da ANJ, o Brasil é, de certa forma, beneficiado por estar em um estágio bem menos crítico do que a indústria de jornais nos Estados Unidos, por exemplo. “A indústria lá é mais desenvolvida e, até por isso, o impacto da internet também é muito maior. Mas os debates já começaram aqui tendo em vista o que já aconteceu por lá”, diz Pedreira, lembrando que até o ano passado os jornais vinham registrando aumentos sucessivos de circulação. “A situação aqui é mais positiva. Mas precisamos buscar uma nova equação de auto-sustentabilidade.”
Ao comunicar a mudança, a presidente-executiva do New York Times, Janet Robinson, disse que o processo de reavaliar o modelo de negócios do jornal tem sido motivado também pelo “desejo de obter diversidade adicional de receitas que nos tornará menos suscetíveis a inevitáveis ciclos econômicos.”
Agregadores
Robert Murdoch, o homem que desafiou o Google
As discussões sobre o futuro das relações entre jornais e internet passam também pela presença das informações nos buscadores e agregadores de notícias. Quem produz conteúdo considera justo receber para que elas estejam lá. O bilionário da mídia Rupert Murdoch, presidente da News Corporation (dona, entre outros, do The Wall Street Journal, do canal de tevê Fox e da rede social MySpace), é talvez o mais fervoroso defensor da cobrança. Do outro lado, o Google News é o principal alvo das críticas.
No fim do ano passado, Murdoch anunciou que removeria os textos de seus jornais do Google para encorajar os usuários a pagarem pelo conteúdo on-line. Isso depois de acusar a gigante da internet de “cleptomania” e de agir como “parasita” com a inclusão de conteúdos da News Corp em suas páginas. No fim, o Google acabou cedendo e fechando um acordo.
De fora
Excluir simplesmente o conteúdo dos jornais dos buscadores esbarra em outra questão: eles também ajudam a trazer audiência aos sites dos jornais. Não há uma estatística exata, mas a estimativa é de que entre 20% ou 30% dos acessos aos sites de notícias tenham origem nos buscadores.
Assim como nos debates sobre a cobrança de conteúdo nos próprios portais, ainda não há um modelo definido e a questão está longe de uma definição – com o agravante de que, neste caso, o ideal é que haja um consenso. Se apenas alguns saírem, eles certamente serão prejudicados.
“Estamos firmes na defesa dos direitos autorais da produção jornalística. E pelos movimentos que vemos fora do país, tenho a esperança de que vamos evoluir para um modelo interessante de remuneração”, diz o diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira. “O próprio Google já mostrou que está agindo de uma forma menos imperial. Até porque depende disso a sustentação de um modelo de jornalismo independente e de qualidade.”
Para o consultor Julio Sampaio, é “correto, justo e necessário” que os agregadores de notícias paguem pelo conteúdo que estampam. “Não é barato produzir conteúdo de qualidade. É necessário uma estrutura. E quem paga por ela?”, questiona.
No início de dezembro, o Google informou, em seu blog oficial, que vai oferecer aos grupos noticiosos uma maneira de atrair clientes pagantes sem que precisem remover seu conteúdo dos resultados de busca do Google News. A gigante do Vale do Silício criará um mecanismo para que os usuários se inscrevam ou assinem o site de um provedor de notícias depois de lerem cinco artigos daquele grupo noticioso gratuitamente em um mesmo dia.
Fonte: Gazeta do Povo
Publicado em 29/01/2010
Cinthia Scheffer
O jornal americano The New York Times confirmou na semana passada os boatos que há algum tempo circulavam na mídia: a partir de 2011, vai cobrar pelo acesso ao seu conteúdo na internet. A mudança no NYTimes.com, um dos portais mais lidos do mundo, é um novo capítulo de uma discussão pela qual passam praticamente todos os grandes jornais do planeta – cobrar? Como e quanto? Perguntas recorrentes, mas que ainda têm pouquíssimas respostas definitivas.
Em comunicado, o The New York Times informa que está construindo um modelo de cobrança que será iniciado depois que o leitor já tiver acessado um certo número de artigos no mês – mas não define quanto. Os assinantes da versão impressa continuarão a ter acesso gratuito ao site.
Há poucos dias a revista The Economist também fechou seu conteúdo na internet. Outros grandes jornais, como o britânico Financial Times e o americano The Wall Street Journal já cobram por boa parte dos seus textos que estão na web – o último, US$ 1,99 por semana. No Brasil, O Globo e a Folha de S. Paulo têm matérias fechadas, com pacotes de leitura para não assinantes da versão impressa.
Mas há também quem tenha voltado atrás. O próprio NYT já cobrou, entre 2005 e 2007 pelo acesso a editoriais e colunas. O “TimesSelect” chegou a atrair 210 mil assinantes – que pagavam, na época, US$ 49,95 por ano. Mas, para garantir mais acesso ao endereço eletrônico, voltou atrás da decisão.
“Há uma certa tendência de que, de alguma maneira, os conteúdos, ou parte deles, sejam cobrados. Uma forma híbrida de cobrança me parece inevitável. Mas como e quando isso vai ser feito, não dá para saber ainda”, diz o diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira.
Pedreira lembra que quando a internet surgiu no Brasil havia a perspectiva de que seria possível distribuir de forma gratuita todo o conteúdo – considerando que o aumento de audiência, e consequentemente de publicidade, sustentaria a operação. “Mas o tempo tem mostrado que esta equação não fecha. É difícil imaginar que os jornais funcionarão como a tevê aberta no Brasil, custeados 100% por publicidade”, defende. “O conteúdo totalmente aberto passou a ser regra em um determinado momento. Mas o entendimento agora é de que o usuário está disposto a pagar por um bom conteúdo”, completa o diretor de jornalismo da Gazeta do Povo, Nelson Souza Filho. “Mas ainda não há definições de como e quanto cobrar.”
É preciso se questionar ainda que conteúdos serão estes na visão do consultor Julio Sampaio, da Resultado Consultoria, especializado no setor. “Será possível vender conteúdo que não seja exclusivo, em uma realidade em que a informação está tão disseminada que, de certa forma, se transformou em commodity?”, questiona.
Sampaio cita o The Wall Street Journal como um modelo bem sucedido, mas não acredita que os jornais brasileiros terão sucesso na cobrança de conteúdo. “A publicidade é, e vai continuar sendo, a principal fonte de receita dos jornais. E na internet não é diferente”, diz. “Mas, em dúvida, a grande questão dos jornais hoje é a revisão do seu modelo de negócio.”
Negócios
Nesta análise do futuro, diz o diretor executivo da ANJ, o Brasil é, de certa forma, beneficiado por estar em um estágio bem menos crítico do que a indústria de jornais nos Estados Unidos, por exemplo. “A indústria lá é mais desenvolvida e, até por isso, o impacto da internet também é muito maior. Mas os debates já começaram aqui tendo em vista o que já aconteceu por lá”, diz Pedreira, lembrando que até o ano passado os jornais vinham registrando aumentos sucessivos de circulação. “A situação aqui é mais positiva. Mas precisamos buscar uma nova equação de auto-sustentabilidade.”
Ao comunicar a mudança, a presidente-executiva do New York Times, Janet Robinson, disse que o processo de reavaliar o modelo de negócios do jornal tem sido motivado também pelo “desejo de obter diversidade adicional de receitas que nos tornará menos suscetíveis a inevitáveis ciclos econômicos.”
Agregadores
Robert Murdoch, o homem que desafiou o Google
As discussões sobre o futuro das relações entre jornais e internet passam também pela presença das informações nos buscadores e agregadores de notícias. Quem produz conteúdo considera justo receber para que elas estejam lá. O bilionário da mídia Rupert Murdoch, presidente da News Corporation (dona, entre outros, do The Wall Street Journal, do canal de tevê Fox e da rede social MySpace), é talvez o mais fervoroso defensor da cobrança. Do outro lado, o Google News é o principal alvo das críticas.
No fim do ano passado, Murdoch anunciou que removeria os textos de seus jornais do Google para encorajar os usuários a pagarem pelo conteúdo on-line. Isso depois de acusar a gigante da internet de “cleptomania” e de agir como “parasita” com a inclusão de conteúdos da News Corp em suas páginas. No fim, o Google acabou cedendo e fechando um acordo.
De fora
Excluir simplesmente o conteúdo dos jornais dos buscadores esbarra em outra questão: eles também ajudam a trazer audiência aos sites dos jornais. Não há uma estatística exata, mas a estimativa é de que entre 20% ou 30% dos acessos aos sites de notícias tenham origem nos buscadores.
Assim como nos debates sobre a cobrança de conteúdo nos próprios portais, ainda não há um modelo definido e a questão está longe de uma definição – com o agravante de que, neste caso, o ideal é que haja um consenso. Se apenas alguns saírem, eles certamente serão prejudicados.
“Estamos firmes na defesa dos direitos autorais da produção jornalística. E pelos movimentos que vemos fora do país, tenho a esperança de que vamos evoluir para um modelo interessante de remuneração”, diz o diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira. “O próprio Google já mostrou que está agindo de uma forma menos imperial. Até porque depende disso a sustentação de um modelo de jornalismo independente e de qualidade.”
Para o consultor Julio Sampaio, é “correto, justo e necessário” que os agregadores de notícias paguem pelo conteúdo que estampam. “Não é barato produzir conteúdo de qualidade. É necessário uma estrutura. E quem paga por ela?”, questiona.
No início de dezembro, o Google informou, em seu blog oficial, que vai oferecer aos grupos noticiosos uma maneira de atrair clientes pagantes sem que precisem remover seu conteúdo dos resultados de busca do Google News. A gigante do Vale do Silício criará um mecanismo para que os usuários se inscrevam ou assinem o site de um provedor de notícias depois de lerem cinco artigos daquele grupo noticioso gratuitamente em um mesmo dia.
Fonte: Gazeta do Povo
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