quinta-feira, 14 de abril de 2011

NAS NUVENS - Hardware é coisa do passado

Armazenamento virtual e acesso remoto de arquivos ganha força entre empresas de tecnologia

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Pedro Sellas, da Intuel, e Julio Damasceno, da Arkivus,
ressaltam que este é um caminho sem volta
Em 2008, o horizonte da informática apontava uma grande mudança no ar: com o aumento da capacidade de armazenamento nos principais servidores e a internet adquirindo características cada vez mais rápidas e confiáveis, sussurros começavam a se espalhar pelos corredores das grandes companhias de tecnologia. A nova onda, apontavam os boatos, seria a criação de um universo virtual onde todos os arquivos estariam armazenados nos grandes servidores, podendo ser acessados, através da internet, de qualquer lugar do mundo. Essa tendência ganhou o nome de ''Cloud Computing'', ou Computação nas Nuvens.

Pouco a pouco, o conceito de ''nuvem'' ganhou força e chamou a atenção de diversas empresas, que não demoraram para investir na ideia. Hoje, sites populares como Gmail, Flickr, Youtube e Google Docs são representantes da moda, permitindo a completa mobilidade de acesso do usuário. ''A Cloud Computing já é uma realidade de mercado. As pessoas hoje querem ter a comodidade de acessar os seus arquivos em qualquer lugar'', analisa Pedro Sellas, gerente da Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (Intuel). ''O maior receio das empresas em terceirizar seus arquivos para outros servidores é na parte da segurança dos dados, mas isso está cada vez mais garantido'', continua Sellas, ressaltando que a opção também atinge em cheio as necessidades das empresas na área de TI, sendo uma maneira rápida de aumentar a capacidade de armazenamento, sem precisar de grandes investimentos em infraestrutura ou novos softwares. ''Isso corta muito os custos para as empresas que estão começando'', complementa.

Os ventos estão mesmo soprando para mudar a cara do mercado. No mês passado, as duas gigantes companhias Hewlett Packard e Dell anunciaram que estão reformulando todo o seu negócio baseado em uma estratégia dentro da ''nuvem''; ou seja, menos investimento em hardware, e mais investimento em softwares móveis. ''Nosso projeto, no começo, era feito para ser uma ferramenta desktop. Agora nosso foco é maior para web'', declara Júlio Damasceno, um dos sócios da empresa londrinense Arkivus - www.arkivus.com.br - incubada pela Intuel e que desenvolve ferramentas de gestão de documentos através da internet e smartphones. ''Existe uma quebra de paradigmas no mercado. Os usuários estão procurando flexibilidade, ao mesmo tempo em que se convencem de que os sistemas dentro da nuvem são mais seguros e baratos'', observa.

Essa mudança no consumo também afeta diretamente a produção das empresas de hardware. Estimativas de mercado já apontam que 2011 será o primeiro ano em que vão ser vendidos mais tablets e smarthphones do que computadores - PCs e Laptops. Em entrevista para o blog Techcrunch, um dos maiores nomes da IBM, Mark Loughridge, taxou essa tendência de irreversível, declarando o começo do fim dos computadores pessoais. ''É uma ida sem volta, e acredito que o mercado vai punir as empresas de tecnologia que não seguirem este caminho'', concorda Damasceno.


Rafael Ceribelli
Reportagem Local

Fonte: FolhaWeb

terça-feira, 22 de março de 2011

Participe das atividades do Centro de Capacitação PNV

'Oficinas'

Objetivo: compartilhar metodologias práticas criadas pela equipe técnica do Projeto Não-Violência e aplicadas por diversos educadores com crianças e/ou adolescentes para fomentar Cultura de Paz nas escolas.
São CINCO OFICINAS, cada encontro com 4 horas de duração, as quartas feiras de manhã. Para aqueles que fizerem as 5 oficinas, há certificado da UFPR com carga horária de 20 horas.

Algumas metodologias são mais voltadas para alunos de 5a. a 8a. (Pratique a paz; Escolha Certa) e algumas para 1a. a 4a. (Fábrica da Paz). Mas todas podem ser adaptadas pelo educador o trabalho com seus educandos.

1. Conversar pra resolver

Dia: 30.03
Horário: Das 08 às 12h


2. Pratique a paz

Dia: 20.04
Horário: Das 08 às 12h


3. Fortalecendo Lideranças

Dia: 11.05
Horário: Das 08 às 12h


4. Fábrica da Paz - Parte I

Dia: 08.06
Horário: Das 08 às 12h


5. Fábrica da Paz - Parte II

Dia: 29.06
Horário: Das 08 às 12h


Taxa de inscrição obrigatória: R$ 40,00 - com materiais de apoio: Apostila e livreto Pratique a Paz; Guia Fábrica da Paz; Guia Escolha Certa; Resumo Conversar pra resolver. A taxa deverá ser paga no 1o. dia do curso.

CURSO ou OFICINA: Pode-se participar de oficinas isoladas ou fazer a inscrição para todo o curso (5 oficinas). Para aqueles que fizerem o curso completo, receberão certificado da UFPR com carga horária de 20 horas.

Local: Praça Tiradentes no. 335 sala 502 - Centro - Curitiba - Pr

Inscrições: site http://www.naoviolencia.org.br/; e-mail projeto@naoviolencia.org.br ou fone: 41 3254 1643.

Fonte: Projeto Não Violência

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

TV, jornais e revistas pautam as mídias sociais

Fred Leal

O principal destaque de ontem no Social Media Week ficou por conta da apresentação de um estudo realizado pela agência de publicidade JWT, revelando hábitos e comportamentos da mídia brasileira — profissional ou não — na era das redes sociais. A pesquisa, chamada de “Verdades, Mentiras & Mídias Sociais”, busca entender o quanto as mídias sociais interferem nas tradicionais, e vice-versa.

O resultado surpreendeu: as mídias sociais (ambientes de relacionamento online como Twitter, Facebook, Orkut e blogs) ainda são totalmente pautadas pela mídia tradicional, reverberando assuntos que são aprofundados apenas na cobertura de canais de TV, jornais, revistas e grandes portais de conteúdo. O inverso, no entanto, não acontece, apesar de esse tipo de mídia se consolidar cada vez mais como “pulso do que a população está pensando, fazendo e falando”, como foi apresentado.

O estudo prova, por exemplo, que apesar de assuntos como o filme A Origem e o polvo Paul se manterem por um longo período entre os tópicos de destaque nas redes sociais, sua cobertura pelas mídias tradicionais ainda é pontual e não acompanha a curva de interesse demonstrado pelo público.

A conclusão da pesquisa é que as ferramentas ainda despertam mais interesse do que as coisas que acontecem nela — não à toa o tema foi capa das revistas Veja e Época, além de reverberar no Jornal Nacional, durante o ano de 2010.

O evento ainda recebeu ontem a participação dos donos do site Jovem Nerd, Alexandre Ottoni e Deive Pazos, e o diretor global da Pepsico para mídias sociais, Bonin Bough, que falou sobre as mudanças que rede sociais globalizadas trouxeram para o ambiente corporativo.

Com transmissão online ao vivo no site http://smw.oi.com.br/, o evento ainda contará com participações do pesquisador de mídias sociais do MIT Ethan Zuckerman, do comediante Rafinha Bastos e dos blogueiros Tiago Dória, Carlos Merigo, Edney Souza e Alexandre Inagaki. O editor-chefe de conteúdos digitais do Grupo Estado, Pedro Doria, media bate-papo entre Renê de Paula (da Locaweb) e Gil Giardelli (ESPM/Gaia). O SMW 2011 termina na sexta-feira.

Fonte: Jornal da Tarde

Curitiba terá o 2º Beer Day no dia 13 de fevereiro

O primeiro Beer Day, no ano passado, reuniu
cerca de 1 mil pessoas em Curitiba
É o que todos esperavam. Após o grande sucesso do primeiro evento – que contou com a presença de aproximadamente 1 mil pessoas no dia 1º de maio de 2010 – está confirmada a segunda edição do Beer Day em Curitiba. Informação em primeira mão para os leitores do Bar do Celso. O evento acontece no dia 13 de fevereiro, um domingo, no estacionamento do Shopping Hauer (Rua Comendador Araujo, n. 871 – Batel), a partir das 10 horas. Mais de 100 rótulos de cerveja vão estar disponíveis para o público, além de bandas e muitas novidades para os fãs da cerveja.

“Queremos principalmente difundir a cultura cervejeira para um maior número de pessoas. Mostrar e dar acesso à cerveja de qualidade. Fazer com que o público saia do lugar comum das bebidas comerciais”, explica o organizador do evento, Beto Onofre. “Em paralelo, trabalhamos para fortalecer a cena paranaense e curitibana, promovendo as micro cervejarias e a produção artesanal local”.

Cerca de 20 cervejeiros artesanais do paraná estarão
 presentes ,com suas produções, além de micro
cervejarias locais, do país e cervejas importadas
E não vai faltar variedade. São bebidas de três cervejarias locais (Bode Brown, Klein Bier e Way) e de cinco de outras de diversas partes do país (Colorado, Coruja, Falke Bier, Saint Bier e Wäls). Também serão servidas cervejas especiais de todo o mundo, trazidas por cinco diferentes importadoras, representantes das principais escolas cervejeiras como Alemanha, Reino Unido, República Theca, Bélgica e Estados Unidos.

Além disso, teremos cervejas de cerca de 20 produtores artesanais do Paraná. Os homebrewers do nosso estado vem se destacando com suas receitas. No ano passado, duas cervejas daqui ganharam prêmios nacionais importantes do país.

E as novidades não param. Entre muitas outras, destaco três:

Cervejas de cinco importadoras diferentes também
 estarão disponíveis na festa
1 - No evento, uma das mais famosas cervejas da cidade vai ser relançada: a Diabólica. Após um ano sendo trabalhada nos bastidores, ela retorna para o circuito. Ela será relançada no Beer Day com uma receita remodelada.

2 - Pela primeira vez em Curitiba, serão ofertadas cervejas importadas na pressão (chopes), tais como Delirium Tremens, La Trappe Quadrupel e Weihenstephaner.

3 - A cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto (SP), está preparando uma cerveja inédita especialmente para o Beer Day.

A programação ainda conta com três bandas da capital paranaense que vão animar a festa: Crocodilla (vencedora do Kaiser Sound 2010), o lendário Chucrobillyman e, para encerrar, Hillbilly Rawride. O evento vai contar ainda com cinco barracas de comida, oferecendo diversas opções de lanches e petiscos.

O Beer Day conta com o patrocínio da Brooklyn Brewery, de Nova York (USA), além da importadora BeerManiacs e das cervejaria Klein Bier e Bodebrown. O apoio é do Groupon e da 91 Radio Rock.

Ingressos

*** Preços: procurei deixar mais claro a questão da venda dos ingressos. Leia abaixo com atenção:


O evento ainda vai contar com três bandas e
cinco barracas de comida
 O evento terá ingressos vendidos por meio do site de compras Grupon, entre os dias 31 de janeiro, 1, 2 e 3 de fevereiro, a um preço base de R$ 30. A cada dia, 300 entradas serão disponibilizadas com descontos generosos.

A partir do dia 4 de fevereiro, por R$ 20, será possível comprar o seu nos pontos de venda: Loja do Mestre-Cervejeiro.com, La Santa Birra, Clube do Malte, Armazém da Serra e Cervejaria da Vila. Cada ingresso comprado assim vai ganhar uma cerveja Brooklyn Lager.

Por fim, se sobrar entradas, serão vendidas no dia do evento por R$ 30. Mas, se eu fosse você, não contaria com isso e garantiria os meus o quanto antes.

Eu estarei lá.

Fonte: Blog Bar do Celso

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Você sabia?!

Que em 19/05/2010 foi criado um estatuto que acaba com qualquer hipótese de aborto legal no Brasil?

É o projeto de lei 478/07, Estatuto do Nascituro, a autora do projeto é a deputada Solange Almeida (PMDB-RJ).

Até então a lei brasileira permitia que o aborto fosse feito, inclusive na rede pública de saúde, em dois casos: estupro ou quando a gravidez coloca em risco a vida da mãe.

Comentando assim, podemos pensar, tá, e daí? No entando, isso provavelmente terá grandes repercussões para as pesquisas com células-tronco de embriões.

Leia mais em: Acerto de Contas

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nova retenção na fonte do ISS em Curitiba

Michelle Heloise Akel

A partir de 1.º de fevereiro 2011, as pessoas jurídicas que contratarem serviços de empresas estabelecidas fora de Curitiba terão uma nova obrigação a cumprir. Deverão consultar, através do site da Prefeitura (www.curitiba.pr.gov.br), a situação cadastral do prestador domiciliado em outro Município a fim de verificar se estão devidamente cadastrados e, caso negativo, proceder à retenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), pela alíquota de 5%.

Trata-se de regra veiculada pelo Decreto do Município de Curitiba/PR n.º 1.676, de 29/11/2010, que obriga as empresas estabelecidas fora desta municipalidade, que prestarem os serviços relacionados no seu anexo único para tomadores curitibanos, a efetuarem seu cadastramento perante a Prefeitura Municipal de Curitiba, sob pena de sofrerem retenção na fonte do valor do ISS devido.

O Decreto apresentada como justificativa “a necessidade de resguardar os contribuintes regularmente estabelecidos no Município de Curitiba de empresas com cadastros em outros municípios, que operam neste Município, muitas vezes até de forma contínua e com o benefício de alíquotas inferiores às aqui praticadas”, e “a necessidade de procurar manter e incentivar a livre concorrência entre as empresas prestadoras de serviços, em que as mesmas operem de forma equânime através da prática de preços compatíveis a todos”.

Ou seja, trata-se de providência voltada para fiscalizar e coibir a atuação de empresas com estabelecimentos “fantasmas” ou “fictícios” em outros Municípios e que, de fato, operem em Curitiba. Este tipo de cadastro já é exigido há algum tempo em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

A obrigatoriedade se aplica para os serviços arrolados no Anexo Único ao Decreto n.º 1.676/2010, dentre os quais se destacam: serviços de informática e congêneres, confecção e manutenção de sites da internet, serviços de saúde, planos de saúde, serviços relacionados à engenharia, arquitetura, geologia urbanismo, construção civil, serviços de apoio técnico, administrativo, contábil e congêneres, propaganda e publicidade, organização de festas, etc.

Segundo o Decreto, o cadastramento não importará em nenhum custo ao usuário e a solicitação de inscrição será efetuada exclusivamente por meio da “Internet”, a partir de 1.º de dezembro de 2010, no endereço eletrônico http:// www.curitiba.pr.gov.br, através do preenchimento de formulário denominado “Cadastro de Prestadores de Serviços de Outros Municípios (CPOM)”, por meio do qual será gerado um número de “Protocolo de Inscrição”, que servirá como validação da operação de preenchimento e atualização de dados.

Posteriormente, o “Protocolo de Inscrição” deverá ser impresso e assinado pelo representante legal ou procurador e remetido para o Departamento de Rendas Mobiliárias da Secretaria Municipal de Finanças da Prefeitura Municipal de Curitiba, devendo ser anexados os seguintes documentos: (a) cópia autenticada do RG e CPF do sócio responsável pelo pedido de inscrição; (b) cópia do CNPJ do estabelecimento; (c) cópia autenticada do instrumento de constituição e, se for o caso, suas alterações posteriores, regularmente registradas no órgão competente; (d) procuração, com firma reconhecida, acompanhada dos documentos pessoais do procurador (cópia autenticada do RG e CPF), quando o signatário do “Protocolo de Inscrição” for procurador; (e) cópia do lançamento do IPTU do imóvel onde estiver estabelecida a Pessoa Jurídica solicitante, do exercício mais recente; (f) cópia do recibo de entrega da Relação Anual de Informações Sociais -RAIS, relativa ao estabelecimento da Pessoa Jurídica solicitante, dos dois exercícios anteriores ao da solicitação da inscrição; (g) cópia do contrato de locação, se for o caso; (h) cópia das faturas de pelo menos um telefone dos últimos seis meses em que conste o endereço da Pessoa Jurídica solicitante; (i) cópia da última conta de energia elétrica em que conste o endereço da Pessoa Jurídica solicitante; (j) fotografia datada do estabelecimento, com o registro das seguintes imagens: as instalações internas, a fachada e o detalhe da rua e do número; e (k) comprovante de endereço atualizado do sócio responsável pelo estabelecimento.

Poderão, ainda, ser solicitados outros documentos que se considerem necessários e a inscrição no cadastro do prestador será efetivada após o recebimento e análise da documentação e das informações prestadas. É de se notar que a inscrição no cadastro poderá ser cancelada de ofício, caso seja constatada qualquer irregularidade.

Como já anotado, o tomador do serviço, pessoa jurídica, deverá consultar a situação cadastral do prestador domiciliado fora de Curitiba a fim de fazer, ou não, a retenção do ISS, tendo em vista que, ainda que imune ou isento, é responsável pelo recolhimento do ISS, na modalidade de retenção na fonte, quando contratar serviços previstos na tabela constante do Anexo do Decreto n.º 1.676/2010, executados por prestadores de serviços não inscritos no cadastro. Note-se que essa hipótese de responsabilidade solidária do tomador está amparada legalmente, prevista no inciso XIII, do artigo 8º, da Lei Complementar n.º 40/01, o Código Tributário Municipal de Curitiba, e foi inserida na legislação municipal em dezembro de 2009, vindo agora a ser regulamentada.

Embora pelo Decreto seja facultada a impressão da mensagem relativa à situação de cadastro do prestador para fins de anexação à primeira via da nota fiscal recebida, é aconselhável que este procedimento seja adotado como padrão pelos tomadores de serviços.

Michelle Heloise Akel é advogada. Mestre em Direito Tributário pela UFPR. ,
Pós-graduada em Direito Societário, pela UFPR. http://www.prolik.com.br/

Fonte: Paraná Online

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Curso gratuito de cinema digital na Cinemateca

SMCS

A Cinemateca de Curitiba está recebendo inscrições para as cinco oficinas gratuitas de cinema digital que acontecem na segunda quinzena de janeiro, abrangendo as áreas de roteiro, produção, direção, fotografia e edição.

As inscrições deverão ser feitas até o dia 15 de janeiro de 2011, exclusivamente pelo endereço eletrônico cursoscinefmc@gmail.com. Os interessados devem enviar currículo de no máximo uma página e, no corpo da mensagem, indicar as razões pelas quais desejam participar do curso, em texto de no máximo dez linhas, além de nome completo e telefones de contato.

Cada oficina terá 20 vagas à comunidade e seis vagas destinadas aos vencedores do Edital de Curta-Metragem Digital do Fundo Municipal da Cultura. A proposta da realização das oficinas é ampliar o conhecimento dos proponentes e equipes dos projetos contemplados e atender a demanda por cursos nas diversas áreas da produção cinematográfica.

Entre os orientadores das oficinas estão cineastas e profissionais de audiovisual de renome internacional, como Dani Patarra (roteiro), Lina Chamie (direção), Joana Nin (produção) e Alziro Barboza (fotografia).

Fonte: Paraná Online

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Jornal do futuro

Para os defensores do papel, aqueles que não admitem que jornais e revistas impressas sejam substituídas futuramente por versões eletrônicas, uma boa novidade. Um grupo de professores da Universidade de Cincinatti está desenvolvendo o "e-paper", ou seja, o papel eletrônico. Uma técnica que vai permitir ao leitor ler o jornal digital como se fosse impresso.

Fonte: Paraná Online

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Som de qualidade? Notebook também tem!

Depois de consolidar sua presença na chamada era da computação visual, a nova fronteira a ser conquistada é exatamente a barreira do som. Isso não significa que o PC deva voar acima de Mach 1 e sim que alguns modelos e fabricantes irão investir em sistemas de som de cada vez mais qualidade.


Ao contrário do que possa parecer, implementar um bom sistema de som em um portátil é algo bem mais complicado do que, por exemplo, parafusar uma ou duas GeForce ou Radeon na placa-mãe e ligá-las na saída de vídeo.

Fora isso, o projeto de um portátil em si costuma ser delimitado por outros fatores como tamanho, peso, desempenho e autonomia da bateria, de modo que a reprodução de som tem de encontrar o seu espaço no meio desse emaranhado de especificações, acabando emsoluções muitas vezes simples, formadas apenas por dois alto-falantes de 1 watt posicionados um em cada canto da sua base para se obter a sensação de estéreo.

Alguns ultraportáteis até que bem conceituados no mercado, como os ThinkPad das séries X30 e X60, vinham apenas com um alto-falante mono. Se levarmos em consideração que 80% das aplicações mais usadas nos computadores demandam algum tipo de som — como assistir um vídeo, ouvir música, jogar ou mesmo fazer uma ligação de VoIP é uma pena que muitos fabricantes de notebooks não se preocupem tanto com seus sistemas de som.

E o que seria definição de um som ruim? No geral, som ruim é aquele que não é muito claro e que não melhora nem mesmo se aumentar o volume, o que pode levar a mais distorções, estouros e mais ruído de fundo.

Para combater essas deficiências surgiram diversas iniciativas do mercado que visam melhorar a percepção do som. Um bom exemplo é a iniciativa SonicMaster da ASUS, que define uma série de especificações a serem consideradas de acordo com o modelo de uso.

Assim existem três diferentes nívels de uso, sendo que a mais básica deve garantir a reprodução clara da voz humana — característica essencial para aplicações de negócios, enquanto que a mais alta tem de ser igual aos dos atuais sistemas de som de alta fidelidade. Assim os usuários podem fazer suas escolhas baseadas nas suas necessidades.

Fora isso ainda existem outros fatores mais subjetivos relacionados com a maneira com que as pessoas percebem uma boa fonte de áudio. Por exemplo, muita gente prefere apresentações ao vivo do que gravações de estúdio. Outras dizem que o som alto é algo importante, principalmente em ambientes barulhentos, já outros se sentem desconfortáveis com qualquer tipo de som.

Assim a ASUS, como projetista e fabricante do seu próprio hardware, começou a ter um cuidado ainda maior na disposição do componentes internos do equipamento, com especial atenção à posição dos alto-falantes e o espaço livre ao seu redor. Isso combinado com um bom circuito de som e uma boa base de software (incluindo codecs especiais) permitem um ajuste fino de todo o sistema usando DSPs para eliminar qualquer imperfeição na reprodução do som. Note que a experiência de uso do SonicMaster também se aplica à saída de som line-out. Na prática, os usuários de fones de ouvido também devem tirar proveito da melhora de som proporcionado por essa tecnologia.

Muito desse trabalho foi desenvolvido em parceria com a Bang & Olufsen no desenvolvimento do produto carro chefe da casa, o modelo NX90.


Interessante notar que a tecnologia SonicMaster é basicamente um padrão de projeto de modo que diversos tipos de materiais e componente poderiam ser utilizados — desde que atendam as especificações do fabricante — que por sinal são bem elevadas

Para se ter uma idéia do uso do SonicMaster no mundo real, tivemos a oportunidade de registrar a saída de som de alguns portáteis da ASUS já disponíveis no Brasil utilizando um gravador digital Zoom H1.

Como referência de uma saída de som bem básico ouvimos a saída de som de um eee PC 1201T um notebook Thin and Light. Para baixar/ouvir as gravações clique nos links abaixo:



Depois disso passamos para o Asus N53JQ um modelo de médio porte voltado para aplicações de mídia,  já equipado com a tecnologia SonicMaster:


Finalmente temos o NX90JQ, uma impressionante plataforma de mídia com desenho assinado pelo designer David Lewis em parceria com a Bang & Olufsen.



Fonte: Zumo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Concerto de Natal encerra projeto Música nos Museus

O Projeto Música nos Museus do mês de dezembro apresenta um recital de Natal com o Coro de canto gregoriano Cantus Libere, com regência do cantor Paulo Valente. Nesta edição, será apresentado um concerto com quinze peças musicais eruditas de temática natalina. O espetáculo acontece no Espaço Miguel Bakun, na próxima quinta-feira (16), às 18h30, com entrada franca.

Música nos Museus é um projeto da Secretaria de Estado da Cultura que mensalmente apresenta uma atração musical do Paraná em seus espaços de exposição. A idéia é contemplar todos os gêneros musicais, buscando como critério principal a qualidade dos músicos.

Para a secretária de Cultura Vera Mussi, essa é uma oportunidade de reunir num só espaço música e outras artes. "O projeto Música nos Museus quer trabalhar a excelência dos instrumentistas do nosso estado em espaços não-convencionais para espetáculos musicais. Assim podemos aproximar o público dessas duas linguagens artísticas numa ação de integração cultural", finaliza.

CORO - O coro Cantus Libere, sediado em Curitiba, é composto por cantores profissionais e se dedica ao estudo e à prática da música sacra paleo-cristã. O repertório contempla, além do canto gregoriano, o canto ambrosiano (ou milanês), o canto mozárabe e o canto galicano. O estudo da interpretação rítmica e da restituição melódica é realizado em fac-similes de manuscritos medievais levando-se em consideração também as pesquisas realizadas por renomados estudiosos. “Somos o primeiro e, talvez, o único grupo no Brasil a trabalhar dessa forma com o intuito de conseguir uma execução mais próxima do período conhecido como ‘Idade do Ouro’ do canto gregoriano, ou seja, a alta Idade Média”.

Informações: Paulo Valente
Regente do Coral Gregoriano
(41) 9902-4610

Fonte: Rodney Caetano

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O fascínio dos jornais

Carlos Alberto Di Franco
 
A confiança da população na qualidade ética dos seus jornais tem sido um inestimável apoio para o desenvolvimento de um verdadeiro jornalismo de buldogues

A melhor arma do jornal para se adaptar às novas tecnologias digitais é a qualidade do seu conteúdo. Há mais de uma década, falando do alto da tribuna da Associação Mundial de Jornais, Bill Gates fez um exercício de premonição. O dono da Microsoft previu que no ano 2000 não haveria mais jornais impressos. Hoje, ao contrário da sombria profecia de Gates, os diários continuam vivos. No Brasil, para além da razoável saúde dos diários tradicionais, explodiu o fenômeno dos populares de qualidade. O novo segmento não tem apenas incorporado novos leitores. Ele, de fato, representa uma esplêndida plataforma educativa. É fascinante ler alguns depoimentos dos novos leitores. São pessoas simples, frequentemente marginalizadas do debate público, que encontraram nos populares de qualidade a porta de entrada da cidadania.

Os diários têm conseguido preservar seu maior capital: a credibilidade. A confiança da população na qualidade ética dos seus jornais tem sido um inestimável apoio para o desenvolvimento de um verdadeiro jornalismo de buldogues. O combate à corrupção e o enquadramento de históricos caciques da política nacional, alguns sofrendo o ostracismo do poder e outros no ocaso do seu exercício, só é possível graças à força do binômio que sustenta a democracia: imprensa livre e opinião pública informada.

Mas o cidadão que confia na integridade dos jornais é o mesmo que nos envia alguns recados: quer menos frivolidade e mais profundidade. Tradicionalmente forte no tratamento da informação, alguns diários têm sucumbido às regras ditadas pelo mundo do entretenimento. Ao atribuírem à televisão a responsabilidade pelo emagrecimento de suas carteiras de leitores, partiram, num erro estratégico, para um perigoso empenho de imitação. Acabamos, frequentemente, imobilizados por uma falácia. A força da imagem, indiscutível e evidente, gerou um perverso complexo de inferioridade em algumas redações. Perdemos a coragem de sonhar e a capacidade de investir em pautas criativas. É hora de proceder às oportunas retificações de rumo.

A revalorização da reportagem e o revigoramento do jornalismo analítico devem estar entre as prioridades estratégicas. É preciso atiçar o leitor com matérias que rompam a monotonia do jornalismo de registro. Menos aspas e mais apuração. O leitor quer menos show e mais informação de qualidade. Apostar em boas pautas (não muitas, mas relevantes) é outra saída. É melhor cobrir magnificamente alguns temas do que atirar em todas as direções. O leitor pede reportagem. O lugar do repórter é a rua, garimpando a informação, prestando serviço ao leitor e contando boas histórias. Elas existem. Estão em cada esquina das nossas cidades. É só procurar.

Há muito espaço para o jornalismo de qualidade. Trata-se de ocupá-lo. Com competência, ousadia, criatividade e, sobretudo, com ética. A percepção do cidadão a respeito do papel do jornal é um inequívoco reconhecimento do seu vigor editorial e da força da sua credibilidade. Isso é bom. Mas deve ser um ponto de partida. Não podemos deixar a peteca cair. O Brasil depende, e muito, da qualidade técnica e ética dos seus jornais.

Finalmente, precisamos ter transparência no reconhecimento de nossos eventuais equívocos. Uma imprensa ética sabe reconhecer os seus erros. As palavras podem informar corretamente, denunciar situações injustas, cobrar soluções. Mas podem também esquartejar reputações, destruir patrimônios, desinformar. Confessar um erro de português ou uma troca de legendas é fácil. Mas admitir a prática de atitudes de prejulgamento, de manipulação informativa ou de leviandade noticiosa exige coragem moral. Reconhecer o erro, limpa e abertamente, é o pré-requisito da qualidade e, por isso, um dos alicerces da credibilidade.

A força de uma publicação não é fruto do acaso. É uma conquista diária. A credibilidade não combina com a leviandade. Só há uma receita duradoura: ética, profissionalismo e talento. O leitor, cada vez mais crítico e exigente, quer notícia. Quer informação substantiva.

O jornalismo moderno, mais do que qualquer outra atividade humana, reclama rigor, curiosidade, ética e paixão. É isso que faz a diferença.

Carlos Alberto Di Franco, diretor do Master em Jornalismo (www.masteremjornalismo.org.br), professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia (www.consultoradifranco.com). E-mail: difranco@iics.org.br.

Fonte: Gazeta do Povo

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Empresa de segurança na web cria 'bafômetro' para redes sociais

Usuários são impedidos de publicar mensagens quando estão bêbados.
É necessário fazer teste antes de entrar na rede social.

Do G1, em São Paulo

Em um dos testes, usuário deve seguir o dedo na
imagem com o mouse para provar que está sóbrio.
(Foto: Divulgação)
Para evitar que muitos usuários de redes sociais passem por apuros enquanto estão embriagados, publicando mensagens ou fotos comprometedoras, uma empresa de segurança na web criou uma espécie de “bafômetro” digital. O programa impede que, no caso de embriaguez, o usuário publique qualquer mensagem no Facebook ou no Twitter, por exemplo.

A Webroot desenvolveu uma aplicação chamada “Social Media Sobriety Test”, que pode ser instalada no navegador Firefox. Nela, o usuário deve configurar o horário do dia em que ele corre risco de estar embriagado e selecionar quais são as redes sociais que ele utiliza. Caso a pessoa deseje publicar uma mensagem neste horário, ela passará por pequenos testes de reflexos e deverá responder algumas perguntas para ser considerado habilitado.

Caso passe no teste, ela poderá publicar o que quiser. Caso seja reprovado, o sistema bloqueia o acesso à publicação, divulgando um aviso de que o usuário está embriagado demais para publicar uma mensagem.

Fonte: G1 publicada em 11/11/2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Aplicativos de jornais estão matando as versões em papel, diz executivo

Declaração foi feita pelo vice-presidente operacional da News Corp. Empresa informou que publicações perderam 90% de seus leitores on-line.

Reuters

O vice-presidente operacional da empresa News Corp, James Murdoch, afirmou nesta sexta-feira (12) que a venda de aplicativos de jornais para aparelhos como o iPad, da Apple, está matando as vendas das versões em papel.
Usuários do iPad podem baixar aplicativos de jornais para uma melhor leitura. (Foto: Divulgação)

A News Corp fechou o site gratuito do diário Times, de Londres, em junho deste ano. O jornal, sua versão dominical Sunday Times e o News of the World – tablóide mais vendido do Reino Unido – estão disponíveis na internet apenas para assinantes.

A unidade de jornais britânica da News Corp, News International, informou neste mês que as publicações perderam até 90% de seus leitores on-line e hoje têm 105 mil leitores pagantes, incluindo clientes dos aplicativos dos jornais para iPad e Kindle, e-reader da Amazon.

A indústria está de olho nos resultados da medida da News Corp, uma vez que vem perdendo leitores e receita com publicidade para fontes gratuitas de informação e por isso busca novos modelos de negócios para a era digital.

O presidente-executivo da companhia, Rupert Murdoch, pai de James, já se referiu ao iPad como um marco de grandes mudanças para a indústria. Muitos no setor concordam, graças à tela grande do iPad, sua alta resolução e capacidade para ferramentas interativas.

Fonte: G1

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ameaça à liberdade

Digamos que o Congresso aprove no próximo ano o projeto que está sendo gestado nas entranhas do governo para criar uma agência reguladora da mídia. E digamos que, “por merecimento”, a presidente Dilma Rousseff indique para presidir a agência o atual ministro de Comunicação Social, jornalista Franklin Martins. Afinal, pelo menos publicamente, é dele o maior esforço para a criação dessa agência.

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Entidades defendem diálogo sobre regulamentação

Um dia depois de o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, declarar que a regulamentação sobre a mídia será feita mesmo que num clima de enfrentamento, as entidades do setor deixaram claro que o tema deve ser tratado com diálogo e não com con­­­fronto. Dirigentes da Asso­­­­ciação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e outras ligadas a empresas de telecomunicações evitaram polemizar com o ministro e afirmaram que pretendem contribuir com a discussão.

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ministro diz que debate ocorrerá mesmo se mídia não concordar

O governo federal levará adiante a discussão sobre a regulação dos meios de comunicação eletrônica (rádio, televisão e internet) com ou sem o consenso das empresas do setor. Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, “nenhum grupo terá o poder de interditar o debate”, que ocorrerá por “entendimento ou enfrentamento”. Ele também citou ontem que “fantasmas”, como uma suposta ameaça à liberdade de imprensa, prejudicam as negociações sobre o assunto.

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Conselho de Comunicação tramita no CE, BA, AL e PI

Identificar e denunciar "irregularidades" cometidas por veículos de imprensa são atribuições comuns a pelo menos três das quatro propostas de criação e remodelagem de conselhos estaduais de comunicação. Em tramitação em quatro Estados do Nordeste (Ceará, Bahia, Alagoas e Piauí), os projetos são apresentados oficialmente como indutores de novas políticas públicas de comunicação, porém três com caráter abertamente fiscalizador.

Projeto mais avançado até agora, o Conselho Estadual de Comunicação Social do Ceará (Cecs) teve seu texto aprovado na semana passada pela Assembleia Legislativa. De lá, a proposta seguiu para a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que no momento analisa sua viabilidade jurídica. Se habilitado, o projeto terá o seu mérito analisado pela Casa Civil e pelo governador Cid Gomes (PSB).

Elaborado por um conjunto de organizações sociais, o projeto foi encampado pela deputada estadual Rachel Marques (PT), que o levou ao plenário. Em tratamento médico, a parlamentar não respondeu aos pedidos de entrevista. Porém, um dos responsáveis pelo projeto, o jornalista e professor universitário Ismar Capistrano garantiu que o conselho não exercerá qualquer tipo de pressão sobre os meios de comunicação, porém admitiu a existência de uma "função acessória" de fiscalização.

"Se for detectada alguma irregularidade, o conselho encaminha um parecer ao Ministério Público, que analisa a situação e avalia a necessidade de medidas cabíveis", afirmou Capistrano, coordenador de formação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Ceará. Ele esclarece que o projeto aprovado em plenário é de indicação, e não de lei. Ou seja, trata-se apenas de uma sugestão ao governador, que pode ou não aceitá-la. Em caso positivo, aí então é que seria encaminhado ao Legislativo o projeto de lei.

Procurada, a assessoria de imprensa do governo cearense informou que Cid Gomes ainda não tomou conhecimento do texto em tramitação. Lembrou, porém, que o governador já se manifestou sobre o tema, ao dizer que "nenhum conselho deve ter poder sobre a imprensa".

Para o advogado José Paulo Cavalcanti Filho, ex-ministro da Justiça e especialista em legislações que regulam a imprensa, a criação de foros estaduais parece ser uma estratégia alternativa para a viabilização da atividade do Conselho Federal de Jornalismo, cujo projeto foi rejeitado pela Câmara dos Deputados, em 2004.

"Houve um clamor nacional contra esse projeto e ele não foi aprovado por via federal. Ressurge agora dentro de um projeto de poder mais amplo nas esferas estaduais. É legítimo supor, portanto, que se trata da mesma matriz autoritária", afirmou Cavalcanti. Ele lembrou, ainda, que a criação de conselhos estaduais é inconstitucional, visto que cabe exclusivamente à União regular os meios de comunicação.

E foi justamente por esse motivo que a PGE do Piauí deu parecer contrário à criação do conselho local. Ainda assim, as organizações que defendem o projeto irão apresentá-lo novamente na próxima semana, em reunião com deputados simpáticos à causa. "Consideramos preguiçoso o parecer da Procuradoria", afirmou Oscar Barros, coordenador do comitê piauiense do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), organização que defende a criação do conselho.

Secretário de Comunicação do Piauí durante a gestão de Wellington Dias (PT), Barros participou da elaboração do projeto para criação do conselho estadual. Segundo ele, o órgão seria vinculado ao poder legislativo e teria a função de assessorar os parlamentares em temas que envolvam comunicação social. "Eu quero poder dizer, por exemplo, que o sul do Estado necessita de cursos para operadores de rádio", explicou ele. Outra atribuição do conselho seria o incentivo à produção de conteúdo local.

No entanto, o projeto piauiense também prevê fiscalização dos meios de comunicação. "Se o conselho acha que uma emissora está exacerbando em sua função, ele encaminha o caso à Assembleia e, depois, ao Ministério Público", explicou Barros. "Com o conselho, a vigilância pode ser feita com mais vigor", completou.

Questionado sobre o que poderia configurar tal exacerbação, ele citou o exemplo hipotético de exploração da imagem de pessoas com deficiência na televisão. "Quero deixar claro que a intenção não é calar a boca de jornalista nenhum", enfatizou.

A tarefa de monitorar os meios de comunicação e denunciar "irregularidades" é atribuída aos conselhos de caráter consultivo, que é o que propõe os projetos de Piauí e Bahia. No Ceará, o texto da proposta cita funções "consultivas, normativas, fiscalizadoras e deliberativas" para o colegiado. Em Alagoas, que desde 2001 já tem um conselho estadual de comunicação, a proposta é que ganhe a função deliberativa, ou seja, com capacidade de participar das decisões.

"A proposta surgiu dentro do próprio colegiado, que ao analisar algumas questões entendeu que também deveria colocá-las em prática", afirmou o presidente do conselho, Marcos Guimarães. Ele afirma, entretanto, que o projeto está parado no Gabinete Civil estadual. "Ainda está em manuscritos", contou.

Assim como os demais, ele também negou que haja qualquer intenção de cercear a liberdade de imprensa em Alagoas, porém admitiu que o órgão exerce fiscalização sobre o conteúdo produzido no Estado. "Se você tem um programa de televisão que exibe um cadáver ao meio-dia, isso tem que ser discutido. A sociedade tem que discutir a informação que consome", opina.

Para Cavalcanti Filho, os conselhos estaduais representam uma volta ao passado. Ele defende que o controle dos meios de comunicação seja feito sob a forma de indenizações mais pesadas sobre a publicação de conteúdo considerado equivocado ou difamatório. "Se o jornal mentiu, que pague a indenização. O controle se faz no bolso. No mundo todo é assim".

Na Bahia, o projeto que visa a criação do conselho local também está sob análise técnica da PGE. O secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, afirma que a proposta não faz menção a qualquer controle sobre os meios de comunicação. "A sugestão é de que atue na elaboração de políticas públicas, como apoio à produção de conteúdo regional, inclusão digital e democratização da informação".

Segundo ele, o maior benefício da criação do colegiado será "a possibilidade de a sociedade participar das discussões sobre as políticas públicas, assim como acontece nas áreas de Saúde e Educação". "Para o governo da Bahia, a fiscalização dos meios de comunicação é da própria sociedade, pelo controle remoto", afirmou o secretário, para depois informar que o projeto deve ser encaminhado ainda este ano para a Assembleia Legislativa.

Cavalcanti Filho tem dúvidas se a criação dos conselhos estaduais pode trazer riscos reais para a liberdade de imprensa no Brasil. Segundo ele, tudo vai depender do tratamento que Brasília dará ao tema. "Se o grupo dominante no poder quiser disseminar essa ideia, aí é um horror. Aí é um modelo de matriz claramente autoritária", avaliou.
Murillo Camarotto | Do Recife

Fonte: Valor Econômico

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Viver de blogs? Eles conseguem

Izabela Vasconcelos

Um foi demitido por blogar na hora do trabalho, o outro recebia críticas do pai para que deixasse o blog e procurasse um emprego. Contrariando as situações, os dois passaram a viver de blogs. Edney Souza, do Interney, blog e plataforma de blogs, e Thiago Mobilon, do Tecnoblog, especializado em tecnologia, estão entre os que conseguiram a proeza de lucrar com seus blogs.

Além de criar o Interney, que faz parte do IG, hoje Edney, aos 34 anos, é sócio da Pólvora, agência especializada em redes sociais e palestrante profissional na FGV, entre outras instituições. A Pólvora tem 20 funcionários, já Edney conta com uma secretaria e um desenvolvedor para sua plataforma de blogs. O empresário também trabalha com outra ideia, o Blog Content, empresa que irá desenvolver redes de blogs profissionais e já conta com três funcionários.

Demissão “impulsionou” carreira
“Há cinco anos trabalho só com comunicação. Em 2007, criei a rede de blogs, e depois comecei a perceber que muitas agências deixavam oportunidades passar nas redes sociais, aí criei a Polvora. Virou um balaio de coisas”, explica.

A paixão por blogar custou o emprego de Edney, que é formado em processamento de dados. “Já cheguei a ser demitido por atualizar o blog no horário de trabalho, na visita a um cliente. Aí eu pensei, será que isso é tão importante pra mim a ponto de eu perder meu emprego? Foi um momento chave pra mim”.

E por incrível que pareça, o que o blogueiro mais gostava de fazer, era o que mais lhe dava dinheiro. “Vi que o que eu mais gostava de fazer me dava mais dinheiro do que o que mais me estressava”. Mesmo assim, a vida não é tão tranquila. “Trabalho da hora que acordo até a hora que durmo”, diz.

A demissão fez Edney se dedicar mais ao blog. “No começo de 2005, decidi viver exclusivamente do blog, depois surgiu outras oportunidades”. Além de manter seu próprio blog, o empresário criou a plataforma de blogs Interney, que reúne vários blogueiros que, assim como Edney, também ganham dinheiro com a venda de espaço publicitário e a inclusão de lojas virtuais em suas páginas. Os blogueiros recebem comissão pelos produtos vendidos a partir de cliques em suas páginas.

Profissão: blogueiro
O que você faz? Essa pergunta nem sempre é fácil de ser respondida por um blogueiro. “Minha família não sei se entende até hoje o que eu e como eu faço. No começo meus amigos me achavam um louco, porque eu era gerente de sistemas na época e depois passei a me dedicar só ao blog”.

Resultados
Hoje, o Interney tem uma média de 5 a 7 milhões de visitas por mês. Edney prefere não revelar quanto ganha com o Interney, mas se mantém dele, além do trabalho na Pólvora e como palestrante. “Agora fica cada vez mais difícil responder essa pergunta”, ri o empresário, sugerindo que seus lucros cresceram com o tempo.

Empresário aos 24 anos
Já Tiago, hoje com 24 anos, criou seu blog quando tinha apenas 19. De lá pra cá, contratou nove pessoas para formar sua equipe, e seu blog, o Tecnoblog, foi chamado para fazer parte do Globo.com.

Tiago diz não ter horário para trabalhar. “Depende muito. Um dia desses saí para ir ao cinema e fui avisado pelo Iphone que o blog tinha saído do ar, aí eu fiquei tentando fazer ele voltar e acabei perdendo o filme. Não tem hora. Mas na maioria das vezes faço a maior parte das coisas de madrugada: gerencio, cuido da parte técnica, contrato e contabilidade”, conta.

O Tecnoblog foi criado em 2005, mas só em 2009 Thiago contratou uma equipe para ajudar no conteúdo e na parte técnica. “Em dezembro de 2005 criei o blog. Comecei a mexer em tecnologia, a me interessar. Em 2007, abri a empresa, em julho de 2009 contratei gente para escrever para o blog e em agosto desse ano veio a parceria com a Globo.com”, resume.

Vai trabalhar, menino!
O pai de Thiago não entendia por que o filho gastava tanto tempo na frente do computador. “Meu pai mandava eu ir trabalhar. Mas no fim, ele ficou espantado com o resultado, e depois de muito explicar, ele entendeu como funcionava”, conta.

Com o seu trabalho, Thiago já recebeu propostas de várias empresas e portais. “Trabalhei pra Intel e pra Nokia, atualizando os blogs deles em eventos e várias outras ações. Já recebi propostas de portais também, mas não deixei por causa do blog”.

Planos
Hoje Thiago se mudou para São Paulo e mora com dois editores do blog, um de Vitória e outro do Rio de Janeiro. A ideia deles é comprar um espaço e montar uma redação fixa, além de contratar mais funcionários. Hoje são 10 pessoas na equipe, mas apenas os três trabalham juntos, os outros sete ficam em diferentes cidades.

“Pretendo contratar um editor e uma pessoa pra parte técnica, nós só não contratamos porque ainda não temos espaço físico. É complicado gerenciar de longe”, afirma.

Resultados
Só na parte de conteúdo, o Tecnoblog conta com mais de 1, 5 milhão de acessos por mês. Se calculada a parte da loja virtual, esse número dobra. Thiago também não gosta de revelar o faturamento da empresa, mas admite que ultrapassa R$ 30 mil por mês. “Eu posso dizer que pra empresa se manter precisa ter mais R$ 30 mil em caixa por mês, sem o lucro, para o pagamento de funcionários e todas as despesas”. O dinheiro vem da parceria com a Globo.com, Google AdSense e, principalmente, da vitrine virtual do Mercado Livre.

Fonte: Comunique-se

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Revelados os vencedores do Top of Mind Paraná 2010

A Revista Amanhã apresentou na terça-feira, dia 5 de outubro, em café da manhã para convidados, o resultado da pesquisa Top of Mind Paraná 2010, que realiza há 16 anos, em parceria com o Instituto Bonilha, e apoio da FIEP – Federação das Industrias do Paraná. O projeto revela marcas, produtos, serviços, empresas e personalidades mais lembrados pelos paranaenses em mais de 70 categorias. As marcas líderes são identificadas a partir do relatório gerado por cerca de 1000 entrevistas pessoais realizadas pelo Instituto Bonilha nas principais cidades do Paraná, seguindo a delimitação clássica do IBGE.

A surpresa do estudo desse ano, realizado nos meses de julho e agosto, foi a ascensão da marca Sadia que aparece como líder em lembrança no estado, vencendo a mais importante categoria do ranking – Grande Empresa/Marca do Paraná, posição ocupada pela Copel há mais de 10 anos. "A vitória da Sadia não é à toa. A indústria está em cidades-chave do agronegócio do Paraná, como Ponta Grossa, Francisco Beltrão e Toledo e os paranaenses representam um terço da força de trabalho da companhia – cerca de 16,5 mil funcionários", explica Jorge Polydoro, diretor geral do Grupo Amanhã.

Confira todos os ganhadores aqui

Fonte: ClickMarket

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

90% das empresas brasileiras usam redes sociais

As redes sociais estão em alta nas empresas brasileiras, de acordo com um estudo realizado pela fabricante de softwares McAfee. Junto com Espanha e Índia, o Brasil está entre os países que mais fazem uso de aplicativos contidos em sites como Facebook e Twitter.

A McAfee fez um levantamento em 17 países e constatou que, em todos, mais de 75% das empresas utilizam ferramentas da chamada web 2.0 para os negócios. No caso de Brasil, Espanha e Índia, esse índice passou dos 90%, informa a BBC Brasil.

No geral, três entre quatro empresas disseram que o uso das redes sociais ajuda a ganhar dinheiro. Já no Brasil, nove a cada dez lucram com esses sites – o mesmo patamar alcançado nos Emirados Árabes Unidos, na Índia e no México.

Os bons números, no entanto, se devem a uma pressão sofrida exclusivamente no Brasil e na Índia pelo uso das redes como ferramenta de trabalho. De acordo com a pesquisa, 58% das empresas brasileiras disseram que o mercado as pressionou a adotar esses sites no dia a dia. Para a consultora brasileira Vanda Scartezini, que foi ouvida pela McAfee, o fato de os brasileiros “amarem” novidades ajuda a impulsionar as ferramentas 2.0. A analista Charlene Li ressaltou que a crescente demanda empresarial por redes sociais reflete seu uso nos países.

Mas o estudo revela uma contradição: enquanto os empresários usam sites como Facebook e Twitter cada vez mais para fazer negócios, eles mesmos proíbem seus funcionários de acessar os sites. Quase metade das empresas bloqueiam o acesso ao Facebook; mais na Espanha e Itália, onde 60% dos empresários são contra seu uso no horário de trabalho. O Brasil está entre os mais liberais, junto com Alemanha e Japão, países onde a proibição ao site de Mark Zuckerberg não chega a atingir um terço das empresas.

Fonte: Adnews