quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Hemepar enfrenta queda no estoque de sangue

Estoque caiu em 40% em função de férias e viagens


O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) está precisando de doadores de todos os tipos de sangue e por isso está chamando seus colaboradores. Com a chegada das festas de final de ano, o número de doações cai e é neste momento que o centro mais precisa de doadores voluntários. A queda no número de doações, nesta época do ano, pode chegar até 40%.

Além da demanda rotineira, em virtude dos procedimentos transfusionais, este período do ano também é marcado por acidentes automobilísticos, resultando consequentemente no aumento da demanda de atendimento aos pacientes e maior necessidade de sangue.

Com uma doação é possível separar quatro hemocomponentes fundamentais para o tratamento de pacientes: as hemácias, as plaquetas, o plasma e o crioprecipitado. "Algumas doenças genéticas, como a talassemia e a anemia falciforme, afetam o sangue, destruindo os glóbulos", explica a diretora do Hemepar, Suzana Mercer. Por esse motivo, ressalta que o sangue utilizado para transfusão deve provir de pessoas com boa saúde. "O sangue é um tecido vivo e também renovável", completa.

A Hemorrede é composta por 24 unidades distribuídas pelo Paraná que atende cerca de 400 hospitais e outros estabelecimentos de saúde. Em Curitiba e Região Metropolitana, o Hemepar atende 40 hospitais, entre eles o Hospital do Trabalhador, Hospital Angelina Caron e Hospital São Lucas de Curitiba que são responsáveis pelo atendimento de urgências/traumas, transplantes, cirurgias cardíacas, entre outras doenças que exigem transfusões sanguíneas.

O Hemepar funciona de segunda a sexta-feira das 7h30 até às 18h30 e no sábado das 8h às 17h. A unidade terá atendimento especial nos dias 24 e 31 de dezembro, das 7h30 até às 13h. Em Curitiba, o doador pode se dirigir até a unidade para fazer a doação ou se cadastrar como voluntário. O endereço é Travessa João Prosdócimo, nº 145, no Alto da XV. Mais informações pelo telefone (41) 3281-4000.

Fonte: Jornale

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Espírito de Natal ajuda quem depende da bondade alheia

Pedro de Castro
Mães e filhos que pedem e vendem balinhas chegam a fazer R$ 150 por dia no fim do ano. A renda é proporcional ao número de crianças

Próximo ao fim do ano e das festas religiosas, famílias que dependem da generosidade de desconhecidos sentem um aumento nas doações de roupas, comida e dinheiro. Elas chegam a dobrar a renda em dezembro – pedindo e vendendo balas em esquinas, lanchonetes e bares. A reportagem saiu às ruas da região central de Curitiba, conversou com cerca de 20 pessoas, entre adultos, crianças e famílias inteiras, e descobriu que a época de fim de ano é um alívio para os mais necessitados. O dinheiro é usado para comprar produtos que são inacessíveis no resto do ano, como sapatos.

“As pessoas sentem pena mesmo”, julga Giovana Alves, de 29 anos, que vende balas em sinais e lojas do centro há três anos. O sentimento é bem-vindo. No fim do ano passado, Giovana chegou a ganhar 11 cestas básicas de fregueses mais fiéis. “São senhoras que passam por lá todos os dias. Elas apontam onde vão parar o carro, e a gente vai lá apanhar as cestas”, explica. Alimentando ela, o marido e os filhos Johnatan, de 7 anos, e Xaiane, de 9, as doações duraram em torno de três meses. “Foi uma bênção, pena que esse ano ainda não recebemos nada assim”, lamenta.

Não que a época de Natal não tenha melhorado as contas neste ano. O lado negativo é que o aumento de dinheiro tem a ver com a permanência de crianças nas ruas. Os filhos de Giovana saíram de férias escolares e a acompanham no trabalho. O trio fez as vendas subir de duas caixinhas de bala por dia para quatro: de R$ 40 para R$ 80. Giovana não é a única para quem o fim das aulas significa levar os filhos para pedir e vender balas. A relação entre o número de crianças que saem com as mães e o aumento do dinheiro recebido é evidente.

Crianças

As irmãs Vanderleia Fernandes, 28 anos, e Aline Braga, 20, ilustram bem essa conexão. A renda das duas dobra em dezembro, mas Vanderleia sai na frente. Ela tem cinco filhos, com 3 a 11 anos, que em dezembro se­­guem todos a mãe. “Não tenho onde deixar e eles ajudam, né?”, explica. E a ajuda não é pouca. Van­derleia costuma fazer R$ 80 por dia vendendo balinhas em sinais e lanchonetes ao longo do ano. Em dezembro, esse valor chega a R$ 150.

Já o ganho com balas de Ali­­ne, mãe de dois filhos – Sa­­muel, de 6 anos, e Monique, de 3 –, vai de R$ 50 para R$ 100, na comparação de dezembro com o resto do ano. “É por causa do dó. Não por nós, mas pelas crianças”, percebe. As duas mo­­ram no Jardim da Ordem, uma ocupação no Tatuquara, e não vão ao centro todo dia. Mas, segundo as contas de cabeça delas, Vanderleia chega a fazer R$ 3 mil em dezembro e Aline, R$ 2 mil. Elas dizem que os fi­­lhos estudam e só trabalham no fim do ano. As irmãs são um retrato bastante fiel da condição de mães pedintes e vendedoras de balas: maternidade precoce, rejeição pelo pai e desemprego do marido. Vanderleia, inclusive, já pedia quando criança. Hoje em dia só sai quando o marido está desempregado – o que não é raro. Aline está sem outra opção há dois anos, uma vez que os pais das crianças não mandam dinheiro. A caridade de fim de ano é fundamental para elas.

O dinheiro que entra – de­­pois dos R$ 200 do aluguel e das compras diárias de comida (elas têm ligações irregulares de luz e se enquadram na tarifa social da água) – serve para comprar tênis para as crianças. Um par por ano. Isso porque os pés de­­las ainda estão crescendo. Aline já calçou os filhos, mas os caçulas de Vanderleia, Kelly, de 6 anos, e Carolin, de 3, esperam sua vez. “É só para usar na escola, nada de sair brincar de tênis novo”, ensinam. As crianças ain­­da pedem, e ganham, material escolar em lojas populares.

Sonho

As coisas não melhoram só para quem leva as crianças a tiracolo. José Francisco Pinto, de 61 anos, engraxava sapatos há dois anos na Praça Tira­­dentes, mas acabou perdendo o posto depois da reforma (o material ela alugado). Desde então, o jeito foi vender balinhas, uma quadra para baixo. José tem uma deformidade de nascença nos pés, que dificulta sua locomoção.

Ele paga R$ 300 por mês pelo quarto de hotel. É quase tudo o que ganha ao longo do ano. Mas em dezembro o dinheiro chega a R$ 900, e ele consegue poupar para realizar um sonho. “Custa R$ 7 mil a moto que eu quero com­­prar. Ela é cara por causa da partida elétrica. Não tenho co­­mo ligar de outro jeito por causa dos meus pés”, conta. “Daí posso passar a fazer entregas”, planeja.

Caridade não é só esmola
A caridade exige mais que a esmola, ainda mais porque não dá para saber se o dinheiro que se dá tem o destino que se imagina, julga o padre José Apare­cido, secretário da Ação Social do Paraná, entidade beneficente ligada à Igreja Católica. “An­­tigamente, ou mesmo em uma cidade pequena, o doar puro e simples era positivo porque vo­­cê sabia que a pessoa tinha certa necessidade e iria usá-la pa­­ra isso”, pensa.

Benefício próprio
Isso não mais se aplica, acredita Aparecido, porque a esmola faz mais bem a quem dá. “A pes­­soa se sente sensibilizada e acaba dando um dinheiro para se sentir bem, achar que fez al­­guma coisa e que é uma boa pes­­soa. É claro que se alguém te pedir comida ou roupas, vo­­cê vai matar a fome ou o frio que ele sente. Mas a verdadeira caridade é quando você se en­­volve na vida das pessoas.” (PC)

Entidades de filantropia intensificam campanhas
Fim de ano é época de as entidades beneficentes intensificarem as campanhas que sempre fazem por doações. O espírito natalino se manifesta na venda de cartões e no aumento de doações de móveis e de compra de usados nos bazares. A caridade é um alívio para as contas das instituições que precisam pagar férias e 13° salário a todos os seus funcionários, o que nem sempre é fácil.

A Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia (APACN), por exemplo, começou o mês de dezembro neste ano com o pé direito. O bazar de produtos apreendidos pela Receita Federal foi um sucesso e arrecadou R$ 18 mil na primeira semana do mês. Já é um aumento de 50% se o valor for comparado aos R$ 12 mil que a instituição costuma receber de doações nos demais meses do ano.

Espera
Quem liga para doar móveis e brinquedos ao Pequeno Coto­­lengo tem de esperar até três dias para que o caminhão vá buscar. As ligações de doadores sobem de 12 para 30 por dia em dezembro e os motoristas quase não dão conta. As doações em dinheiro aumentam em torno de 30%.

“Esse aumento do valor é pa­­ra pagar as obrigações com funcionários mesmo. Quando precisamos de obras maiores, fazemos campanhas especiais”, ex­­plica o diretor do Pe­­que­­no Coto­lengo, padre Val­­deci Marcolino.

“O ideal seria que essa vontade de ajudar fosse constante ao longo do ano. Mas há pessoas que ajudam nessa época, vêm conhecer nosso trabalho e acabam virando doadoras e nos visitando ao longo do ano”, conta o secretário da APACN, o voluntário Clé­ber Mendes de Andrade. (PC)

Fonte: Gazeta do Povo

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Organize seu fluxo de caixa e comece janeiro no verde

Por Dora Ramos - www.administradores.com.br

É o instrumento de auxílio ao executivo nas tomadas de decisões mais importantes da organização, como prever as necessidades de captação de recursos e os períodos em que haverá sobras para aplicar esses excedentes de caixa nas opções mais lucrativas.

Em dezembro, o fluxo de caixa deve ser administrado com cautela. Nesta época, os gastos aumentam com o pagamento do 13° salário aos colaboradores, festas corporativas e benefícios especiais como cestas de Natal. Mas é em janeiro que a situação tende a piorar, já que nesse mês a carga tributária é maior, além do acúmulo de pagamento das férias.

Para quem não quer iniciar o ano no vermelho, é importante saber que o planejamento de um fluxo de caixa pode ser realizado diariamente, mensalmente ou trimestralmente e é considerado também como um indicador de desempenho da empresa. Para os empreendedores da área de comércio, é recomendado que aproveitem os lucros com o aumento das vendas em dezembro, preparando-se para os gastos em 2010.

Em alguns casos, é comum as empresas se perderem nas despesas de final de ano e terem grandes problemas financeiros no início do próximo período fiscal. As causas podem estar relacionadas a falta de programação de um fluxo de caixa eficaz e bem alimentado. O mecanismo dessa ferramenta não é tão complexo quanto parece, mas é necessário que exista uma atualização constante do movimento financeiro, e, sobretudo, comprometimento com as informações. Além disso, é importante que a planilha seja de fácil entendimento e esteja sempre disponível para consultas do administrador.

Por ser um momento delicado para as contas da organização, é preciso maior atenção às relações com o contador, peça chave para que o sucesso financeiro seja possível. Sendo assim, a confiabilidade em seu contador deve ser repensada neste período. Esta é a hora de analisar os erros ocorridos durante a gestão que se encerra, para transformá-los em ações certas e produtivas para o próximo ano.

* Dora Ramos atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e diretora responsável pela Fharos Assessoria

Fonte: Administradores.com.br

Um basta à discriminação!

Por Thiele Lopes Reinheimer,
graduanda em Ciências Jurídicas e Sociais.

Este artigo é muito mais um desabafo para os muitos que não ousam falar.

No mês de novembro, uma enquete realizada pela Agência do Senado e da Secretaria de Pesquisas e Opinião Pública (Sepop), perguntou a opinião dos internautas a respeito da posição em relação ao Projeto de Lei nº 122/2006, que está tramitando no Senado e que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais.

Surpreendentemente, o resultado foi 51,54% dos votos contrários à proposta e 48,46% a favor [1].

É quase inconcebível que nos dias de hoje esta acirrada pesquisa nos mostre, mais uma vez, que o preconceito continua arraigado na nossa sociedade. Relata a reportagem, que esta foi a pesquisa que mais mobilizou votantes desde que este tipo de consulta foi criado.

Mesmo com a mudança do conceito de famílias, que se pluraliza a cada dia, muitos insistem em vendar os olhos e permanecer sem enxergar a realidade que se molda no cotidiano atual. Os lares de famílias homoafetivas estão concretizados havendo uma legislação que os ampare ou não. Não há como o legislador continuar fingindo que a homoafetividade não existe, permanecendo calado e tratando-os com esta invisibilidade.

Famílias estas que só querem seus direitos reconhecidos: direito de amar, direito ao casamento, direito a um benefício previdenciário, direitos sucessórios no falecimento de seu companheiro(a), direito a alimentos, direito a dar amor a quem está esperando pela adoção em abrigos e necessitando de carinho, já que por um motivo ou outro foram impossibilitados de permanecer no seio de sua família biológica. E

Estas uniões homoafetivas urgem pela felicidade! Estas famílias reivindicam o reconhecimento perante a Lei.

É sabido que vivemos em um Estado democrático de Direito e princípios e direitos fundamentais previstos na Constituição Federal servem para unificar e dar coerência ao ordenamento jurídico[2]. No entanto, os princípios da dignidade da pessoa humana, da liberdade e da igualdade e respeito à diferença, acabam por perder sua função uma vez que não são assegurados.

Não aprovar este projeto de lei, que visa acabar com esta absurda discriminação que paira em mentes retrógradas e conservadoras, é, no mínimo, negar os preceitos constitucionais.

É claro que o direito homoafetivo já vem sendo aos poucos reconhecido nas jurisprudências dos tribunais de todo país. Decisões de todos os cantos mostram que a longa jornada para o fim da discriminação já foi iniciada.

Com mais um belíssimo trabalho, a advogada Maria Berenice Dias vem trazendo à tona esta mudança de paradigmas. Criou recentemente um portal com inúmeras decisões de primeiro e segundo grau que concederam algum direito a homossexuais e transexuais neste país ( www.direitohomoafetivo.com.br ).

Assim, é possível que os operadores do direito tenham mais acesso a este vasto material, e que com isso se consiga tornar o Direito Homoafetivo mais próximo de todos.

É claro que o caminho é árduo e que todos nós temos que continuar lutando para acabar com este tratamento injustificadamente desigual. No entanto, temos que parabenizar os magistrados que não se acovardaram em conceder direitos aos homossexuais e transexuais, e mostrar para os julgadores e legisladores que ainda não ousaram, enxergar a vida como ela é: sem preconceitos e sem desigualdades.
(*) E.mail: thielelr@hotmail.com

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[1] Disponível em < http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97900&codAplicativo=2>. Acesso em 01.12.2009.
[2] Dias, Maria Berenice. União homoafetiva: o preconceito & a justiça. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2009, p. 101.

Fonte: Espaço Vital

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Teatro para o Povo se despede

Neste domingo, o Centro Cultural Teatro Guaíra encerra a temporada deste ano com a última edição do projeto “Teatro para o Povo”

Neste domingo, o Centro Cultural Teatro Guaíra encerra a temporada deste ano com a última edição do projeto “Teatro para o Povo”. Foram realizadas 9 edições com 33 espetáculos, dos quais 6 foram apresentados em municípios vizinhos, os demais nos auditórios do Teatro Guaíra.

Para esta última temporada, estão programados 4 espetáculos, todos com entrada franca. No auditório Bento Munhoz da Rocha Neto - Guairão, às 18h o Balé Teatro Guaíra, Orquestra Sinfônica do Paraná e alunos da Escola de Dança Teatro Guaíra apresentam “O Quebra Nozes”, um dos sucessos de repertório da Companhia.

No auditório Salvador de Ferrante – Guairinha, às 11h a peça “Compadre Rico e Compadre Pobre", do grupo Karagoz K promete muita diversão.. No auditório Glauco Flores de Sá Brito – Miniauditório, às 11h a cantora, atriz e compositora, Chiris Gomes faz uma homenagem à Dalva de Oliveira, com o musical “Dalvaneios”.

O espetáculo “Auto da Estrela Guia” será realizado em Antonina, no Teatro Municipal, às 16h. O espetáculo “O Quebra Nozes”, que será apresentado no Guairão é mais um dos sucessos do Balé Teatro Guaíra e Orquestra Sinfônica do Paraná.

A montagem é assinada por Carla Reinecke, diretora do Balé Teatro Guaíra, com cenário e iluminação de Carlos Kur, figurinos e adereços de Paulinho Maia e Ricardo Garanhani. om música de Tchaikovsky e libreto de Marius Petipa baseado sobre o conto de Hoffmann, conta a mágica história da menina Clara e o seu boneco “Quebra Nozes”, que virá príncipe.

Fonte: Bem Paraná

Correios ofertam 297 vagas

Tribuna do Paraná - Tudo - Pág 04


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Correios prorrogam prazo para doações natalinas

A coordenação do Projeto Papai Noel da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos prorrogou o prazo para doações no Paraná. Agora, quem quiser fazer uma boa ação, atacando de Papai Noel, poderá adotar um ou mais pedidos encaminhados às agências dos Correios até dia 17 e entregar o presente até o dia 19 de dezembro.

De acordo com os Correios, das mais de 70 mil cartas que chegaram às agências dos Correios do Estado neste ano, apenas seis mil foram adotadas. No ano passado, os Correios receberam mais de 46 mil cartas no Estado, das quais 26 mil tiveram seus pedidos atendidos.

Em todo o País, foram mais de um milhão de cartas com pedidos de Natal. Cerca de 600 mil pedidos foram atendidos. Segundo o coordenador do Projeto Papai Noel dos Correios e diretor dos Correios, Areovaldo Figueiredo, não há uma restrição de tipos de pedidos, que variam de brinquedos a eletrodomésticos e até empregos.

No entanto, o programa tem tentado priorizar os pedidos de crianças com até dez anos de idade e que envolvam roupas, material escolar, brinquedos e alimentos. De acordo com Figueiredo, todos os esforços estão sendo feitos pelos Correios para que tanto os presentes doados quanto as respostas às cartas das crianças sejam entregues até o dia do Natal.

Ele conta que todo o efetivo dos Correios, cerca de 6,5 mil funcionários, está direta ou indiretamente participando do projeto. Em Curitiba, as cartas foram encaminhadas para oito agências. No interior do Estado, as cartas estão sendo centralizadas nas principais agências de cada cidade.

“Estamos contando com o apoio da população para superar a marca do último Natal, já que são pedidos que cabem no bolso de qualquer pessoa”, diz. Segundo o coordenador do projeto, o objetivo é encurtar as distâncias entre quem pede e quem dá o presente. A distribuição dos presentes por parte dos Correios segue até dia 22.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Estágio

O estágio não cria vínculo de emprego de qualquer natureza, mesmo quando o currículo do estagiário não condiz com as atividades do contratante. O entendimento é da Seção II Especializada em Dissídios Individuais do TST.

Fonte: BemParaná

Celebridades 'grudadas' no Twitter


Atores usam o microblog para tudo: de diário virtual até para descobrir onde tem blitz com bafômetro

O Twitter virou uma febre entre as celebridades. Vale qualquer assunto, desde discutir as teorias de Platão até comemorar a vitória do seu time no Campeonato Brasileiro. Mas conversar não é a única função da novidade tecnológica. Os apresentadores do ''Vídeo Show'', Fiorella Matheis e André Marques, usam o microblog para se informar sobre o trânsito e até os pontos onde haverá policiais com a temida blitz com bafômetro. Fiorella usa o ''Lei Seca'' para fugir dos engarrafamentos do Rio. ''Uso o Twitter para ver qual é o melhor trajeto a seguir, já que trabalho no Projac e moro em Ipanema'', diz.

Geovana Tominaga segue o ''G1'', que atualiza as notícias do Brasil e do mundo. A apresentadora gosta tanto do microblog que o colocou até no celular. Assim, pode acessar a qualquer hora, de qualquer lugar. ''Soube do apagão pelo Twitter porque a internet em casa não estava funcionando'', lembra.

A principal preocupação de Rodrigo Scarpa, mais conhecido como Repórter Vesgo, do ''Pânico na TV'', é não ''pagar mico'' no Twitter. ''Eu fico na tensão e tomo o maior cuidado com o que vou escrever. São muitas pessoas seguindo'', adverte o humorista, que tem quase 350 mil seguidores.

Ficar mais próximo dos fãs foi justamente o fator determinante para que Marco Pigossi, que faz o homossexual Cássio de ''Caras & Bocas'', se rendesse ao Twitter. ''Várias pessoas me cobravam isso, mas confesso que ainda me assusta um pouco porque muita gente tem acesso'', avalia. Marco também tem um blog, mas ele acha que o Twitter chega mais rápido até as pessoas. ''Fui lançado num personagem gay e eu necessitava me mostrar, dizer para as pessoas que eu era diferente. Deu certo'', comemora.

Apesar de todas as vantagens do Twitter, Paola Oliveira, a Verônica de ''Cama de Gato'', prefere ficar de fora. ''Eu não lido muito bem com esse negócio de Orkut, Twitter... Eu tenho um milhão de perfis, mas são todos falsos'', alerta a atriz, que só se permite acessar ao e-mail.

Fábia Oliveira
TV Press


Fonte: Folha de Londrina

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

José Alencar diz se preocupar quando liberdade de imprensa é cerceada

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a proibição ao jornal O Estado de S. Paulo de publicar matérias sobre Fernando Sarney, o presidente da República em exercício, José Alencar, disse que tem preocupação quando a liberdade de imprensa é cerceada. Hoje (11), em entrevista, no Rio de Janeiro, Alencar não quis, entretanto, entrar no mérito do caso específico.

“Tem uma frase antiga, que agora não está me ocorrendo o autor dela: 'O preço da liberdade é a eterna vigilância'. E um dos instrumentos mais importantes para a liberdade é a liberdade de imprensa. Isso fortalece a própria democracia”, disse Alencar.

Há 133 dias, o jornal O Estado de S. Paulo foi impedido, por decisão judicial, de publicar matérias referentes à Operação Boi Barrica, da Polícia Federal, que tem entre os investigados o empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney. Ele é acusado pela PF pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de influência e contra o sistema financeiro.

Ontem (10), o STF negou pedido de liminar do jornal contra decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), que proíbe a publicação de reportagens sobre a operação da PF.

O TJ-DF atendeu a pedido de Fernando Sarney cujo argumento é o de que o inquérito da Operação Boi Barrica tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de diálogos captados por meio de escuta telefônica.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Craque sem chuteiras


Ao criar o blog Mulher e Futebol, Marina Miyazaki Araújo exportou seu humor de Londrina para o Brasil

Ela diz que não entende nada de esporte mas, num ato de ousadia, resolveu criar um blog que, logo na apresentação, diz a que veio: ''O blog Mulher e Futebol, de Marina Miyazaki Araújo, tem como objetivo mostrar aos contaminados pelo futebol, uma visão livre de qualquer conhecimento técnico teórico ou prático sobre o esporte, a partir da crítica sem fundamento e puramente destrutiva da relação homem-bola.''

Aos 42 anos, casada e mãe, Marina deixou a carreira de psicóloga há algum tempo, sem imaginar que um dia se transformaria em cronista esportiva, levando seu nome e seu humor de Londrina para outras cidades do Brasil.

Há três anos, quando começou a escrever sobre o assunto, escondeu o fato da família nos primeiros meses, mas acabou contando ao marido que estava falando de futebol na internet, depois de ser citada pelo escritor e cronista esportivo Xico Sá em sua coluna na Folha de S.Paulo.

No comentário, Xico ainda brincava com seu nome, lembrando a música de Dorival Caymmi: ''Marina será morena, loira ou ruiva?'' Então, ela lhe mandou um e-mail avisando: ''Nada disso, sou japonesa.'' E perguntou: ''Você se referiu ao meu blog mesmo?'' Porque ainda acreditava que a tal Marina poderia ser outra pessoa. Mas não era. E, assim, a nova cronista - dedicada a esculhambar com times, técnicos e jogadores - começou a ganhar autoconfiança.

''Mas por que você decidiu escrever sobre este assunto?'' Para a pergunta que já ouviu tantas vezes, ela tem uma resposta rápida: ''Meu marido e meus filhos são fanáticos por futebol. São corintianos, daqueles que não perdem jogos na TV, guardam recortes de jornais e revistas, acompanham partidas com o radinho de pilha colado ao ouvido. Eu ficava ali vendo tudo e participando como podia.''

Num ambiente assim ''contaminado'', ela diz que não teve saída e costumava fazer comentários irônicos sobre a atuação dos times, técnicos, juízes e bandeirinhas. Um dia o marido sugeriu: ''Você devia escrever sobre isto.'' E, aparentemente, todos esqueceram o assunto, até Marina despontar na internet.

Ao elogio de Xico Sá seguiram-se outros. No seu blog há comentários de jornalistas como José Geraldo Couto, também da Folha de S.Paulo, que diz: ''Seus textos estão entre o que de melhor, mais original e divertido se produz hoje na crônica esportiva.''

O jornalista Ricardo Noblat também aprovou o estilo da blogueira de Londrina e sapecou outro elogio, com uma pequena sugestão: ''Dei boas risadas lendo seu blog. Além de bem escritos, seus textos são bem humorados, inteligentes e criativos. Podiam ser um pouco menores. Leitor de internet não gosta de textos grandes. Parabéns.''

Mas será que leitor não gosta mesmo de texto grande? Mais que isso: será que Marina leva a sério essa regra?

Ela argumenta: ''Sou mulher e por isto escrevo muito. Mulher fala muito, os homens se esquecem disso.'' E segue em frente com textos um pouco maiores que os de praxe num meio eletrônico, mas tão cheios de humor que o leitor vai até o ponto final.

Ela escreve: ''Definitivamente, o futebol está perdendo a graça, agora eles vêm com essa história de formação universitária para técnicos. Tá, eu sei que precisamos evoluir e a única saída para todos os problemas do mundo, quiçá do universo, está na educação. Não quero ser retrógrada, nem ignorante, desestimulando uma iniciativa tão bem intencionada e nobre. Quero apenas ressaltar: a melhora de uns é a desgraça de outros. O que seria do jornalista esportivo se não existisse o perna-de-pau? O que será de mim, se jogadores como o ex-pingolim-imaculado deixarem de falar 'iNdentidade'? E outros tantos deixarem de falar: 'ia indo, ia indo e iu', 'nem se eu tivesse dois pulmões, eu alcançaria aquela bola', 'eu posso não ser tão habilidoso, mas me esforço, sou um cara racista', 'quando o jogo está a mil, minha naftalina sobe'; o que será das minhas tardes fúteis?''

Célia Musilli
Especial para a FOLHA


Fonte: Folha de Londrina 09/12/2009
Quem quiser conferir o Blog de Mulher e Futebol
segue o endereço mulherefutebol.com

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Jornais atacam Google News e cobram mais cooperação

A Associação Mundial de Jor­nais (WAN) voltou a atacar duramente o Google e reclamou da falta de cooperação para resolver a questão dos direitos autorais no uso de notícias pelos cha­mados “agregadores” na internet, entre os quais o Google News é o líder absoluto. “Temos tentado sen­tar para negociar, mas o Google não tem colaborado. En­­quanto isso, continua com sua clep­tomania”, disse Gavin O’Reil­­­­ly, presidente da WAN, na ses­­são de encerramento do 62.º con­­gresso mundial do setor.

O’Reilly se dirigia a David Drum­­mond, vice-presidente de assuntos jurídicos do Google, que participou do painel. Se­­gun­do O’Reilly, o Google tem sido “in­­sistentemente convocado” a colaborar com a implantação de um software, criado pela WAN, denominado ACAP, e que permite a um site noticioso controlar o uso de seu conteúdo por terceiros. “Vocês conversam aqui e ali, mas se recusam a sentar à mesa com a associação”, disse.

“Vim a esse debate em missão de paz e desarmado”, amenizou Drummond. “O Google não é o cul­­pado. Os jornais é que não es­­tão aproveitando todo o nosso po­­tencial, e deveriam trabalhar mais próximos a nós”, defendeu-se.

Visivelmente irritado, O’Reil­­­ly mencionou que recentemente o presidente mundial do Google, Eric Schmidt, disse em entrevista que “é um imperativo moral ajudar os jornais”. E rebateu: “Nin­guém aqui está falando em caridade, nem de certo ou errado. Es­­tamos falando de leis, de copyrights de conteúdos que, sejamos honestos, custa caro produzir.” “O Google sempre fala no tráfego que gera para os sites dos jornais. Mas não seria um direito das empresas escolher o que querem pelo seu conteúdo, se é tráfego, pagamento ou algo diferente?”, disse O’Reilly. “Se o Google reconhece a legitimidade dos direitos autorais, pelo menos deveria ser a fa­­vor da implantação do ACAP. Não estamos falando de algo abstrato, é só a lei.”

Drummond procurou con­­­­temporizar, afirmando que, na visão de sua empresa, o buscador não está infringindo direitos. “Temos uma diferença fundamental aí. Não consideramos que pesquisar e organizar links seja quebra de direitos.” Segundo ele, tem havido “decisões fa­­voráveis” de alguns tribunais pelo mundo. “Não queremos dar uma mãozinha, queremos que todo mundo ganhe dinheiro.” Mas Drummond admitiu que o Google “ainda não fez tudo o que está ao seu alcance”.

Acordo à vista?
Gratuidade será limitada

O Google anunciou na quinta-feira que vai limitar o acesso gratuito a notícias que exigem a assinatura do conteúdo. Pelas novas regras do Google News, cada usuário poderá ver, no máximo, cinco artigos diários de algum site que exige assinatura – casos, por exemplo, do Wall Street Journal e do Financial Times. Com isso, a empresa pretende impedir uma distorção. Reportagens que só eram disponíveis para assinantes do Wall Street Journal, o principal crítico do modelo de busca e um dos mais prejudicados pela distorção, podiam ser lidas gratuitamente na busca do Google News. Com isso, muitos usuários liam os artigos que lhes interessavam só pelo sistema de indexação de notícia, sem precisar assinar o jornal ou o site.

Fonte: Gazeta do Povo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Jornais investem em novas plataformas

Grandes veículos ampliam o contato com o público-alvo por meio de projetos especiais
Publicado em 04/12/2009 Cinthia Scheffer

A marca dos grandes jornais não está mais restrita ao conjunto de cadernos que chega diariamente às bancas e à casa dos leitores. Com suplementos especiais, eventos, prêmios, concursos, gincanas e outras ações, os grandes veículos oferecem novas soluções comerciais, novos pontos de contato com o consumidor, nos quais “emprestam” a credibilidade da sua assinatura aos anunciantes. Assim, aumentam o faturamento comercial e ao mesmo tempo se aproximam dos leitores.

“Os grandes jornais já entenderam que um dos seus principais ativos são os leitores. Então, estão apostando em ações diferentes para buscar maior relacionamento com eles. Ao mesmo tempo, estão fazendo com que o anunciante participe da mídia de uma forma muito mais efetiva”, avalia o consultor de marketing e vendas Raphael Muller, da Resultado Consul­toria, que presta serviço para grandes veículos.

O diretor de planejamento e marketing do Grupo Estado, Armando Ruivo, confirma a aposta da empresa nesses projetos especiais e diz que há um aumento na demanda do mercado por novas formas de contato com seu públicos-alvo. Segundo o executivo, essas ações têm “blindado” o investimento dos anunciantes no grupo e, principalmente, trazem novas verbas publicitárias. Ele cita como exemplo o interesse de empresas como Ourocard e Kia Motors em patrocinar o Prêmio Paladar (que leva o nome do suplemento de gastronomia do jornal O Estado de São Paulo), realizado pelo grupo no fim de novembro. “São marcas que não estão diretamente ligadas à gastronomia, mas que apostaram na aderência que o assunto tem junto aos seus targets”, diz. “A revista especial sobre o tema teve mais de cem anunciantes.”

Segundo Ruivo, a área de projetos especiais vem ganhando participação no faturamento total do grupo desde a sua criação, em 2006. Neste ano, o faturamento do setor deve crescer 25% em relação a 2008. “Entendemos que o nosso principal ativo é a informação. E hoje ela está presente com as mesmas características do impresso em várias plataformas. A marca Estado empresta seu valor em todas essas ações”, diz.

Na Gazeta do Povo, os projetos especiais representam 6% do faturamento da área comercial, segundo a diretora da área, Luciana Lima. “E a nossa expectativa é que o porcentual chegue a 10% até o fim de 2010”, diz. “Estes projetos dão chance para que as pessoas possam interagir mais com a marca e o próprio conteúdo. Assim, conseguirmos envolver mais os anunciantes e os leitores. E, do ponto de vista comercial, oferecemos pacotes ainda mais interessantes, que vão muito além do centímetro/coluna.”

A equipe, criada há cinco anos, trabalha atualmente com a comercialização do projeto para a Copa do Mundo de 2010, que acontece na África do Sul. O projeto inclui cadernos especiais, encartados no jornal, blogs e outros canais on-line e promoções para leitores – foi criada, por exemplo, uma coleção exclusiva de copos, que serão distribuídos para assinantes em blitzes nas ruas, depois do início da cobertura. “Ligamos uma necessidade editorial nossa, de cobrir a Copa, com uma demanda do próprio mercado”, diz Luciana.


Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Jornais precisam cobrar por conteúdo na web, diz WAN

Estudo da associação mundial aponta que receita publicitária digital não está decolando
Ricardo Gandour, ENVIADO ESPECIAL, HYDERABAD, ÍNDIA

O faturamento das atividades digitais das empresas jornalísticas está crescendo mais devagar, obrigando os jornais a rever seus modelos de negócio - como, por exemplo, abraçar de vez a ideia de cobrar pela distribuição digital. Essa é a principal conclusão do trabalho anual "Tendências", apresentado na tarde de ontem na abertura do 62º congresso da Associação Mundial de Jornais (WAN, na sigla em inglês).

O estudo, conduzido pela consultoria PricewaterhouseCoopers, aponta que em 2008 o bolo publicitário global dos jornais foi de US$ 182 bilhões, dos quais apenas US$ 6 bilhões vieram da internet. O mesmo estudo projeta que as vendas digitais não passarão de US$ 8,4 bilhões em 2013 e que, neste ano, a soma das receitas do impresso e do digital não superarão as vendas "de papel" em 2008.

"Tão cedo as vendas digitais não compensarão a queda das receitas dos impressos", disse Timothy Balding, co-CEO da WAN. "Se os jornais quiserem manter sua liderança em conteúdos de qualidade, alguém vai ter de pagar por isso. Vamos ter de resolver a questão do pagamento digital, e rápido", disse Balding. O assunto esteve presente em todas as mesas de debate do congresso e também do 16º Fórum Mundial de Editores, que acontece em paralelo. "Para continuar competindo, os jornais terão de reassumir o controle do conteúdo", frisou.

BOAS NOTÍCIAS

O levantamento também trouxe algumas boas notícias. "Não é o apocalipse", disse Balding. Em 2008 (último ano fechado da série estatística - a crise adiou o congresso, programado originalmente para março, e também o fechamento da pesquisa), a circulação dos jornais pagos cresceu 1,3% em relação ao ano anterior, e 8,8 % nos últimos cinco anos. O desempenho global foi significativamente impactado pelo crescimento nos mercados emergentes. "Mas, mesmo nos mercados maduros, caso da Europa, a circulação caiu menos de 3% nos últimos cinco anos", disse Balding.


NÚMEROS

1,9 bilhão
de pessoas, ou 34% da população mundial, lê um jornal todo dia

24% da população
mundial usam a internet

107 milhões
de exemplares por dia é a circulação média dos jornais na Índia, ou 20% da circulação mundial. É o maior mercado mundial
60% da circulação
mundial de jornais está nos mercados da Índia, China e Japão

612 exemplares
por mil habitantes é a penetração dos jornais no Japão, o melhor índice mundial, seguido pela Noruega (576) e Finlândia (482)

91% dos japoneses
leem um jornal diariamente

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mídia digital exige transparência

Durante evento em Curitiba, especialistas em marketing e comunicação falam sobre a atuação das empresas nas redes sociais

Publicado em 01/12/2009 Cinthia Scheffer
Novas mídias e consumidores cada vez mais atuantes estão mudando a natureza das marcas e obrigando as empresas a repensarem a maneira como trabalham. “Muitas empresas vão ter que mudar radicalmente sua maneira da fazer negócio, ou serão varridas do mercado. A mídia digital está criando uma nova democracia ”, defendeu ontem o diretor mundial de marketing da Unilever, Simon Clift, que participou do Fórum de Marketing Curitiba 2009, promovido pela Univer­sidade Positivo.

Na avaliação do executivo, um dos grandes desafios do profissional de marketing hoje é saber conviver com essa realidade nas quais as marcas são “plataformas de conversação”, pontos de contato entre empresas e consumidores. Neste cenário, alerta, é fundamental levar em conta o que pensa e diz o consumidor e ser transparente. “Não se faz mais comunicação de cima para baixo, onde a empresa diz e o cliente simplesmente ouve. Nesse novo mundo há acesso mais rápido e há muito mais informação. Sobretudo, com mais transparência.”

Impacto

Para Clift, cabe às empresas não apenas cumprirem o que prometem, mas também adotarem práticas que realmente influenciem positivamente a sociedade onde elas atuam. “Não se trata de filantropia, mas de programas de marketing com impacto social”, diz. “Qualquer marca que não perceba sua responsabilidade na sociedade, cedo ou tarde vai ter que prestar contas.”

A transparência, na avaliação do vice-presidente da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), Guilherme Cunha Pereira, é fundamental em uma sociedade em rede. Em sua palestra, Cunha Pereira falou sobre o futuro da comunicação e do papel relevante que as redes sociais certamente terão. “Em grupos, os indivíduos se tornam comunidades organizadas que podem mover montanhas”, diz. Mas o mais importante, diz o vice-presidente, é pensar no rumo, no sentido em que essas montanhas serão movidas. “É essa dimensão que define o futuro. Ele não é fruto de determinismos tecnológicos.”

O vice-presidente da RPC defendeu ainda que não faz mais sentido pensar na comunicação de maneira analógica, e destacou que muitas empresas estão se definindo pelo conteúdo , e não pela plataforma usada. Cunha Pereira diz que o impacto das novas tecnologias na comunicação é inegável, mas alerta que é preciso ser cauteloso em relação a teorias que anunciam o fim das mídias tradicionais. “Há muitos espaços distintos, momentos e desejos na vida das pessoas.”

Para mostrar como a tecnologia pode ser aliada da comunicação neste cenário, os executivos da empresa portuguesa YDreams encheram o Teatro Positivo de bolhas de sabão virtuais (a partir da tecnologia da realidade aumentada). Miguel Remédio e António Câmara apresentaram cases desenvolvidos pela agência para clientes do mundo todo usando tecnologias que permitem a interatividade entre o consumidor e a propaganda. “Os consumidores estão cada vez mais desinteressados, querendo fugir da publicidade, e com menos tempo. É preciso se destacar. E usamos a interatividade para que ele deixe de ser um mero espectador”, diz Câmara.

Fonte: Gazeta do Povo

Censura prévia, nunca mais

Por: Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais

Nos próximos dias o Supremo Tribunal Federal deverá julgar ação do jornal O Estado de S.Paulo contra censura que vem sofrendo há mais de 120 dias, impedido que está por decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal de publicar reportagens sobre operação da Polícia Federal que investigou denúncias de corrupção contra o empresário Fernando Sarney. O Supremo, que há alguns meses acabou com a autoritária Lei de Imprensa do regime militar, poderá, agora, fechar o ano com uma palavra definitiva em favor da liberdade de expressão e contra todo e qualquer tipo de censura prévia.

Por ocasião da última Assembleia Geral Sociedade Interamericana de Imprensa, realizada em Buenos Aires, no início de novembro, o caso do O Estado de S.Paulo foi considerado “emblemático” da gravidade dos crescentes e sucessivos episódios de censura prévia por determinação judicial registrados no Brasil, por sua duração e pela inconsistência jurídica das decisões tomadas. O julgamento, que promete ser histórico por seus desdobramentos, acontecerá graças ao acórdão sobre a Lei de Imprensa, do ministro Carlos Ayres Britto, recentemente divulgado.

É um texto memorável, que não deixa dúvida sobre a compreensão do Supremo quanto à liberdade de imprensa no Brasil. “Não há liberdade de imprensa pela metade ou sob as tenazes da censura prévia, inclusive a procedente do Poder Judiciário”, diz o texto. O Supremo não poderia ter sido mais claro e preciso. Pois foi exatamente com base nesse acórdão que os advogados do “Estadão” entraram com uma ação judicial chamada simplesmente de “Reclamação”. Eles reclamam que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal não está cumprindo o que determina a mais alta instância do Poder Judiciário brasileiro.

A expectativa de todos que consideram a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão como valores maiores da democracia é que o Supremo, no caso, mostre na prática aquilo que já definiu conceitualmente. Desta forma, estará apontando o caminho a ser seguido por todos os juízes que no futuro venham a se manifestar sobre a possibilidade da censura prévia.

O entendimento de que a censura prévia é uma afronta ao direito dos cidadãos de serem livremente informados e, portanto, uma afronta à própria democracia, implica também na certeza de que toda veiculação de informação ou opinião pode ser posteriormente punida caso se comprove mentirosa ou caluniosa. É dessa forma que se pratica o jornalismo responsável - independente, instigante, a serviço do interesse público, mas necessariamente cumpridor das leis que regem toda a sociedade. Censura prévia é um instrumento típico do autoritarismo, em que alguns decidem o que todos podem ou devem expressar e tomar conhecimento. Era assim no regime militar, quando censores ligavam para as redações dizendo o que podia ou não podia ser publicado. Ou quando censores ficavam nas próprias redações, vigiando cada vírgula do que se escrevia e determinando o que deveria ser cortado.

Nestes novos tempos inaugurados pelo julgamento da Lei de Imprensa, em que o Supremo reafirma a liberdade de imprensa como um sobredireito, não é adequada qualquer decisão judicial que venha impedir as informações de chegarem aos cidadãos. Mas, certamente, caberá aos mais altos representantes desse Poder Judiciário, no julgamento dos próximos dias, restabelecerem o que determina a Constituição. Censura prévia, nunca mais!

Fonte: Diário Popular

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Jornais discutem o presente e, principalmente, o futuro

Cidade indiana é sede do congresso da Associação Mundial de Jornais e do Fórum Mundial de Editores
Ricardo Gandour, do Grupo Estado

HYDERABAD, Índia - Começa nesta terça-feira, 01, mais um congresso da Associação Mundial de Jornais, junto com o Fórum Mundial de Editores. São eventos em paralelo, o primeiro ocorre há 62 anos, e o segundo há 16, cada ano num país. Hyderabad, cidade do leste da Índia, é a anfitriã desta vez. Entre os publishers, CEOs e editores-chefe diz-se "é o congresso da WAN", numa referência à sigla em inglês da entidade.

Hyderadab nem sente
Os cerca de 1.500 participantes não serão suficientes para mudar a rotina dos 6 milhões de hyderabadenses. A sensação é que todos eles estão andando pelas ruas, a pé, de carro, lambreta ou principalmente espremidos em triciclos amarelos, espécies de romisetas feitas mini-táxis, cujos motoristas carregam quantos o cliente quiser - mesmo! Sexta cidade da Índia, é a capital da alta tecnologia para exportação, mas com precária infra-estrutura elétrica para consumo interno - a regra nos postes são os "gatos". O trânsito é caótico, semáforos e faixas de pedestre são raros e o acessório mais usado pelos motoristas é a buzina.

Mesas bem redondas
A "Wan" começa só na terça, mas nesta segunda, como acontece todo ano, tivemos as tradicionais mesas-redondas, espécie de pré-congresso. Chris Elliot, editor-chefe do jornal inglês "The Guardian", está numa delas, cujo título, provocativo, é "Imprensa Livre: Quão boa é uma Missão sem um Modelo de Negócio?". "Claro que o desempenho econômico é a base para que se possa ter jornalismo de qualidade. Bancar um repórter em Bagdá não sai menos de 300 mil dólares por ano", disse Elliot - que toca um jornal com modelo de negócio peculiar, já que pertence a uma fundação. A mesa é mesmo bem redonda: o debate é intenso entre palestrantes e audiência.

Conversa com Chris Elliot

Logo após a mesa redodnda, Elliot falou ao Estado:
O sr. mencionou que vê o poder legislativo perdendo poder em seu país, nas últimas décadas. A chamada "imprensa tradicional" parece também estar perdendo poder. Como vê esses dois movimentos?

Eles estão acontecendo em paralelo. Eu vejo em meu país a crescente força do poder executivo, em detrimento do legislativo. Os ministros, antes de tomarem decisões, vêm cada vez menos falar com o parlamento, se compararmos com tempos atrás. E o canal de reverberação do parlamento, junto à sociedade britânica, sempre foram os jornais, o que é bom para a democracia. Mas o hábito de leitura está mudando, as pessoas têm dedicado menos tempo às leituras mais aprofundadas, que consomem mais tempo. Isso já acontecia antes das novas mídias, mas estas aceleraram fortemente o fenômeno, provocando uma mudança radical nos modos de consumir informação. Mas os jornais têm que se adaptar a isto, tomando providências para que continuem atrativos. Minha grande preocupação é com a nossa imprensa regional, que sempre foi muito forte e crítica em relação aos governos e instituições de suas regiões. Hoje sinto que eles têm menos condições de bancar uma equipe qualificada e mais numerosa para manter essa missão com bom nível.

A sociedade se acostumará a esses novos padrões, aceitando-os? Qual o futuro do jornalismo?

Eu não acho que as necessidades das pessoas tenham mudado, acho que elas ainda querem consumir os frutos do bom jornalismo, as boas reportagens, reveladoras e bem editadas. Mas o público fará isto por meio de várias mídias, ao mesmo tempo de forma complementar. As empresas jornalísticas têm que entender isto e seguir editando em vários meios, no papel, na web, no twitter, blogs. Vamos em frente!

Liberdade russa
Irina Samokhina edita há 20 anos um jornal independente (leia-se 100% não pertencente ao governo) no sul da Rússia. "A pressão do governo hoje é muito mais sofisticada. A reação a uma reportagem crítica por vezes é o silêncio, acompanhado de manobras para esvaziar o assunto, desacreditar o jornal perante os leitores", afirmou. Dos 240 milhões de habitantes, apenas 30 milhões já têm acesso à internet.

E na Venezuela...
Miguel Henrique Otero dirige o "El Nacional", jornal venezuelano de oposição a Hugo Chávez fundado pela família há 64 anos. Na plateia, ele pediu a palavra para comentar as restrições de liberdade de imprensa em seu país. Depois, ele ampliou o assunto em conversa com o Estado:


O sr. disse que as empresas estatais estão boicotando o seu jornal, retirando o equivalente a 18% do faturamento publicitário do "El Nacional". Como estão lidando com isso?

É isso, é não é apenas um problema econômico. O plano de Chávez é ter uma hegemonia comunicacional. Isso significa "uma só voz". E o governo tem aplicado diversos métodos contra a imprensa independente. Começaram com agressão direta aos jornais, rádios e jornalistas. Há centenas de denúncias, junto a entidades internacionais, de ataques e agressões. Depois veio o ataque financeiro, retirando toda a publicidade oficial de todos os meios independentes.

A novidade agora são as mudanças na legislação, uma arquitetura legal que vai contra a imprensa independente, criminalizam jornalistas e frequentemente provocam o fechamento de jornais e rádios. Nos últimos três meses 24 estações de rádio encerraram atividades. Chávez está estendendo essa estratégia ao "seu" bloco, quero dizer Nicarágua, Bolívia, Equador e, provavelmente, o Uruguai. E veja a Argentina também com dificuldades. Então o problema é do continente.

Qual o impacto dessa situação no relacionamento com os jornalistas?
Não temos tido problemas. Eu penso que os jornalistas veem sua atividade como uma forma de lutar contra Chávez. Mas Chávez tem usado muitos métodos para desmoralizá-los como, por exemplo, programas nas redes de televisão estatais em que jornalistas são frequentemente insultados e ofendidos.

A abertura oficial
O pré-congresso da segunda-feira termina com a abertura "oficial" -um jantar-show no gramado de um dos novos hotéis de Hyderabad (que aliás é um canteiro de obras; como nas cidades chinesas, há sempre algo em construção). No palco, danças folclóricas. O olhar das belas dançarinas também se contorce ao som das melodias. A sensualidade parece uma vocação indiana, embora não se note em público, comenta o roteirista francês Jean-Claude Carrière em seu livro "Índia". Na terra onde nasceu o kama sutra, "os indianos acusam os ingleses de lhes terem trazido o puritanismo vitoriano", escreveu.

Fonte: estadao.com.br

domingo, 29 de novembro de 2009

Ainda podemos salvar a Amazônia

Poderíamos eliminar 17% de todas as emissões, se pu­­déssemos interromper o des­­matamento e as queimadas nas florestas tropicais

Publicado em 22/11/2009 Thomas L. Friedman
Não importa quantas vezes nós as vemos: há estatísticas que simplesmente nos impressionam. A que sempre me deixa perplexo é esta: imagine se pe­­gássemos todos os carros, caminhões, aviões, trens e navios do mundo e acrescentássemos mais a poluição do escapamento de todos os anos. A quantidade de dióxido de carbono (CO2) que todos esses carros, caminhões, aviões, trens e navios emitem de forma coletiva na atmosfera é, na verdade, menor que as emissões de carbono anuais resultantes do corte e do desmatamento de florestas tropicais em lugares como Brasil, Indonésia e Congo. Perdemos uma floresta tropical do tamanho do estado de Nova Iorque a cada ano, e o carbono emitido na atmosfera hoje corresponde a aproximadamente 17% de todas as emissões globais que contribuem para as mudanças climáticas.

Vai levar muito tempo para transformar a frota mundial de transporte em uma frota livre de emissões. Porém, no momento – tipo, amanhã –, poderíamos eliminar 17% de todas as emissões, se pudéssemos interromper o desmatamento e as queimadas nas florestas tropicais. Mas, para isso, é necessário colocar em prática um novo sistema de desenvolvimento econômico – um que torne mais lucrativo para países pobres e com florestas preservar e gerenciar suas árvores, em vez de cortá-las para produzir móveis ou plantar soja. Sem um novo sistema para o de­­senvolvimento econômico nos trópicos ricos em madeira, podemos dizer adeus às florestas.

O antigo modelo de crescimento econômico vai devorá-las. A única “Amazon” que seus netos vão conhecer é aquela que termina com ponto-com e vende livros. Para melhor entender a questão, estou visitando a Flo­­resta Nacional do Tapajós no co­­ração da Amazônia brasileira, em uma viagem organizada pela Conservation International e o governo brasileiro. Ao voar para cá em avião de hélice a partir de Manaus, você consegue entender por que a floresta amazônica é considerada um dos pulmões do planeta.

Até a 6.100 metros, tudo que se vê, em todas as direções, é uma expansão contínua de copas de árvores que, vistas de cima, parecem um infinito tapete de brócolis. Quando chegamos em terra, fomos de carro de Santarém a Tapajós, onde nos reunimos com a cooperativa comunitária que gerencia negócios ecológicos aqui, responsáveis pelo sustento das 8 mil pessoas que vivem nesta floresta protegida.

O que se aprende quando vo­­cê visita uma pequenina comunidade brasileira que de fato vive da e na floresta é uma verdade simples, mas crucial: para salvar um ecossistema natural, é preciso um ecossistema de mercados e governança. “Precisamos de um novo modelo de desenvolvimento econômico – baseado em aumentar o padrão de vida das pessoas ao manter seu capital natural, não apenas convertendo aquele capital natural em criação de gado, agricultura industrial ou corte de madeira”, disse José Maria Silva, vice-presidente para a América do Sul da Conservation International. No momento, as pessoas que protegem a floresta recebem uma mi­­xaria – em comparação àqueles que a exploram –, embora saibamos que a floresta faz tudo, de manter o CO2 fora da atmosfera a manter o fluxo de água fresca nos rios. A boa notícia é que o Brasil tem posto em prática todos os elementos de um sistema para compensar os moradores da floresta por preservá-la. O Brasil já separou 43% da floresta amazônica para conservação e grupos indígenas. Entretanto, outros 19% da Amazônia já foram desflorestados por agricultores e fazendeiros. Assim, a grande questão é: o que vai acontecer com os outros 38%? Quanto mais o sistema brasileiro funcionar, mais desses 38% será preservado e menor será a redução de carbono que o mundo inteiro terá de empreender. Mas isso custa di­­nheiro. Os moradores da reserva Tapajós já estão organizados em cooperativas que vendem ecoturismo em trilhas florestais, mó­­veis e outros produtos de madeira feitos a partir de cortes seletivos sustentáveis, além de uma linha de bolsas bastante atraente feita de “couro ecológico”, também conhecido como borracha da floresta. Eles também recebem subsídios governamentais. Sérgio Pimentel, 48 anos, me explicou que costumava cultivar cerca de 2 hectares de terra para subsistência, mas agora está usando menos da metade de um hectare para sustentar sua família de seis pessoas. O restante da renda vem através dos negócios da cooperativa. “Nascemos nesta floresta”, acrescentou. “Então, sabemos a importância de sua preservação, mas precisamos ter um acesso melhor aos mercados globais para os produtos que criamos aqui. Você pode nos ajudar nisso?” Existem cooperativas como essa por todas as áreas protegidas da Floresta Amazônica. Porém, o sistema precisa de di­­nheiro – dinheiro para expandir para mais mercados, dinheiro para manter o monitoramento policial e o cumprimento das leis ambientais, e dinheiro para melhorar a produtividade da agricultura em áreas já degradadas, para que as pessoas não ocupem mais floresta. Qualquer que seja o projeto de lei de energia e clima aprovado no congresso americano, qualquer que seja o cenário resultante da conferência de Copenhague em dezembro – eles devem incluir recursos para financiar sistemas de conservação da floresta tropical como esses do Brasil. Os últimos 38% da Amazônia ainda estão disponíveis para quem pegar. Está lá, podemos salvar. Nossos netos vão agradecer.

Thomas Friedman é colunista do New York Times, vencedor de três prêmios Pulitzer.

Fonte: Gazeta do Povo

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Luis Fernando Verissimo autografa seu novo livro em Curitiba

Um dos mais importantes escritores brasileiros da atualidade. Essa é a melhor definição para falar de Luis Fernando Verissimo - conhecido por seus inúmeros livros, crônicas e textos de humor publicados diariamente em vários jornais do país.

Recatado, voz baixa e sem dar muitas entrevistas, ele prefere não falar de si. Mas quando aborda os assuntos que envolvem o país e o mundo, a genialidade vem à tona da mesma forma com que suas palavras descrevem com maestria as situações hilárias de suas histórias.

E por falar em humor, mais um trabalho acaba de chegar ao mercado editorial, “Os Espiões” (ed. Alfaguara, 144 pág., R$ 31,90). Dessa vez, um romance que o próprio Verissimo considera “seu”, do início ao fim, já que nunca havia escrito antes um romance por impulso próprio. “Esse aí eu mesmo resolvi me encomendar”, comenta.

Para os admiradores do escritor, aí vai uma excelente e rara oportunidade de encontrá-lo pessoalmente. No próximo dia 30 de novembro (segunda-feira), ele autografa a obra a partir das 19h30, na Livrarias Curitiba Megastore do Shopping Palladium (av. Presidente Kennedy, 4121, loja 2047, piso L2, Portão, tel. 41-3330-6749). A entrada é franca e desde o dia 21 estão sendo distribuídas 200 senhas nas oito lojas da rede na capital paranaense. Cada senha dá direito a dois autógrafos por pessoa. Somente quem tiver a senha e o livro poderá pegar autógrafo com o autor.

Enredo
Ainda se curando da ressaca do final de semana, na manhã de uma terça-feira, o funcionário de uma pequena editora recebe um envelope branco, endereçado com letra cursiva. Por pouco ele não o lançou direto para o lixo. Frustrado na vida profissional, desiludido com as mulheres, esse infeliz funcionário não costuma ter boa vontade com a humanidade. Mas algo chama sua atenção, a escrita trêmula, a florzinha no lugar do pingo do i – e assim o envelope pousa em sua vida como um pássaro perdido.

Dentro, as primeiras páginas de um livro de confissões escrito por uma certa Ariadne, que promete contar sua história com um amante secreto e depois se suicidar. Amante de histórias policiais, o editor fica fascinado pelo texto assinado por ela, apesar de seus erros gramaticais e a falta absoluta de vírgulas. Inspirado por John le Carré, ele vai convencendo seus amigos de bar a acompanhá-lo numa missão tão fascinante quanto patética: capturar Ariadne e salvar sua vida.

Mas quem é Ariadne? Na mitologia grega, a filha de Minos, rei de Creta, ajuda Teseu a sair do labirinto depois de ele matar o Minotauro. Em Os Espiões, Luis Fernando Verissimo, um dos autores de humor mais criativos e respeitados do país, cria uma Ariadne às avessas, que vai enfeitiçando o protagonista e seus amigos de bar, os deliciosos e risíveis espiões deste livro.

Sexto romance do autor, o livro de estreia na Alfaguara é o primeiro que o próprio Verissimo considera “seu”, do início ao fim, já que nunca havia escrito antes um romance por impulso próprio. As demais narrativas do gênero que o autor escreveu (O Jardim do Diabo, O Clube dos Anjos, Borges e os Orangotangos Eternos, O Opositor e A Décima Segunda Noite) nasceram todas de provocações ou de encomendas das editoras.

Carreira
Questionado se o fato de ser filho de Erico Verissimo o intimidou na hora de escolher a profissão de escritor, ele responde. “Sempre convivi bem com a notoriedade do meu pai, porque ele convivia bem com ela e nunca se deslumbrou com a popularidade. De certa maneira, este traço se refletiu no resto da família. Pelo menos conscientemente, nunca tive esse tipo de problema. Inconscientemente, talvez: comecei a escrever bem tarde, já aos 30 anos, no jornalismo. Talvez o fato de ser filho de escritor me tenha feito achar inconscientemente que eu não podia ser escritor. A vocação se revelou um pouco tarde. Mas na verdade, não senti problema. Tenho certeza de que o fato de ter um sobrenome também me ajudou”.

Entre os inúmeros personagens que criou ao longo da carreira, ele destaca alguns – sem ter paixão mais arrebatadora. “O Analista de Bagé, pela repercussão que teve, é muito importante na minha vida. O Ed Mort, uma paródia literária, foi bom de fazer. Mas não tenho preferência por nenhum desses meus filhos”, fala.

Perfil
Luis Fernando Verissimo nasceu em setembro de 1936. É um dos mais importantes escritores brasileiros da atualidade.

Cronista dos jornais O Globo, Zero Hora e O Estado de S.Paulo, tem seus textos lançados pela Editora Objetiva desde 1999, em coletâneas de sucesso como O Melhor das Comédias da Vida Privada, As Mentiras que os Homens Contam, Banquete com os Deuses e, mais recentemente, O Mundo é Bárbaro. Como romancista, é autor dos best-sellers O Clube dos Anjos e A Décima Segunda Noite, entre outros. Vive em Porto Alegre com a mulher, Lúcia, e tem três filhos.

Serviço
O que: Lançamento do livro “Os Espiões” e sessão de autógrafos com Luis Fernando Verissimo.
Quando: Dia 30 de novembro (segunda-feira), às 19h30.
Onde: Livrarias Curitiba Megastore do Shopping Palladium (av. Presidente Kennedy, 4121, loja 2047, piso L2, Portão, tel. 41-3330-6749).
Quanto: A entrada é franca. Desde o dia 21 estão sendo distribuídas 200 senhas nas oito lojas da rede na capital paranaense. Cada senha dá direito a dois autógrafos por pessoa. Somente quem tiver a senha e o livro poderá pegar autógrafo com o autor.

Mais informações:
Grupo Livrarias Curitiba
Jornalista / Assessor de Imprensa: João Alécio Mem
Tel. 41-3330-6792 / 9124-9748
Fax 41-3330-5132
E-mail: imprensa@livrariascuritiba.com.br
Site: http://www.livrariascuritiba.com.br/





Novo Centro de Atenção Psicossocial atenderá dependentes químicos

Prefeitura vai inaugurar o Caps no próximo dia 27

No próximo dia 27 de novembro será inaugurado em Pinhais mais um Centro de Atenção Psicossocial. Para quem não sabe, o CAPS é um dispositivo de assistência, aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde, que faz parte da rede de saúde mental. Atualmente o município conta com o CAPS II, destinado ao atendimento de pessoas portadoras de transtornos mentais, maiores de 18 anos. O novo centro será da modalidade AD que atenderá pessoas portadoras de transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas, como álcool e drogas.

De acordo com a OMS- Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 15% da população mundial apresenta algum tipo de dependência. Em Pinhais é grande a demanda de pacientes com estes problemas, que agora terão um lugar específico para receber atendimento. "O objetivo é oferecer atendimento exclusivo a esta parcela da população. Realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social, por meio do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários", explicou secretária de saúde, Vilma Serra.

O CAPSad oferecerá três modalidades de atendimento para as pessoas que sofrem com o alcoolismo e a dependência química no município. "A forma de atendimento ao paciente será definida de acordo com o estado em que ele se apresente, e será alterada seguindo a evolução do caso", explicou a gerente de saúde mental do município, Adriana Perotoni. Serão oferecidas as modalidades de tratamento Intensivo (cinco dias por semana), Semi-intensivo (três dias por semana) e Não intensivo (três vezes ao mês).

A previsão é que a novo Centro atenda 190 usuários por mês, sendo 40 em regime de tratamento intensivo, 60 no semi intensivo e 90 no não intensivo. "A metodologia de trabalho é diferente. Serão desenvolvidas diversas atividades para recuperar os pacientes, e evitar o isolamento e internamento deles", comentou, Isoli Poulmann, Coordenadora do CAPSad.O atendimento na unidade será realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por, psiquiatra, clínico geral, enfermeiro, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, técnicos de enfermagem, oficineiros e assistente administrativo.

Qualquer pessoa do município que tiver problemas com dependência e precisar de atendimento, pode procurar a Unidade de Saúde mais próxima da sua casa ou ir diretamente ao CAPSad que ficará na rua Antonio Andrade, n° 153, Vila Maria Antonieta.

Fonte: Assessoria/Prefeitura Municipal de Pinhais

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Twitter X Orkut

O Orkut começa a sair da moda e a perder força em média semanal de visitas. E o seu inimigo nem é o Facebook, como poderíamos imaginar. Segundo pesquisa feita pela InPress Porter Novelli em parceria com a empresa de monitoramento E-life, o brasileiro acessa o Orkut entre duas a quatro vezes por semana, em média. Já o Twitter, que exige interação praticamente em tempo-real, recebe visitas de um mesmo usuário até 7 vezes na mesma semana, indicando hábito diário. Apesar da queda, o Orkut ainda é a rede social com o maior número de usuários cadastrados no Brasil: quase 90%, contra 80% do Twitter e YouTube, e 57% do Facebook. A pesquisa ainda ressalta que a forma de interação do usuário com o site varia entre as redes analisadas, com o Twitter sendo mais usado para a leitura de notícias, enquanto o Orkut serve para contato entre amigos.

Fonte: Bem Paraná

Editoras avaliam bloqueio ao serviço de notícias do Google

Bloomberg, de Nova York e San Francisco
25/11/2009


Editoras dos jornais americanos "Denver Post" e do "Dallas Morning News" devem retirar algumas de suas reportagens do site de notícias do Google, seguindo o exemplo da News Corporation, dona de títulos como "Times", de Londres, e o "New York Post". A News Corporation avalia bloquear o sistema de pesquisa do Google e negocia com a Microsoft a exibição de seu conteúdo no site de buscas Bing, afirmaram ontem fontes familiarizadas com a negociação.

O Grupo MediaNews bloqueará o Google News quando ele começar a atrair leitores na Pennsylvania e na Califórnia para acessar o conteúdo on-line no próximo ano, afirmou o presidente do grupo, Dean Singleton. Dona do "Morning News", a A.H. Belo Corporation também pode adotar taxas para acesso ao conteúdo on-line e bloquear o Google, afirmou seu vice-presidente, James Moroney. O bloqueio do site seria parte de uma estratégia mais ampla, disse.

Editoras estão se voltando contra o Google, que exibe gratuitamente manchetes e trechos das reportagens em seu site de notícias. O chefe da divisão de notícias do Google, Josh Cohen, afirma, porém, que menos de 1% das editoras optaram por não participar do serviço. "A razão porque eles não optam por ficar fora do serviço é que estão ganhando algo nessa relação", afirmou Cohen.

Menos de cem editoras bloquearam completamente seu conteúdo na pesquisa do Google News. As editoras americanas registraram queda de 28% na receita com publicidade impressa e on-line no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo intervalo do ano passado, informou a Associação de Jornais da América.

Fonte: Valor Online

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Clipping de clipping

Um seleção de materias interessantes coletados em nosso clipping. Clique aqui e aproveite a leitura!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Linha dura contra aluno agressor

Projeto de lei prevê transferência para aluno que agride professor e multa para escola
Publicado em 19/11/2009 Tatiana Duarte

Um projeto de lei que tramita no Senado, em caráter conclusivo, cria medidas de proteção para o professor agredido, prevê punições para o aluno que comete agressão e ainda possibilita a aplicação de multa contra o estabelecimento de ensino que não der conta de resolver conflitos originados da relação entre aluno e professor. Aprovado pela Comissão de Educação e Cultura do Senado, o Projeto 191/2009, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), segue para aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser encaminhado para apreciação na Câmara dos Deputados.

Paim diz que usou como base em sua elaboração um estudo desenvolvido na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) que traça as situações de violência nas escolas e mostra que educadores se sentem desprotegidos para exercer suas atividades. “Historicamente nossa sociedade culpa o professor. É preciso haver uma medida que o resguarde. O professor não pode ser tratado como um ser de segunda categoria”, diz Paim.

Preocupante

Na opinião da presidente da APP-Sindicato (entidade que representa os professores da rede pública estadual no Paraná), Marlei Fernandes, é preocupante que uma proposta com este teor esteja em discussão. Para Marlei, o foco não deve estar na violência já instalada, mas na prevenção. “Há muito tempo temos dito e apresentado à sociedade que a violência social afeta a escola pública. O melhor seria ter políticas públicas que garantissem condições para que os educadores encaminhassem alunos para programas alternativos”, afirma. O presidente da União Paranaense de Estudantes Secundaristas (Upes), Rafael Clabonde, também defende mais investimento em educação. “Ambos os atores são reflexos do meio em que vivem”, ressalta.

A psicóloga e coordenadora do Projeto Não Violência, Adriana Cristina de Araújo, ressalta que encontrar culpados só deve acirrar ainda mais o clima entre alunos e professores. “Os professores não estão preparados para lidar com a agressividade dos alunos”, comenta. O projeto trabalha com a criação de cultura de paz em escolas e oferece capacitação para educadores. Outras informações no site www.naoviolencia.org.br.

A proposta

O Projeto de Lei 191/2009, que tramita no Senado, prevê medidas de proteção ao professor e mais punição ao aluno. Entenda:

Violência contra o professor
- É ação praticada contra o professor em exercício de sua profissão. Dá prazo de 48 horas para que caso seja encaminhado ao MP. O juiz pode pedir auxílio da polícia.

Aluno agressor
- Constatada a agressão, pode ser afastado da escola ou da sala de aula. Dependendo do caso, pode ser proibido de se aproximar do professor ofendido ou de sua família.

Escola
- Os estabelecimentos de ensino devem ter mecanismos de solução de conflito entre professores e alunos. O juiz pode impor multa para a escola que não tenha atuado de forma satisfatória.

* * * * * * * *
Interatividade

Aumentar a punição contra alunos agressores vai diminuir a violência nas escolas?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br
As cartas selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.

Fonte: Gazeta do Povo

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CCJ da Câmara aprova exigência de diploma para jornalistas

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que exige o diploma de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão. A matéria será encaminhada para uma comissão especial criada para analisá-la. Se aprovada pela comissão, será votada pelo Plenário em dois turnos. A informação é da Agência Câmara.

A proposta, do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), foi aprovada juntamente com duas matérias semelhantes que tramitam em conjunto, uma de autoria do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) e outra da deputada Gorete Pereira (PR-CE).

Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o diploma não poderia ser exigido para o exercício do jornalismo, por entender que isso constituiria ofensa ao princípio da liberdade expressão e informação.

O relator da proposta aprovada hoje, o deputado Maurício Rands (PT-PE), não vê ofensa ao principio constitucional da liberdade de informação. "O dispositivo constitucional, não obstante ser bastante objetivo quando assevera que nenhuma lei poderá conter dispositivos que possam causar embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, não deixa à margem de suas preocupações a necessidade de observância de determinadas qualificações profissionais que a lei estabelecer", disse.

Segundo o deputado, seguiu na mesma linha o voto divergente do ministro do STF Marco Aurélio Mello, que chamou a atenção para a necessária capacitação do jornalista. "O jornalista deve ter uma formação básica, que viabilize a atividade profissional, que repercute na vida dos cidadãos em geral", disse o ministro na ocasião.

Rands afirmou ainda que a alteração constitucional proposta não revoga o direito ao integral exercício e reconhecimento profissional, inclusive sindical, de todos os jornalistas possuidores de registro precário.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Projeto e consultoria grátis para a casa


Entidades que prestam serviços gratuitos na área de construção são opções seguras para quem quer construir ou reformar sem gastar muito
Publicado em 11/11/2009 Rafaela Bortolin, especial para a Gazeta do Povo

Procurar por entidades que pres­­­­tam serviços gratuitos de ar­­quitetura e engenharia civil é uma maneira segura e barata de conseguir orientação na hora de projetar, construir ou reformar. No Paraná, ao menos três insti­tui­­­ções oferecem esses serviços.

O Conselho Regional de Enge­nharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná (Crea-PR) ofe­­rece o Casa Fácil: assessoria téc­­nica gratuita para moradias populares. Em mais de 20 anos, a iniciativa já beneficiou 145 mil fa­­mílias em 300 municípios do Pa­­raná. “É importante ressaltar que não construímos as casas. Nosso in­­tuito é deslocar um profissional que orienta o responsável pe­­la obra”, explica Luis Car­los Reis, presidente da Associação dos En­­genheiros e Arquitetos de Campo Largo, uma das 60 entidades-parceiras do programa no estado.

Quem recorre ao Casa Fácil ainda fica isenta das taxas cobradas pelo Crea-PR e não tem despesas com o projeto da moradia. “Em uma obra popular, esse desconto pode render uma economia de até R$ 2 mil”, comenta.

A pessoa deve ter renda abaixo de três salários mínimos e o terreno onde vai construir a casa em seu nome. “A moradia a ser construída deve ter até 70 metros quadrados de área e só pode ser realizada uma edificação por terreno”, explica.

A repositora de supermercado Aracilde Travensoli, moradora de Campo Largo, foi uma das pessoas beneficiadas pelo Casa Fácil. “Meu marido decidiu procurar o programa porque era a forma mais rápida de realizarmos o sonho da casa própria. Em janeiro, nossa expectativa é estar com a casa pronta e decorada”, conta.

Para se inscrever no projeto, o interessado deve procurar a prefeitura local ou a associação de en­­genheiros e arquitetos da cidade.

Sustentabilidade

Já para quem está interessado em tornar seu imóvel mais sustentável, mas não sabe como fazê-lo, uma opção é a consultoria gratuita da Associação Brasileira de Es­­critórios de Arquitetura do Paraná (AsBEA-PR). “Esse trabalho consiste em tirar dúvidas das pessoas sobre sustentabilidade e passar conceitos como economia de luz, energia e água, além de sugerir atitudes que podem tornar a casa menos agressiva ao meio ambiente”, explica Gustavo Pinto, presidente da entidade.

Lançado na 18ª Feira de Imó­veis da Ademi-PR, realizada na semana passada, o serviço não tem data para terminar. “Nos­sa ideia é mantê-lo pelo máximo de tempo possível e atender o má­­ximo de pessoas”. Para se inscrever é só ligar para a Asbea-PR, que fará uma triagem e agendará um horário com um arquiteto.

O Escritório Modelo de Ar­­qui­tetura e Engenharia da Univer­si­dade Federal do Paraná (UFPR), inaugurado há dois meses, é outro exemplo de serviço gratuito na área da construção. É formado por 17 alunos de Engenharia Civil, Elétrica e Arquitetura e desenvolve projetos em parceria com o Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR), o Crea-PR e o Sindicato dos Arqui­tetos e Urbanistas no Estado do Paraná (Sindarq-PR).

A iniciativa rendeu dois projetos na Lapa, atendendo 108 fa­­mílias do MST. “Nesse caso, acompanhamos a reforma das casas e coordenamos a construção de um novo prédio para a escola técnica local”, explica Fágner Zadra, estudante de Engenharia Civil e presidente do escritório. Os interessados precisam procurar o Senge-PR, que é o responsável pela triagem e organização dos pedidos.

Serviço: AsBEA-PR: (41) 3024-0090 (falar com Vanilma). Crea-PR: 0800-410067. Senge-PR: (41) 3224-7536.

Fonte: Gazeta do Povo

10 ITENS QUE MATAM A PRODUTIVIDADE DIÁRIA - POR CHRISTIAN BARBOSA

Um planejamento semanal bem elaborado pode cair por terra quando as atividades diárias pré-estabelecidas são deixadas de lado por motivos circunstanciais ou urgentes, que atrapalham a produtividade. Será que você tem passado por isso? Confira a lista abaixo e veja com quais itens você se identifica.

1 - E-mail - Ficar com e-mail aberto faz o nível de interrupções ficar intolerável, aumenta a ansiedade e a sensação de atividades por fazer. Recomendo definir períodos para lidar com as suas mensagens sendo que no resto do tempo o caixa deve ficar fechada.

2 - Não ter clareza sobre o que fazer - O que você precisa fazer primeiro? Você sabe pelo menos 80% do que deve ser feito hoje? Se não souber responder a essas perguntas, com certeza vai se perder em tarefas circunstanciais.

3 - Estou em Reunião - Uma pesquisa feita pela Triad Consulting, empresa dá qual sou diretor, demonstra que 1/3 das reuniões podem ser canceladas. Então: dieta de reuniões já! Quanto menos, melhor. Se tiver de fazer, seja objetivo, defina pontos de discussão e faça durar no máximo 2 horas.

4 - Redes Sociais - Você usa twitter, facebook, orkut, etc? Controle a ansiedade de ficar conectado a essas redes. Utilize eventuais intervalos no dia ou o horário de almoço.

5 - Falta de energia - Você está cansado, sem pique e não consegue se concentrar? A falta de "energia" rouba muitas horas do dia e faz a pessoa "surfar" em atividades circunstanciais. Tenha hobbies, procure um médico, tome um multi-vitamínico, alimente-se em horários regulares, faça sexo (com freqüência).

6 - Falta de foco - Começa uma atividade e em pouco tempo salta para outra tarefas? Se a atividade for grande, quebre em pequenas atividades, feche qualquer outro software que não esteja usando, coloque o celular no silencioso e, se funcionar para você, ouça música.

7 - Navegador cheio de favoritos - Você abre seu browser para ir em um site, esbarra na lista de favoritos e começa a surfar por outros portais? Instale um novo navegador (sugiro o Safari) e não importe os seus favoritos. No novo browser, com a lista de favoritos zerada, você perde a tentação de ficar navegando a toa.

8 - Messenger, Wave, GTalk, etc - A regra é simples: está ocupado? Fique com status invisível ou offline. Está tranquilo? Fique ausente ou ocupado. Está com tempo para conversar? Fique disponível.

9 - Interrupções - Se muita gente interrompe você, pode ser porque sua comunicação não anda muito adequada. Faça uma revisão de como redige os emails, concede informações e delega atividades.

10 - Tarefas imprevistas, convites inesperados e favores - Que tal falar NÃO de forma concreta (baseado em planejamento X disponibilidade)? Se muitas tarefas imprevistas surgem na sua rotina, é possível que o nível de planejamento não esteja adequado. Repare em quais dias da semana você tem mais imprevistos e utilize isso a seu favor.

*Christian Barbosa - Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro.

www.triadedotempo.com.br e www.maistempo.com.br

Fonte: MaxPress

Órgão de imprensa pede à Argentina que revise lei de mídia

SILVANA ARANTES
da Folha de S. Paulo , em Buenos Aires


A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) pediu a revisão pelo Congresso argentino da recém-aprovada Lei de Serviços Audiovisuais e considerou-a "um indício da deterioração da liberdade de imprensa nas Américas".

A resolução da SIP foi divulgada nesta terça-feira, em Buenos Aires, no encerramento da 65ª assembleia geral da entidade, que reuniu cerca de 500 jornalistas e editores de diversos países, desde a última sexta-feira.

Preocupada com as "consequências negativas" da lei argentina para "a liberdade, a diversidade e a sustentabilidade dos meios de comunicação", a SIP apela aos legisladores que assumirão no próximo mês para que façam uma reforma no sentido de dotar a lei de "critérios razoáveis e condizentes com os parâmetros internacionais em vigor" sobre o tema.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, diz que a Lei de Serviços Audiovisuais tem por objetivo "desmonopolizar o setor" e ampliar o acesso à propriedade de rádios e TVs. Na prática, a lei desfavorece o Grupo Clarín --maior conglomerado de mídia argentino, crítico ao governo--, que terá de reduzir seus negócios no mercado de TV, segundo os limites fixados pela nova lei.

Procurado pela Folha , o governo argentino disse que não pretendia se manifestar sobre a resolução da SIP.

Brasil

O relatório da SIP menciona a censura prévia a que está submetido o jornal "O Estado de S. Paulo" como "um vexame para a democracia brasileira".

O jornal está proibido pela Justiça de publicar dados sobre investigação da Polícia Federal envolvendo Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

A SIP pede que se "restaure a total liberdade de imprensa no Brasil, cuja Constituição proíbe restrições prévias aos meios de comunicação". À família Sarney a SIP "expressa a decepção" por usar "mecanismos que contradizem e violam os direitos de informar e ser informado, que são pilares de um sistema democrático defendidos por essa família no passado".

O presidente do Senado divulgou nota em que critica a conclusão da SIP. "A nota da SIP é tendenciosa e não honra seu nome. Ninguém numa democracia tem o privilégio de não ser demandado na Justiça. Não é verdade que a família Sarney --figura inexistente no direito e no caso concreto-- tenha feito qualquer restrição ao jornal "O Estado de S. Paulo"". A decisão é da Justiça, a que todos somos submetidos, e a ação proposta é de absoluta responsabilidade de meu filho Fernando Sarney, maior de 54 anos de idade e responsável por sua atitudes."

Entre os "incidentes sobre liberdade de expressão" registrados no Brasil pela SIP, figura ainda a proibição pela Justiça do Rio de Janeiro ao colunista da Folha José Simão de escrever sobre a atriz Juliana Paes. Imposta em julho, a proibição foi revogada em setembro.

Outros países

O relatório "denuncia" a Venezuela, pelas "leis violadoras dos princípios democráticos" e confere "a mais profunda condenação à suspensão das garantias constitucionais, que derivaram no desrespeito à liberdade de imprensa, entre outras restrições" em Honduras após o golpe de Estado de 28 de junho deste ano.

Uma resolução exorta Evo Morales a se abster de insultar jornalistas e meios de comunicação --o presidente boliviano reagiu ainda ontem dizendo que a SIP deveria "educar alguns jornalistas" para que o respeitem.

Preocupam a SIP também as restrições à liberdade de imprensa em Cuba e no Equador (veja quadro nesta página).

"Em todo o continente se observa uma injustificada tendência ao autoritarismo", diz o documento da SIP.

Fonte: JusBrasil

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vale-Cultura rumo à aprovação na Câmara dos Deputados

Dois dos quatro relatores do Projeto de Lei que institui o Programa de Cultura do Trabalhador e cria o Vale-Cultura (PL 5798/2009), deputados federais Flávio Dino (PCdoB-MA) e Manuela D’ávila (PCdoB-RS), apresentaram pareceres favoráveis à criação do mecanismo para os trabalhadores.

Dentre as seis emendas sugeridas pela deputada Manuela D’Avila, relatora do PL na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), estão a extensão do benefício a estagiários e a servidores públicos federais – bem como a servidores estaduais, municipais e do Distrito Federal, conforme orçamento de cada ente. A deputada também propôs a obrigatoriedade do fornecimento do Vale-Cultura a todos os trabalhadores com deficiência que recebam até sete salários mínimos mensais.

Já o relator do Vale-Cultura na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), Flávio Dino destaca em seu relatório a ‘elevada qualidade do projeto’ e diz que a iniciativa merece o apoio da Câmara. Tanto Dino quanto D’Avila rejeitaram as emendas do deputado federal Deley (PSC-RJ), que propôs a inclusão de eventos esportivos entre os benefícios do Vale-Cultura.

Como o PL do Vale-Cultura tramita em regime de urgência constitucional, o projeto é analisado simultaneamente nas Comissões Educação e Cultura (CEC), Finanças e Tributação (CFT), na CTASP e na CCJC. As comissões devem votar os pareceres dos relatores na próxima semana, já que a partir de terça-feira (13) o PL “tranca” a pauta de votação da Câmara.




(Texto: Sheila Rezende e Renina Valejo, Ascom/MinC)
Fonte:
blogs.cultura.gov.br

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Homem é preso por sequestrar dados de usuários de redes sociais alemãs

Por Robert McMillan/ IDG News Service
Publicada em 23 de outubro de 2009 às 09h06
Atualizada em 23 de outubro de 2009 às 11h39

Cracker pediu a quantia de 80 mil euros para não vender as informações roubadas de sites.

Um homem alemão teria sido preso depois de rastrear vários dados de sites populares de redes sociais alemães. Em seguida, o suspeito teria tentado extorquir os operadores do site.

O jovem, que não foi identificado, tem 20 anos e vive na cidade de Erlangen, na Alemanha. Foi preso no domingo sob a acusação de extorsão depois da construção de um rastreador que envolveu a StudiVZ, site operado por VZ Networks, disse um porta-voz da companhia sexta-feira.

O rastreador foi capaz de contornar o mecanismo de segurança dos sites e automaticamente fazer um download das informações disponíveis dos usuários, incluindo nome, escola, sexo, idade e foto dos perfis, confirma o porta-voz Dirk Hensen por e-mail.

A VZ Networks afirmou que o cracker VZ não tinha acesso a qualquer informação sensível, como números de telefone e endereços de e-mail, normalmente indisponíveis para outros usuários.

Hensen se recusou a dar mais detalhes sobre o suposto crime. Mas, de acordo com relatórios publicados, o homem ameaçou vender os dados pertencentes aos usuários das redes VZ caso não recebesse em troca 80 mil euros (120 mil doláres).


Fundada em 2005, VZ Networks é responsável pela operação de três sites de rede social em alemão semelhantes ao Facebook: SchülerVZ, StudiVZ e meinvz, com mais de 15 milhões de usuários. StudiVZ, um site para estudantes, foi processado pelo Facebook ano passado sob o contexto de plágio.

Segundo Welt Online os criminosos obtiveram informações sobre mais de 1 milhão de usuários. A VZ Networks informou que já aumentou a segurança para evitar este tipo “arrastão”.
Em 22 de abril deste ano, um usuário de 20 anos chamado matt56444 se utilizou de uma ferramenta semelhante. Por meio de um vídeo inserido na rede, o jovem alegou ser capaz de baixar informações de 48 mil usuários em cerca de quatro horas.

Fonte: IDG NOW!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A diferença entre a Assessoria de Imprensa e a Propaganda

É muito comum termos dúvidas sobre a diferença entre Assessoria de Imprensa e Propaganda. A confusão começa na própria universidade, que trata os cursos de Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Relações Públicas como partes do grande guarda-chuva acadêmico da Comunicação Social. Para quem não é da área, imagine o exercício mental para não chamar erroneamente todos os profissionais de publicitários.
E o quebra-cabeça vai longe se analisarmos qual é a diferença entre Publicidade e Propaganda, se Assessoria de Imprensa é Publicidade, se a Assessoria de Imprensa é uma função mais voltada para jornalistas ou para relações públicas. Mas, para não corrermos o risco de criarmos mais confusão do que esclarecimentos, vamos nos ater à diferença entre a Assessoria de Imprensa e a Propaganda.
Em primeiro lugar, o que existe de unidade é que as duas atividades são estratégias de Marketing. Ambas têm o objetivo de divulgar informação positiva, defender a imagem, reduzir o impacto da informação negativa e, consequentemente, ampliar o mercado consumidor da empresa. Mas o conceito das duas tarefas é diferente.
A Assessoria de Imprensa trabalha com os espaços editoriais dos veículos de comunicação. Ou seja, ela fala com os jornalistas, que publicam as matérias e as reportagens jornalísticas. Já a Propaganda se atém aos espaços comerciais, mais comumente conhecidos como anúncios. E o contato será feito sempre com o departamento comercial do veículo de comunicação.
Com os serviços de Assessoria de Imprensa, as informações publicadas sobre sua empresa serão gratuitas e fruto de uma sugestão enviada à redação, usada de acordo com o interesse do jornalista e do espaço disponível. O jornalista poderá usar o texto enviado pela Assessoria de Imprensa da forma como achar melhor. Pode publicar apenas uma parte do texto encaminhado, complementar o material com uma entrevista com o porta-voz da sua empresa, usar o material junto com outras informações ou não usar nada.
Como tudo vem em forma de sugestão e sem nenhum acordo comercial, você jamais poderá saber com antecedência que resultados seu investimento em Assessoria de Imprensa trará. Já na Propaganda, você define o espaço, o dia e o conteúdo. E paga por isso.
Na Assessoria de Imprensa, a linguagem do texto é jornalística, sem adjetivos e centrada na objetividade e na clareza. Já no texto publicitário há espaço para adjetivos e expressões elogiosas ao produto.
Um bom Assessor de Imprensa é aquele que, entre outras habilidades, consegue estabelecer um relacionamento estreito com os jornalistas de redação para que a sugestão dos temas (chamados no jargão jornalístico de pautas) enviados se transformem em notícia publicada. Já os contatos do profissional de Propaganda são restritos ao departamento comercial do veículo.
Normalmente as pessoas acreditam mais em uma matéria jornalística do que em um anúncio. A maioria da opinião pública sabe que, se é um anúncio, foi pago e pode ter as informações elogiosas que o pagante quiser colocar. Já no caso da notícia, publicada por um jornalista isento, a credibilidade recai principalmente sobre esta imparcialidade. Por este motivo, um resultado de Assessoria de Imprensa tende a ter um impacto mais forte na imagem da empresa. Mas isso não quer dizer, de forma alguma, que a Propaganda seja dispensável.
Por fim, é bom sempre lembrar que um bom Marketing é feito pelas variadas e eficazes ferramentas disponíveis hoje no mercado. Assessoria de Imprensa e Propaganda são apenas duas delas. É só pesquisar, investir e, depois, comemorar os resultados.

*Karin Villatore é jornalista, diretora da Talk Assessoria de Comunicação e professora universitária.